A CÚPULA DO SANTUÁRIO NACIONAL DE APARECIDA
A Árvore da Vida na Cúpula sob o Altar Central traz em sua arte, a representação do centro da fé dos cristãos, que é Jesus, por isso tem como extensão a cruz vazada, com 8 metros de altura, simbolizando o caule ou grande tronco dessa árvore.
O tema da Cúpula faz alusão à parábola do grão de mostarda, que se torna a grande árvore onde os pássaros se aninham.
A obra fecha o projeto artístico iniciado com a arte do Baldaquino, ou seja, os quatro pilares que sustentam a Cúpula Central. Nele estão representadas a fauna, a flora e as etapas da vida humana.
Nesse conjunto artístico, o peregrino contempla o Paraíso que Deus criou para a humanidade habitar: um local de tranquilidade e paz.
No alto, no centro da Cúpula, está o pássaro que corresponde ao Espírito de Deus, que anima a criação e dá vida ao Universo.
A arte traz o desenho de 42 pássaros de 12 espécies diferentes da fauna brasileira.
Entre eles, estão: pavão-do-pará, papagaio-real, maritacas, colhereiro, guará, beija-flor, arara-canga, arara-do-planalto, tucano, gavião-da-roça, arara-azul e tuiuiú.
Os pássaros representam todos os peregrinos que visitam o Santuário Nacional e encontram na Casa da Mãe um local para se refugiar, se recuperar e renovar a fé e a força para a caminhada da vida, assim como fazem os pássaros que buscam na árvore refúgio e descanso
Confere o sentido de totalidade à obra. Na arte sacra, o ouro representa o grande Sol que dá luz à vida, identificando o próprio Cristo como a luz que ilumina a humanidade e toda a criação.

A videira em branco e ouro é símbolo da Igreja, sinal de Comunhão: “Eu sou o tronco e vós os ramos da videira. Só tem vida quem está ligado (unido) a Mim” (Jo 15, 5).
A Ave Maria, texto com saudação do anjo Gabriel e da prima Isabel à Maria, anunciando-lhes que ela será a mãe do Salvador.

São sinais (símbolos) das promessas do Senhor feitas a Abraão quando deixasse sua terra em busca da Prometida (Gn 22, 17).

De Oásis e pássaros “do paraíso” em ouro, a tamareira é considerada a “rainha do deserto", não só pela sua estatura, mas pelo serviço que presta às populações das terras desérticas. Fazendo lembrar a passagem bíblica: “Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo.” (Mt 20,26), trazendo a reflexão de que cada cristão deve ter em sua vivência de fé a busca pelo servir.

A água em movimento corresponde às “águas superiores” que fertilizam os rio e mares da terra.

Simboliza o fogo, a energia do Espírito que faz tudo se mover.
A arte sacra desse espaço transmite Deus, que se reflete na própria natureza, primeiro elemento de santidade do mundo.
“Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.” (João 1, 3-4)

O responsável por toda a concepção do projeto é o artista sacro Claudio Pastro, falecido em outubro de 2016.
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Por Redação, em Notícias
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