Por Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R. Em Redentoristas

Redentoristas celebram jubileu de 75 anos de presença em São João da Boa Vista

Uma novena realizada na igreja da Paróquia/Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em São João da Boa Vista, entre os dias 10 e 18 de março preparou o povo para um grande dia. Em 19 de março, uma festiva missa de ação de graças corou a celebração dos 75 anos de lançamento da pedra fundamental da igreja construída num altiplano que permite uma boa visão daquela que é conhecida como “a cidade dos crepúsculos maravilhosos”. 

Uma história bem vivida

Aos 17 de março de 1939 o Pe. Geraldo Pires de Souza, então Superior Vice-Provincial da Vice-Província de São Paulo, chegava a São João da Boa Vista em visita ao pároco, Mons. Vinheta. Naquele tempo a cidade e a paróquia de São João da Boa Vista pertenciam à Diocese de Ribeirão Preto (SP). O motivo desta visita era o de iniciar as tratativas para uma fundação redentorista naquela cidade.

Este era um tempo de expansão missionária dos redentoristas. Em 1905 já havia sido fundada uma comunidade no Bairro da Penha, em São Paulo, em 1920 foi fundada a Comunidade de Santa Cruz, em Araraquara (SP) e em 1935 tinha sido a vez de Tietê (SP).

Com a morte do Monsenhor Vinheta o cuidado pela fundação passou para o pró-vigário de São João, Pe. Antônio David, que anteriormente recebera instruções de Monsenhor Vinheta. O ano de 1939 e a metade de 1940 foram dedicados aos estudos da escolha do terreno.

Nestas tratativas assentou-se que se daria preferencia a um belo terreno, localizado entre a Rua São João e o Caminho da Prata, de propriedade do Sr. Antônio Cabral. Iniciaram-se as negociações, ficando acertada a seguinte combinação: a paróquia daria um alqueire, a família proprietária doaria outro alqueire e o restante seria comprado pela congregação.

Desde o começo sua Excia. D. Alberto Gonçalves, bispo de Ribeirão Preto, mostrou-se interessado pela fundação. Declarou que apoiaria, bem como o vigário faria o mesmo.

As condições para a nova fundação foram acertadas entre ele e o Superior Geral da Congregação, Pe. Leonardo Buys.

A licença do Padre Geral para a nova fundação foi dada e transmitida ao Pe. Geraldo Pires a 17 de novembro de 1939. E a licença da Sagrada Congregação para os Religiosos foi passada pelo Rescrito de 12 de dezembro de 1941 e executada pelo Padre Geral no dia 17 de dezembro daquele mesmo ano.

Além da licença de realizar a fundação teriam os Missionários Redentoristas a doação de um terreno apto para a construção do convento e de uma Igreja que seria erguida em honra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, terreno que pudesse servir para a construção de uma casa de formação para os clérigos, se os superiores julgassem conveniente

A finalidade da fundação seria a de abrigar uma equipe dedicada à pregação das Santas Missões, de retiros espirituais e outros exercícios congêneres, não podendo. Entretanto, os padres prestariam à paróquia, quer na sede, quer nas capelas, mediante combinação com o vigário, os auxílios que lhes fossem possíveis e permitidos pela Regra da Congregação, sendo esses serviços remunerados conforme combinado com o Superior e o vigário e isso para ajudar a manutenção da casa. Oralmente se combinou que, apenas houvesse uma casa livre na vizinhança de uma igreja, para ela irem um padre e um irmão no começo. Mas tudo em caráter provisório, até os padres terem terreno próprio e capela ou igreja deles. A licença oficial foi dada pelo Senhor Bispo. 

Início da comunidade

 

No dia 19 de março de 1941 foi lançada a pedra fundamental do Santuário e também da nova residência dos Missionários Redentoristas.

