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Redentoristas nas Filipinas: 120 anos de presença e missão

Congregação Redentorista superou os desafios iniciais do país, expandindo sua atuação e consolidando devoções marianas, marcando a história e o crescimento da missão

Escrito por Redentoristas

15 ABR 2026 - 16H18

Scala News

Em janeiro de 1906, os primeiros redentoristas irlandeses chegaram a Cebu, Filipinas, para ali estabelecer uma casa missionária. Seu convento foi construído na ilha de Mactan, local da morte do explorador português Fernão de Magalhães.

O primeiro campo de trabalho foi uma paróquia de mais ou menos 25 mil habitantes distribuídos em seis ilhas, onde também se encontra uma famosa igreja com a imagem de Nossa Senhora de Regra, muito venerada pelo povo.

A primeira casa foi fundada em 4 de julho de 1906 pelos padres Patrick Léo, Jean Creagh, Guillaume O'Sullivan, Mathieu O'Callaghan, Thomas Cassin e pelos irmãos Casimir e Eunanus.

Apesar das dificuldades iniciais, os missionários logo conquistaram a confiança e o afeto do povo, tornando Opon uma paróquia exemplar na Diocese de Cebu. Fiéis ao carisma afonsiano, também se dedicaram incansavelmente à pregação das missões.

Os esforços, abençoados por Deus, resultaram em números cada vez mais significativos a cada ano. E assim, 90 anos depois, em 1996, se dava a criação da Província de Cebu, filha da Província irlandesa.

Depois chegariam os redentoristas australianos no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial.

E hoje, com gratidão, os redentoristas celebram o 120º aniversário da chegada da Congregação do Santíssimo Redentor nas Filipinas!

Vencidas as dificuldades iniciais, prospera a missão

Depois da fundação de Opon em 1906, o primeiro centro dos redentoristas na Ásia. O início, porém, não foi exatamente fácil.

Sob a direção do Pe. Patrick Leo, a nova comunidade tinha muito trabalho a fazer para cuidar da paróquia. Os redentoristas também receberam os distritos de Córdoba e Santa Rosa, que haviam sido adicionados a eles por precaução.

Desde o momento de sua chegada às Filipinas, e por meio de suas missões e retiros, os Redentoristas introduziram a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Em 1913, se estabeleceram na Paróquia de Malate, em Manila, onde ergueram um pequeno, porém popular, santuário em homenagem a Nossa Senhora do Socorro Perpétuo. Depois de mudaram-se para Baclarán em 1932.

A família Ynchausti, velhos amigos e benfeitores de Malate, doou um belo altar-mor para a nova fundação, insistindo que a igreja fosse um santuário em homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses que haviam invadido o país tomaram a casa redentorista em Baclarán e a comunidade se dispersou.

Redentoristas da Austrália e Nova Zelândia foram internados em Los Baños, mas o superior irlandês, Pe. F. J. Cosgrave, foi poupado do internamento por causa de sua nacionalidade.

Antes de partir, o Pe. Cosgrave retirou o ícone do altar-mor e o confiou a uma família local para a sua guarda segura. Quando a casa da família foi incendiada perto do fim da guerra, ninguém ficou sabendo o que havia acontecido com o ícone.

Durante a guerra, os japoneses armazenaram alguns dos objetos de valor roubados de lares filipinos na Prisão de Bilibid. Por isso, foi uma surpresa agradável quando, após a libertação, o ícone foi reencontrado. Informados do achado, os Redentoristas recuperaram o ícone que foi então devolvido a Baclaran.

A devoção popular a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro cresceu muito com a Novena Perpétua em Baclaran em 1948.

Hoje, a fama do Santuário de Baclaran é imensa dentro e fora do país. Todas as quartas-feiras, estima-se que 100 mil pessoas passem pela igreja para participar dos muitos horários de Novena Perpétua. Na primeira quarta-feira do mês, esse número sobe para 120.000.

Baclaran foi seguida por uma segunda fundação em Lipa, no ano de 1936. No início, essa comunidade organizava retiros curtos pela diocese local, seguidos por missões em cada paróquia.

Scala News Scala News Redentoristas Filipinos carregam o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


.:: Conheça as Santas Missões Redentoristas ::.

A pregação missionária em geral acontecia durante uma semana, durante as quais os missionários compartilhavam das mesmas condições de vida das pessoas, sobretudo, nos lugares mais isolados onde as pessoas precisavam caminhar grandes distâncias para participarem dos atos das missões.

Para fortalecer o relacionamento com o povo, os Redentoristas buscavam aprender as línguas locais para que, sempre que possível, as missões e as instrução fossem conduzidas nas principais línguas do povo como o filipino, tagalo e becol.

E assim, tantos anos depois a missão nas Filipinas continua a prosperar. Seguindo as irlandeses e australianos os missionários nativos filipinos que foram chegando souberam introduzir seu próprio estilo e colorido na missão.

Mensagem proclamando o Ano da Graça

Na celebração dos 120 anos de presença nas Filipinas que se constitui como o país mais católico da Ásia, o Superior Provincial de Cebu, padre Edilberto Cepe, deixou a sua mensagem:

"Ao concluirmos nossa jornada de gratidão, generosidade e missão autêntica, reconhecemos que tudo isso se baseia em uma única fonte: a graça. É a graça que torna a gratidão possível. É a graça que inspira a verdadeira generosidade. É a graça que testa e nutre a missão autênticaPor isso, declaramos 2026 como o Ano da Graça, uma celebração de nossas raízes e vocação. Comemoramos quatro marcos importantes: o 300º aniversário do nascimento de São Geraldo Majella, o 80º aniversário da primeira Novena do Perpétuo Socorro na Ásia, o 120º aniversário da presença redentorista na Ásia e o 30º aniversário da Província Redentorista de Cebu. Essa celebração é definida pela nossa missão: de graça em graça. Fomos ricamente abençoados, não por manter esses dons, mas por abençoar generosamente o mundo por meio de nossos ministérios. Vamos celebrar juntos, guiados pelo nosso Roteiro de Graça compartilhado, expresso por meio de nossas missões locais únicas. Fomos abençoados. Agora, vamos abençoar nosso mundo”.

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Fonte: Tradução livre: Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R.

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