Palavra Redentorista

Santo Afonso, o homem do equilíbrio moral

O Papa Pio XII o declarou Padroeiro dos Confessores e Moralistas.

Escrito por Redentoristas

26 ABR 2021 - 08H10 (Atualizada em 26 ABR 2021 - 13H26)

Thiago Leon Santo Afonso (Thiago Leon)

A sensibilidade que Afonso teve em seu ministério junto aos mais abandonados foi um primado para a evangelização, para a pastoral e para a moral. Ele foi reconhecido não só pelo povo, mas pela Igreja. No ano de 1950, o Papa Pio XII o declarou Padroeiro dos Confessores e Moralistas.

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O vasto acervo bibliográfico produzido por Santo Afonso não foi apenas de obras de espiritualidade, poemas e músicas, mas um rico material sobre o Sacramento da Reconciliação e Moral, os quais advogam pela consciência individual de cada ser humano.

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 Justamente no período de tensão em que a Igreja passava no âmbito da Moral, entre os grupos rigoristas e os laxistas, Afonso trouxe um novo modo de refletir a moral, o que foi chamado equiprobabilismo. Esta forma de pensar uma nova moral, consistia em equiparar as exigências do Evangelho com as da liberdade da consciência humana, eliminando todo rigorismo. Portanto, a moral para Afonso se equilibra sobre três primados: “primado da verdade - Deus, o primado da consciência pessoal e o primado da liberdade – a do ser humano” (Cf. REY-MERMET, 1991, p. 66).

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 Por ter sido um divisor de águas na história, na reflexão e na prática da Teologia Moral, Santo Afonso foi declarado o patrono, “padroeiro celeste” dos confessores e dos moralistas, em 26 abril de 1950, pelo Papa Pio XII. Na ocasião, assim explicou o Papa acerca deste título ao Santo: “um ensinamento moral e pastoral notável, o mais estimado no mundo inteiro até nossa época, muitas vezes e fortemente recomendado pelos soberanos pontífices como guia seguríssimo dos ministros do Sacramento da Penitência e dos diretores de consciência”.

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 Em tempos de polarizações na Igreja e na sociedade, entre as alas conservadoras e progressistas, Santo Afonso foi uma inspiração para não tendermos à lado algum. Mas sim, seguir o que o Evangelho de Jesus Cristo nos propõe, seguir a nossa consciência na liberdade e a estarmos atentos aos sinais dos tempos, à fim de darmos uma resposta de vida, de esperança e de dignidade à humanidade. O equilíbrio vem sempre acompanhado do diálogo, e o diálogo é o melhor caminho.


Irª. Maria Rita da Silva, MAD
Centro Redentorista de Espiritualidade – CERESP


Fonte:

REY-MERMET. Théodule. A Moral de Santo Afonso de Liguori. Aparecida: Editora Santuário, 1991.

ACTA APOSTOLICAE SEDIS. Commentarium officiale. n. 11, Vol. XXXXII, Vaticano: Typis polyglottis vaticanis, 1950, p. 595-597. Disponível em: http://www.vatican.va/archive/aas/documents/AAS-42-1950-ocr.pdf. Acessado: 03/03/2021.

Fonte: REY-MERMET. Théodule. A Moral de Santo Afonso de Liguori. Aparecida: Editora Santuário, 1991. ACTA APOSTOLICAE SEDIS. Commentarium officiale. n. 11, Vol. XXXXII, Vaticano: Typis polyglottis vaticanis, 1950, p. 595-597. Disponível em: http://www.vati

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