No dia 6 de junho de 1940 foram morar em São Joao da Boa Vista o padre Henrique Barros e o Irmão Baltazar. Primeiramente ocuparam uma casa provisória próxima do Largo do Rosário, onde teriam como primeira obrigação a de cuidar da Igreja do Rosário.

Assim escreveu o cronista no início de janeiro de 1941: “Pedimos ao Deus-Menino que se realizem todos os planos a respeito de nossa fundação aqui em São João da Boa Vista e sua benção para os nossos trabalhos, quer dentro como fora da casa. Quer nos parecer, que as coisas tomam um novo rumo para melhor, que seja assim”...

Em março de 1941 os dois redentoristas se mudaram para outra, casa em frente à Santa Casa, pois estavam também assumindo a capelania da entidade. E neste mesmo tempo, começaram a limpar e preparar o terreno onde seria construído o Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

E assim, no dia 19 de março de 1941 realizou-se a cerimônia tão esperada: Neste dia foi lançada a pedra fundamental do Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e também da nova residência que abrigaria a comunidade dos Missionários Redentoristas.

Aqui é importante recordar que a construção enfrentou as dificuldades próprias do tempo que se vivia, porque o mundo enfrentava os horrores da Segunda Guerra Mundial e o Brasil enfrentava dificuldades de todo tipo.

Mas as dificuldades sempre foram superadas e no dia 23 de novembro de 1941 eram dados pelos pedreiros e pintores os últimos retoques para a benção e inauguração da casa recém colocada em condições de habitabilidade. A benção foi realizada pelo bispo auxiliar da Diocese de Ribeirão preto, D. Manuel da Silveira D´Elbox. Solenidade esta que contou também com a presença de muitas autoridades de São João da Boa Vista e região. Neste dia foi entronizado solenemente o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na igreja a ela dedicada.

Em 1942 a comunidade havia sido encorpada, sendo composta pelos seguintes Missionários Redentoristas: Pe. Henrique de Barros, Pe. Juvenal Martins Ratto, Pe. Raimundo Moura, Irmão Baltazar e Irmão Manuel de Moura. 

Alguns anos depois, a 7 de outubro de 1944 iniciava-se a abertura dos alicerces, que em janeiro de 1945 já estavam concretados. Em janeiro de 1946, finalmente, após dois anos, a igreja estava pronta para ser inaugurada, faltando apenas alguns revestimentos, piso e altares. 

Marcas do tempo

A história continuou e, como um diamante do qual o tempo não tira o brilho, os missionários continuam cumprindo a sua missão, seguindo o ideal carismático de Santo Afonso Maria de Ligório, seu fundador. Hoje a Comunidade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de São João da Boa Vista é constituída por 12 confrades. Deles, uma parte atua mais diretamente no Santuário:

Reitor e Superior: Padre Ademir Gonçalves, C.Ss.R.
Vigário paroquial: Padre José Bertanha, C.Ss.R.
Vigário paroquial: Padre Carlos Alberto Baptistine, C.Ss.R.
Vigário paroquial: Padre Walteir Gonçalves Magalhães, C.Ss.R.
Irmão Clemente (Waldemar Úrsula de Jesus), C.Ss.R.
Irmão Osmar Lúcio da Silva, C.Ss.R.

Equipe do Santuário 2016

Outra parte dos membros da comunidade integra a Equipe Missionária, dedicando-se à pregação das Santas Missões Populares:

Coordenador da Equipe: Padre Ivair Luiz da Silva, C.Ss.R. 
Padre José Moacyr de Castilho Chagas, C.Ss.R.
Padre Luiz Carlos Treider, C.Ss.R.
Padre José Roberto Pessanha, C.Ss.R.
Padre Herivelto Jeder Pereira, C.Ss.R.
Irmão Ernesto Coelho da Costa, C.Ss.R.
Diácono João Paulo de Oliveira Ramos, C.Ss.R. 

Equipe Missionária 2016

Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R.
Com informações do Livro Crônica da Casa de São João da Boa Vista  (
1939 – 1955)

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