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Bispo exorta fiéis a serem "sinais de epifania" aos que precisam de luz

Escrito por Elisangela Cavalheiro

04 JAN 2026 - 09H45 (Atualizada em 05 JAN 2026 - 16H23)

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O primeiro domingo do ano no Santuário Nacional de Aparecida atraiu milhares de fiéis e devotos que vieram celebrar a solenidade da Epifania do Senhor. Na missa das 8h, Dom Amilton Manoel da Silva, Bispo de Guarapuava, no Paraná, refletiu sobre a liturgia deste dia. 

"Se no Natal nós temos a manifestação, primeiramente aos pastores, homens simples que vigiavam naquela noite e a convite dos anjos foram até a gruta, encontraram Maria e José, adoraram o menino e saíram a falar as maravilhas do Senhor. Hoje, o Senhor se revela a todos os povos: Epifania!".

Reprodução Reprodução Dom Amilton da Silva, bispo de Guarapuava, durante homilia no Santuário


Recordando a representação dos magos e dos dons apresentados por eles ao Menino Jesus: ouro, incenso e mirra, o bispo explicou:  

"Quem são esses magos? Não temos aqui muita referência deles. Magos não é no sentido que entendemos hoje, que se dedicavam ao ocultismo, não é nada disso! Magos vêm da palavra mago, que eram membros de uma casta sacerdotal do oriente. Não falam que eram três, nem aparecem os nomes. Mas a Igreja passa a dizer que eram três por causa dos três dons que são apresentados, o ouro, o incenso e a mirra. Os primeiros Padres da Igreja falam deste número, confirmados por São Leão Magno. Então, a Tradição foi trazendo para nós. Cada um representa um momento importante de culturas e etnias. Mais tarde, a Tradição deu a eles nomes", refletiu o bispo. 

Depois, ao continuar a reflexão sobre o texto bíblico, lembra que a estrela "não é uma estrela como estas que nós enxergamos numa noite bonita, quando o céu está repleto de estrelas. Essa estrela é Jesus Cristo. A verdadeira luz". E acrescenta que muitas pessoas têm vivido uma fé superficial ao perder a referência central de Jesus em suas vidas. 

"Às vezes, perdemos a estrela. Não perdemos tanto Jesus, a fé, a religião. Mas a gente vai vivendo uma religião superficial. Quando eu me coloco no lugar da estrela. Quando eu coloco outra pessoa no lugar de Jesus ou interesses escusos, pessoais ou de grupos. Nos perdemos quando trocamos o Verbo que se fez carne, e que estamos celebrando, pela escuridão do ódio, da divisão, das injustiças, das guerras, da exclusão do outro, do não perdão. Ora, quando isso acontece, e talvez é isso que estamos presenciando em tantas situações do mundo moderno", exorta Dom Manoel. 

Ao final, o Bispo rogou para que os fiéis possam viver o verdadeiro sentido da festa da Epifania: 

"Que a festa da Epifania, celebrada hoje em toda a Igreja, nos leve a olhar a vida, a apostar na vida. Nós estamos no mundo para uma missão especial. Recebendo a luz de Cristo e sermos luz. Sermos sinais de epifania, sobretudo, para os mais pobres, os mais vulneráveis, os mais sofredores, que necessitam de uma resposta de luz, de esperança e de alegria". 

Jubileu de ordem religiosa

Na celebração deste dia, estavam presentes as Irmãs Discípulas do Divino Pastor que celebram os seus 25 anos de fundação. Esteve na celebração o seu fundador, o padre Reinaldo Braga Júnior.  

Reprodução Reprodução Irmãs Discípulas do Divino Pastor comemoram 25 anos de fundação


Reveja a missa: 

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