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5º Congresso Bíblico termina destacando a fé que se transforma em cuidado

Na Missa de encerramento, Pe. Eduardo Catalfo explicou o significado do primeiro sinal de Jesus e destacou a atenção de Maria às necessidades das pessoas.

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Escrito por Luciana Gianesini

07 NOV 2026 - 11H20

Thiago Leon

Perceber quando alguém precisa de ajuda e procurar uma maneira de agir também são expressões da fé. Essa foi uma das mensagens da Santa Missa que encerrou o 5º Congresso Bíblico de Aparecida, na manhã deste sábado (07), no Santuário Nacional.

A celebração foi presidida pelo Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., reitor do Santuário Nacional e presidente da Academia Marial de Aparecida. Participaram também o Pe. José Ulysses da Silva, C.Ss.R., assessor do congresso; o Pe. Mauro Vilela, C.Ss.R., diretor da Academia Marial e animador da celebração; o Pe. Adam Rampala, C.Ss.R., administrador ecônomo adjunto do Santuário; e o Diácono Luciano, da Diocese de Santo André, que levou a imagem de Nossa Senhora Aparecida, entre outros sacerdotes e religiosos concelebrantes.

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No comentário inicial, Pe. Mauro recordou que os aprendizados do congresso precisam continuar presentes na vida dos participantes:

“Tudo que refletimos e partilhamos se torna agora oração, se torna compromisso com a vida, se torna pastoral.”

A homilia do Pe. Eduardo teve como referência o Evangelho das Bodas de Caná (Jo 2,1-11), que narra o primeiro sinal realizado por Jesus. Na festa de casamento, Maria percebe que o vinho está acabando e leva a situação ao conhecimento de seu Filho. Para o sacerdote, esse detalhe revela a sensibilidade de quem está atento ao que acontece com os outros.

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O significado da abundância em Caná

Ao explicar a passagem, Pe. Eduardo chamou a atenção para a quantidade de vinho produzida por Jesus. Caná era um pequeno vilarejo, com poucas dezenas de casas. Na estimativa apresentada pelo sacerdote, cerca de 50 litros seriam suficientes para atender os convidados. O Evangelho, porém, relata a transformação de aproximadamente 600 litros de água em vinho.

“Na Bíblia, o vinho simboliza o anúncio, a chegada do Messias. E o exagero de vinho simboliza a alegria. A alegria de estar pertinho de Deus, de viver sob a sua proteção, a alegria de acolher o Messias.”

Assim, a abundância não é um detalhe sem importância na narrativa. Ela expressa a alegria da presença de Deus e a chegada do Messias. O sacerdote também relacionou a festa de casamento à imagem do Reino de Deus, frequentemente apresentado por Jesus como um banquete para o qual todos são convidados, especialmente os pobres, os pequenos e os simples.

Durante a homilia, Pe. Eduardo ainda recordou de forma carinhosa uma conversa com uma menina chamada Laura, depois de uma explicação sobre o Evangelho das Bodas de Caná. Ao ouvir a história, ela comentou: “Padre Eduardo, ainda bem que não faltou bala de coco nem beijinho”. A lembrança trouxe leveza à reflexão sobre a festa e ajudou a aproximar a passagem bíblica de uma experiência conhecida por quem participa de uma celebração festiva.

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Maria percebe a necessidade e procura Jesus

O ponto central da atitude de Maria, porém, está em perceber o que está faltando. Naquela festa, a falta de vinho poderia causar constrangimento aos anfitriões. Maria reconhece a situação e sabe a quem recorrer.

“Nossa Senhora é uma mulher muito sensível. Presta atenção naquilo que vai acontecendo. Foi Ela que percebeu que o vinho tinha acabado na época de Jesus.”

Pe. Eduardo destacou que Maria não tinha a solução por conta própria, mas confiava em Jesus. Primeiro, disse a Ele: “Eles não têm mais vinho”. Depois, orientou os serventes: “Fazei tudo o que o meu filho vos disser”.

O exemplo de Maria ajuda a compreender uma dimensão concreta da fé: olhar para as pessoas, perceber suas necessidades e não permanecer indiferente. É uma atenção que pode se transformar em cuidado, serviço e compromisso com a vida.

Essa relação entre fé e atitude também apareceu na reflexão sobre a leitura do livro do Êxodo. Ao recordar como Deus acompanhou e protegeu o povo desde a libertação do Egito, o sacerdote destacou que a Palavra conduz à justiça, à fraternidade e ao bem comum:

“Deus nos protege. Deus nos conduz na direção da justiça, da fraternidade, do bem comum, porque a Sua Palavra permanece no nosso coração.”

Ao concluir a homilia, Pe. Eduardo retomou a orientação de Maria como caminho de aproximação de Jesus:

“Que Nossa Senhora continue sempre muito presente na nossa vida e no nosso jeito de nos aproximar de Jesus, para celebrar com a igreja a certeza de que nós somos de Deus e nós a ele pertencemos. E que nós possamos conservar no nosso coração essa palavra tão bonita de Nossa Senhora: ‘Fazei tudo o que o meu filho vos disser’.” Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., Reitor do Santuário Nacional e Presidente da Academia Marial de Aparecida

Reveja a celebração

Sobre o 5º Congresso Bíblico de Aparecida

Realizado de 4 a 7 de novembro de 2026, o 5º Congresso Bíblico de Aparecida foi promovido pela Academia Marial de Aparecida, em parceria com o Instituto Teológico de São Paulo (ITESP).

A programação reuniu seis conferências sobre a presença de Maria nas Sagradas Escrituras e sua participação no plano da salvação.

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