Por Santuário Nacional Em Missa Atualizada em 06 JUN 2020 - 14H35

Santuário Nacional acolhe romaria virtual de diocese fluminense

Em homilia, bispo da Diocese de Volta Redonda e Barra do Piraí (RJ) refletiu as mazelas atuais da sociedade

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Na
missa das 12h deste sábado (06), o Santuário Nacional acolheu, na pessoa do bispo Dom Luiz Henrique da Silva Brito e também do bispo emérito, Dom Francisco Biasin, e demais padres concelebrantes, a Romaria Virtual da Diocese de Volta Redonda e Barra do Piraí/RJ.

Transmitida pela Rede Aparecida de Comunicação e também pela Rádio diocesana Sintonia do Vale, a celebração recordou a peregrinação anual da diocese fluminense ao Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Gente de fé e esperança

Dom Luiz ressaltou que “gostaria de realizar essa peregrinação um contexto diverso, porém a pandemia nos pegou a todos de surpresa e aqui estamos, com o coração aberto e suplicante, pedindo e implorando a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, o fim deste flagelo, e lembrando, de modo especial, de todos os enfermos, das famílias enlutadas, dos profissionais da área de saúde, que tanto estão se empenhando para salvar vidas. Quero agradecer a todos que rezam conosco, pedindo a Deus a Sua misericórdia”.

Ele salientou que esta realidade que vivemos “com certeza servirá para amadurecermos ainda mais na nossa caminhada de fé, para renovar a nossa esperança e procuramos enfrentar esta grave situação. Temos a certeza que a tempestade vai passar, mas confiamos no triunfo do amor e da misericórdia de Deus. É um tempo bastante desafiador, mas nunca devemos nos abater pelo pânico, pelo medo, pela falta de confiança. Isso não é próprio de um cristão, de um discípulo ou de uma discípula de Cristo, porque nós somos homens e mulheres de esperança, seres humanos que lutam na construção do Reino de Deus e por um mundo melhor”.

Servos da Verdade

Dom Luiz comentou os questionamentos que a pandemia tem nos provocado, em relação ao nosso estilo de vida, que, segundo ele, muitas vezes é feito de aparências e falta de consciência solidária. Que esse período nos desinstale de uma atitude egoísta e desinteressada pelo irmão”, pediu. Ele também destacou o trabalho que vem sendo realizado por diferentes iniciativas da Igreja no que se refere ao cuidado e ao acolhimento dos mais necessitados.

Explicando as leituras da liturgia do dia, Dom Luiz lembrou o papel educador de Paulo em relação a Timóteo, que deveria também educar o seu povo na fé, na perseverança e sem desanimar. “Naquela época, já na Igreja Primitiva, os pastores da Igreja, os apóstolos detectavam esses erros, que iam dilapidando, tentando destruir toda uma caminhada de fidelidade ao Senhor. E hoje também existem essas tentações e desvios da verdade, com fábulas, atitudes interesseiras, nada cristãs”.

O bispo afirma que, onde estão presentes certas mentalidades e ideias religiosas que só causam divisão, prejudicando a comunhão eclesial, tudo em nome de um cristianismo fácil, palatável, realmente não é aquela verdade que somos chamados a servir que nos propõe o Senhor.

De acordo com o bispo, estamos nós hoje também “combatendo o bom combate” contra os grandes perigos das notícias falsas, comunicações equivocadas. “São situações complexas que vivemos e precisamos dar o nosso testemunho firme de servos da Verdade”, exortou.

CNBB
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Entre outras denúncias e alertas, o bispo também destacou:

1. A hipocrisia religiosa, quando se dá mais importância às aparências do que ao essencial, que é a fé;

2. A observância fria de preceitos, acompanhada de uma ‘fina oratória enganadora’, que adoece qualquer tipo de religião;

3. Os que abusam da fé do povo, como falsos ministros de Deus, que exploram os mais fracos e deixam de cumprir a missão própria de anunciar a mensagem do Senhor.

“Nessa ‘sociedade do bem-estar’ que vivemos hoje, cuja pandemia colocou em xeque, a viúva do Evangelho ensina o que significa compaixão: saber se compadecer com aquele que sofre, disse. “Buscamos, às vezes, tranquilizar nossa consciência oferecendo o supérfluo, mantendo nossos confortos e privilégios em todas as esferas da nossa vida supérflua de bens materiais, de talentos e dons que não oferecemos ao Senhor, alertou.

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A Palavra de Deus ilumina a leitura da vida

O bispo também disse que “os textos bíblicos nos iluminam, no sentido de refletir sobre a realidade que vivemos; situações tão anti-evangélicas que causam profundo horror, como por exemplo, a cena trágica de um policial branco nos Estados Unidos, pressionando pescoço de um homem negro. Isso levou às legítimas manifestações do mundo todo, ao enfatizar que ‘vidas negras importam’. Claro, toda vida importa, desde o ventre materno até o termo final da existência. Mas, nos Estados Unidos, sabemos que o problema do racismo é de uma ordem distinta da que existe no Brasil. Porém, nossa perplexidade também cresce com o racismo dentro de nosso país, onde negros e negras são vítimas de violência, humilhações a todo momento. Nós, brasileiros e brasileiras, somos resultado de culturas variadas. uma rica mescla de povos oriundos de tantas partes do mundo, nós somos um povo miscigenado e devemos nos orgulhar disso. Deveríamos dar um belo exemplo de respeito a todas as pessoas, independente de raça, posição social ou qualquer tipo de preconceito e discriminação, destacou.

 Concluindo sua reflexão, Dom Luiz também mencionou o crescimento dos fanatismos ideológicos, dos extremismos e de uma rede de desinformação: 

“Como cristãos, todos somos chamados pelo Senhor a sermos sal da terra e luz do mundo; inseridos na sociedade, ser esta presença de equilíbrio e defesa intransigente da dignidade da vida humana, finalizou, suplicando ao Senhor “que nos conceda a sabedoria e o discernimento necessários neste tempo de incertezas, sabendo que não nos faltará a graça de Deus a nos ajudar a enfrentar esses sobressaltos da vida e sem perder a esperança que Nossa Senhora Aparecida, companheira de caminhada, interceda por nós.

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