A história dos redentoristas em Campos dos Goytacazes, norte do Rio de Janeiro, se confunde com a história da ereção canônica da própria diocese campista.
Passado apenas um ano desde que a diocese de Campos havia sido instalada, os redentoristas aportam na planície goitacá.
Era o ano de 1923 quando alguns missionários holandeses passaram a residir na Igreja de São Francisco e desde este lugar, passaram a atender pastoralmente toda a região.
Com eles, veio a tiracolo, o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que logo ocupou o coração piedoso e católico do povo campista.
Maria, com seu semblante sereno e olhar penetrante, tendo no colo Jesus Menino, passou a ser venerada com muito amor e devoção, em novenas semanais e belíssimas festas.
O final da década de 1940 trouxe aos redentoristas um grande desafio: era preciso construir um convento e uma igreja onde os missionários pudessem morar e atender o povo.
.:: 3 pedidos de São João Paulo a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ::.
Amparados pelo povo de Deus, com muitas doações e festas beneficentes, os redentoristas encabeçaram um projeto ousado de construção de um grande edifício e um linda igreja: na rua do Leão nascia uma igreja onde o amor de Jesus e de Maria iriam irradiar bênçãos para toda a cidade.
E desde cedo, de modo carinhoso e informal, a igreja do convento converteu-se no santuário da Mãe do Perpétuo Socorro.
Mas foi somente algumas décadas depois que a igreja do convento passou a ser oficialmente um santuário mariano diocesano.
As primeiras tratativas começaram ainda com Dom João Corso, que entregou o pastoreio da diocese em 1995.
No ano seguinte, já sob o pastoreio de Dom Roberto Gomes Magalhães, recém escolhido novo bispo, os redentoristas receberam a notícia que tanto esperavam: a igreja do convento, o santuário que o povo sempre amou, seria então conhecido oficialmente como um lugar de especial devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Assim, no dia 07 de maio de 1996, sob a reitoria do padre José Raimundo Vidigal, dom Roberto celebrava missa solene na igreja e entregava o título de santuário para a igreja conventual dos redentoristas.
No documento oficial, o bispo destaca a importância de um santuário para a acolhida do povo, para a celebração da Eucaristia e para o derramamento da misericórdia do Coração de Jesus.
Hoje, passado 30 anos, o santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Campos continua irradiando por toda a região o carinho materno da mãe de Jesus e sendo farol a iluminar o coração devoto do povo campista.
.:: Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro entregue aos redentoristas ::.
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