Por Pe. José de Lima Torres, C.Ss.R. Em Redentoristas Atualizada em 26 MAR 2019 - 14H31

Pagani respira Afonso de Ligório

Nos meses de julho e agosto deste ano alguns confrades da Província de São Paulo e da Vice-Província de Recife estiveram na Itália, realizando um Curso de Espiritualidade Redentorista e visitando os lugares alfonsianos. Entre esses lugares destaca-se Pagani, onde uma basílica guarda o corpo de Santo Afonso. 

 

Pagani, um lugar absolutamente “espiritual”.

Ali está a Basílica de Santo Afonso Maria de Ligório e o convento redentorista que guarda preciosos objetos de valor afetivo incomensurável.

Aqui, uma “acolhida Redentorista”. Você sabe o que é isso? Basta chegar em sua casa ou num lugar que você muito gosta de estar e tudo lhe parece familiar, se parece com você. Isso eu chamo de um lugar redentorista, porque te acalma, te recebe de braços abertos, te entrega a casa, te dá um abraço sorridente e cuida de você. Isso é uma graça! Graça de Deus!

O momento mais emocionante foi o momento da Eucaristia diante do túmulo onde está o fundador da Congregação. Ali, diante do altar da capela lateral da Basílica de Santo Afonso, uma rápida retrospectiva de toda a minha vida veio espontânea: o lugar onde eu nasci, a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira da Congregação (e eu nunca esperava pertencer a esse Instituto); as novenas anuais que rezávamos com a oração diária de Santo Afonso (ele me conduziu até aqui); minhas lutas para entrar na Congregação, os anos de formação inicial, meus trabalhos no Nordeste, minha volta à Província de São Paulo; a ordenação presbiteral; as humilhações que passei; meus pecados... e finalmente os últimos dias do meu pai no hospital em Palmeira dos Índios.

Em visita em seu leito, ele disse: “na noite passada eu recebi a visita de um homem, era Santo Afonso... ele esteve aqui”. Naquele momento eu achava que era um delírio de alguém atormentado pela enfermidade. Até poderia ser! Mas hoje, posso ler este momento como presença constante de Deus. É aquela leitura que a gente faz e descobre as pegadas de Deus na história da gente e dos outros. Pois lembrei-me do que disse São João Bosco: “quando um filho sai para o Seminário, o próprio Jesus fica no lugar dele na família”.

Impossibilitado de estar todo tempo ao lado do meu pai, o próprio Afonso o confortou em seus últimos dias. Na presença de Santo Afonso, mais especialmente na presença do Santíssimo Sacramento, agradeci pela vida do meu pai.

A visita continuou no Convento de Pagani, lugar onde Afonso viveu os seus últimos anos.

Ali estão seus aposentos, onde recebeu o Ir. Geraldo Majela quando dissolveu-se a infâmia orquestrada por Nerea Cagiano; a janela de onde se vê o Vesúvio (segundo os relatos, Afonso acalmou o vulcão quando ameaçava a vida da população ao seu redor); utensílios de uso pessoal do Bispo Afonso; o púlpito de onde, segundo a história Afonso pediu que um confrade que descesse e interrompesse sua homilia pois este utilizava um jargão muito culto e inacessível ao povo; o túmulo dos primeiros confrades que moraram naquela residência; o cravo que utilizava para compor suas canções; duas urnas que carregaram seus restos mortais; o caixão no qual foi sepultado... Tudo aponta para Afonso; em tudo, Afonso aponta para Jesus, que aponta para o Pai!

Pe. José de Lima Torres, C.Ss.R. 
Secretariado Vocacional Redentorista

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