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Congregação celebra 100 anos de missão em Missa no Santuário

Um século da presença da Congregação das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria em Campo Largo (PR)

Escrito por Giovana Marques

20 NOV 2025 - 10H18 (Atualizada em 25 NOV 2025 - 10H02)

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Na manhã desta quinta-feira (20), Dia Nacional da Consciência Negra, o Santuário Nacional acolheu a Congregação das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria, que participou da Santa Missa, às 9h, em Ação de Graças pelos 100 anos de sua presença e missão em Campo Largo, no Paraná.

A celebração foi presidida por Dom Celso Antônio Marchiori, Bispo diocesano de São José dos Pinhais (PR) e, além das religiosas e fiéis da comunidade, contou com a participação de inúmeros peregrinos que passavam pela Basílica de Nossa Senhora.

Um século de missão, de perseverança e amor

Dom Celso destacou em sua homilia a história de evangelização da Congregação, que há um século vive um testemunho silencioso no serviço gratuito de educação integral que transformou gerações.

Saudou Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida (SP), a família redentorista, os Padres que concelebraram e todos os presentes, especialmente às Irmãs Franciscanas, os professores, diretores, alunos e ex-alunos do Colégio de Campo Largo (PR) que vieram celebrar este marco da Congregação.

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O Bispo, trouxe luzes da Liturgia da Palavra, que deu à celebração um significado ainda mais profundo. Na leitura do Livro dos Macabeus 2,15-19, destacou a figura de Matatias que foi firme na fidelidade a Deus em tempos difíceis, ensinando que a missão pode nascer e frutificar mesmo em contextos adversos.

“Assim fizeram as quatro primeiras irmãs que chegaram a Campo Largo em 1925, vieram com poucos recursos, enfrentaram a pobreza, falta de estrutura, fome. Mas, como Matatias, elas disseram “Nós seguiremos a Aliança de nossos pais”. E graças a essa perseverança, hoje celebramos um século de frutos”, disse.

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Depois, comentou o Salmo que nos lembra de oferecer a Deus um sacrifício de louvor. E, de forma particular, dirigiu as seguintes palavras às religiosas, aos funcionários e alunos do Colégio:

“A história de vocês é um sacrifício de louvor. Cada aula dada, cada criança ajudada, cada gesto de ternura, compaixão, cada luta de manter as escolas abertas, tudo isso é louvor, exclamou.

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Já o Evangelho, que apresentou Jesus chorando em Jerusalém pela cidade que não reconheceu a visita de Deus, convidou a todos os presentes para o contrário, segundo Dom Celso:

“Deus nos visitou por meio dessas Irmãs, Deus nos visitou ao inspirar São Zygmunt Felinski a fundar essa congregação que acredita profundamente que a educação é caminho de salvação, de dignidade e de futuro”.

Na sequência o Bispo citou a frase do Santo fundador das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria: “Nossa tarefa é semear, o brotar, fazer crescer, florir e frutificar, está nas mãos de Deus”.

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Dia Nacional da Consciência Negra

Dom Celso comentou ainda na sua homilia o Dia da Consciência Negra, ao citar tantas famílias negras da Cidade de Campo Largo, que ao longo de décadas encontraram no Colégio Sagrada Família, um espaço de oportunidade de crescimento e valorização.

“Hoje, celebrar o Dia da Consciência Negra é recordar que a educação é ainda mais fecunda, quando promove justiça, combate o racismo, reconhece a dignidade de todos os filhos de Deus e abre portas para quem, historicamente, teve tantas portas fechadas”.

Guardiãs da fé e semeadoras do saber

As religiosas Franciscanas da Sagrada Família de Maria chegaram a Campo Largo no ano de 1925 e construíram uma tradição educacional, entre inúmeros desafios, que marcou o desenvolvimento da cidade.

Fundaram escolas, com o apoio da comunidade, que hoje são administradas pelo Estado e pelo município, mas ainda sob direção das religiosas.

Após um século, sua atuação continua presente na formação de milhares de estudantes, deixando um legado de fé, perseverança e compromisso com a educação.

O Portal A12 conversou com a Irmã Lúcia Staron, diretora do Colégio há 20 anos. Em entrevista, ela explicou que a Congregação, fundada na Polônia por São Zygmunt Felinski, veio para o Brasil, na cidade de Curitiba, em 1906, com o objetivo principal de atender os filhos dos imigrantes poloneses.

A partir disso, a missão das Irmãs Franciscanas foi se expandindo na região metropolitana do estado do Paraná. Somente em 1925, as irmãs foram então para Campo Largo, com o objetivo de abrir uma escola.

“Aqui foi uma situação bem diferente. Da primeira turma, nós ainda temos o livro de chamada e observamos que houve muitos alunos daquela época com sobrenomes italianos, portugueses, espanhóis e alguns filhos de descendentes poloneses”, afirmou.

Além disso, a irmã explicou que a missão das religiosas não se concentra somente na escola, mas também na pastoral da Igreja por meio de catequeses e por um período também no Hospital São Lucas.

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“No momento, nós trabalhamos no Colégio Estadual Sagrada Família, na Escola Municipal Anchieta, que está no mesmo prédio e também nas pastorais e movimentos, como por exemplo, na paróquia Nossa Senhora da Piedade por meio da catequese”, concluiu.

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