Em 9 de maio de 2024, o Papa Francisco, de saudosa memória, fez publicar a bula de proclamação do ano jubilar. A Igreja de tempo em tempo, mais precisamente de 25 em 25 anos, é motivada a celebrar os grandes eventos que marcam a sua história e que contribuem para evidenciar a sua identidade e missão no mundo. Por isso, uma celebração jubilar marca um momento especial, para toda a comunidade cristã que é chamada constantemente a viver experiências de conversão, bem como de renovação da sua vida discipular, como continuadora de Cristo.
Para celebrar este momento, a Igreja sempre propõe um caminho, que se desdobra em celebrações, peregrinações, momentos formativos que auxiliam à comunidade a reformar e revigorar a sua fé. O ano jubilar marca um tempo especial de abertura para a escuta dos apelos, que o Espírito faz aos discípulos do Senhor. É momento de renovação do sentido do discipulado de Cristo e sobretudo, do ampliamento da consciência de que somos uma comunidade eclesial missionária, que traz no seu alforje a tarefa de semear e cultivar a prática do amor, que faz surgir um mundo novo.
Papa Leão XIV no Jubileu dos Jovens em 2025
Na esteira do Espírito, a comunidade eclesial foi chamada a viver este tempo favorável de conversão, ao longo de todo o ano de 2025, a partir do lema: “Peregrinos da Esperança”. Esta motivação já nos aponta para uma Igreja que é dinâmica e que no exercício da sua missionariedade é convocada a anunciar o Cristo, a esperança que não nos decepciona, mas nos faz caminhar, envolvidos por uma esperança profética, a qual nos ajuda a superar toda forma de passividade, que anula a força transformadora do Evangelho.
Com o escopo de bem viver este ano, a Igreja foi chamada a celebrar ao menos três importantes momentos da sua história, que envolvida pelo Evangelho, de muitas formas, em diversos tempos, procurou testemunhar Jesus Cristo, a palavra viva do Pai, que não passa por nós sem deixar os seus sinais. Os fatos recordados e celebrados por este Jubileu são os seguintes, a saber: os 2025 anos da encarnação de Jesus Cristo, os 1700 anos do Concílio de Niceia e os 60 anos do Concílio Vaticano II.
Na celebração memorial dos 2025 anos da chegada do Verbo de Deus entre nós, somos chamados a recordar a visita do Pai a toda a humanidade, para conduzir a sua criação à plenitude. No Filho, que arma a sua tenda entre nós, é o Senhor mesmo, que vem nos visitar e celebrar com a criação uma nova e eterna aliança, que nos recorda que Ele está sempre conosco, pois é Emanuel. Por isso, no Filho e cheios do Espírito, somos motivados a caminhar de esperança em esperança, como peregrinos que vão ao encontro do seu Senhor, no serviço da construção de um mundo de irmãos.
Pintura reproduz o Concílio de Niceia
Na recordação dos 1700 anos do Concílio de Niceia, a Igreja é chamada a fazer memória de um importante evento eclesial, que buscou promover a unidade dos cristãos. Ao término deste primeiro concílio ecumênico, os bispos ali presentes fizeram uma profissão de fé, que influenciou toda a vida teológica sucessiva da Igreja. Os ensinamentos de Niceia permanecem vivos até hoje, em uma comunidade que tem o Cristo como fundamento de sua missão e obra.
.:: A presença Redentorista no Concílio Vaticano II
A memória dos 60 anos do Concílio Vaticano II nos recorda a necessidade da retomada deste importante momento para a Igreja presente no mundo contemporâneo. Deste evento eclesial nasceram constituições, decretos e declarações que engendraram importantes experiências de reformas e renovações da vida eclesial. Podemos resumir os esforços do Vaticano II, na pertinente busca para se manter a fidelidade criativa no anúncio do Evangelho. Este concílio ajudou a Igreja a repensar a sua vida litúrgica, a renovar a sua eclesiologia, a rever a sua vida pastoral e presença no mundo, bem como repropor a sua construção teológica. O Papa Francisco, ao convocar este Ano Jubilar, estimulou toda a comunidade cristã, a se dedicar seriamente ao estudo das orientações deixadas pelo Vaticano II, como forma de se alcançar as indulgências plenárias.
Papa João XXIII durante Concílio Vaticano_II
Alimentados por todos estes motivos, somos estimulados a sermos Peregrinos de Esperança. Igreja discípula-missionária. Comunidade eclesial testemunha da fraternidade que gera pontes e encontros, que apontam para o surgimento de uma nova terra e um novo céu.
.:: Relembre a página dedicada ao Ano Jubilar da Esperança ::.
Fonte: Texto escrito originalmente para a revista "Focus Provincialis"
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