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Assunção de Maria inspira Igreja a vencer o mal com a prática do bem

Na Casa da Mãe, Dom Mário Antonio destacou a força evangelizadora da vida consagrada e convidou os fiéis a buscar a verdade, praticar a justiça e semear a paz

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Escrito por Luciana Gianesini

16 AGO 2026 - 11H59 (Atualizada em 16 AGO 2026 - 12H28)

Reprodução/ YouTube Santuário Nacional

A Casa da Mãe acolheu, neste domingo (16), a celebração da Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria, presidida por Dom Mário Antonio da Silva, arcebispo de Aparecida. A Eucaristia reuniu peregrinos, religiosos e religiosas e foi marcada também pela oração pelas vocações à vida consagrada, dentro do mês vocacional.

A celebração teve início com a acolhida do irmão Alan Patrick Zucheratto, C.Ss.R., que destacou a presença das comunidades religiosas e agradeceu o testemunho daqueles que dedicam a vida à profissão religiosa. Ele também recordou as religiosas jubilandas que celebram, neste ano, 25, 40, 45, 50 e 60 anos de profissão religiosa.

Reprodução/ YouTube Santuário Nacional Reprodução/ YouTube Santuário Nacional

Ao recordar a Assunção de Maria, o irmão Alan ressaltou que a solenidade aponta para a eternidade como destino do ser humano. Segundo ele, Maria, acolhida na comunhão de amor e vida da Trindade, colocou-se a caminho para servir os irmãos, tornando-se modelo para a Igreja peregrina e para aqueles que respondem ao chamado de Deus.

A celebração também foi marcada pela oração pelo descanso eterno do missionário redentorista padre César Moreira, falecido na noite anterior. Na abertura da Missa, irmão Alan recordou seu testemunho de evangelização nos meios de comunicação e confiou sua vida à misericórdia de Deus. Durante a homilia, Dom Mário retomou a homenagem e destacou o testemunho de padre César na comunicação do amor, da verdade e do Evangelho.

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“O mal existe e tem força, mas não vencerá”

Na homilia, Dom Mário relacionou as leituras da liturgia à missão de todos os cristãos e, de modo especial, à vocação de homens e mulheres que evangelizam.

Ao refletir sobre a primeira leitura, do livro do Apocalipse, o arcebispo chamou a atenção para a imagem da mulher vestida de sol em confronto com o dragão. Para ele, a mulher representa Maria, mas também a Igreja e a comunidade, que caminham em meio a perseguições, dificuldades, cruzes e provações.

A partir dessa imagem, Dom Mário deixou uma mensagem de esperança: “O mal existe e tem força, mas não vencerá.”

Na sequência, afirmou que o bem exige compromisso e sacrifício e que sua vitória se manifesta na prática cotidiana. A Eucaristia, segundo o arcebispo, é o alimento que fortalece os cristãos no “deserto da vida” para vencer o mal, superar o pecado, praticar a justiça e semear a paz.

Para Dom Mário, a mensagem do Apocalipse também ajuda a compreender a missão da Igreja diante das dificuldades do mundo. Assim como a mulher retratada na visão bíblica segue seu caminho sustentada por Deus, os cristãos são chamados a perseverar na fé e a agir para que o bem prevaleça.

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O Magnificat como compromisso com a justiça e a paz

Ao refletir sobre o Evangelho da visita de Maria a Isabel, o arcebispo destacou que, depois de dizer “sim” ao projeto de Deus, Maria se coloca a caminho para servir. No encontro com Isabel, ela proclama o Magnificat e reconhece as grandes obras realizadas por Deus em sua vida.

Dom Mário ressaltou, porém, que o cântico de Maria também apresenta uma mensagem concreta sobre a realidade humana: Deus socorre os humildes e necessitados e se coloca contra o orgulho, a avareza e a opressão.

Por isso, afirmou que o Magnificat deve ser também o cântico da Igreja, da vida consagrada e de cada cristão, como testemunho de um Cristo encarnado, crucificado e ressuscitado, vitorioso sobre o mal e a injustiça.

A partir dessa reflexão, Dom Mário fez um convite aos fiéis: seguir o exemplo de Maria, com três atitudes:

 “Assumamos o compromisso, a exemplo da Mãe de Jesus e nossa, de sempre buscar a verdade, de em todas as situações praticar a justiça e, em todos os corações, em todas as casas e lugares, semear a paz.

Reprodução/ YouTube Santuário Nacional Reprodução/ YouTube Santuário Nacional

Vida consagrada: uma força evangelizadora

A celebração da Assunção também ganhou um significado especial por ocorrer no terceiro domingo de agosto, dedicado à oração pelas vocações à vida consagrada. Durante a homilia, Dom Mário recordou que o mês vocacional convida a Igreja a rezar pelas diferentes formas de chamado e destacou a missão de homens e mulheres que consagram a vida a Deus nas congregações e institutos religiosos.

O arcebispo apresentou ainda um trecho das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas pela CNBB, sobre a vida consagrada. O documento a define como uma “força evangelizadora”, capaz de promover a vida e a dignidade humana por meio de obras de misericórdia nos campos social, educativo, da saúde e da justiça.

Dom Mário ressaltou que o testemunho das famílias religiosas transforma realidades e que a experiência de discernimento comunitário e de vida sinodal contribui para a missão comum da Igreja. Também destacou que os votos de pobreza, castidade e obediência tornam a vida consagrada, ativa e contemplativa, um testemunho vivo de Jesus Cristo e uma inspiração para toda a Igreja avançar na comunhão, na missão e no serviço aos mais vulneráveis.

“Sejamos Igreja com a vida consagrada na prática do Evangelho”, pediu o arcebispo, reforçando a necessidade de levar a sério o sofrimento humano e trabalhar para resgatar vidas de situações de miséria, pecado, infâmia e marginalização.

Jubileu e oração pelas vocações

Durante a celebração, a comunidade reunida no Santuário Nacional também agradeceu a Deus pelo testemunho das religiosas que celebram jubileus de profissão religiosa. A oração foi para que a vivência dos votos, o amor aos pequenos e a fidelidade ao Evangelho continuem sendo sinal de esperança para as jubilandas.

Ao final da reflexão, a mensagem da celebração uniu a Assunção de Maria à missão de toda a Igreja: caminhar na esperança, alimentar-se de Cristo e transformar a fé em atitudes concretas. Maria aponta para a vida eterna, mas também ensina como viver o presente: com o coração voltado para Deus, disposição para servir e compromisso com a verdade, a justiça e a paz.

Reveja!

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