A Arquidiocese de Aparecida celebrou, no dia 2 de maio, às 15h, a posse canônica de Dom Mário Antonio da Silva como seu sexto arcebispo. A nomeação foi feita em março pelo Papa Leão XIV.
A celebração eucarística reuniu bispos, autoridades civis e fiéis no Altar Central do Santuário Nacional de Aparecida.
A chegada do novo arcebispo ocorreu na Fachada Norte do Santuário. Ele foi recebido pelo Núncio Apostólico, Dom Giambattista Diquattro, e pelo Administrador Apostólico, Dom Orlando Brandes.
Houve reverência ao crucifixo, conduzido pelo reitor do Santuário Nacional, Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., e pelo vigário-geral, Pe. Marcus Vinícius da Silva.
Logo depois, Dom Mário aspergiu água benta pelos corredores da Basílica e rezou na Capela do Santíssimo.
Em seguida, em ação de graças, as imagens de Nossa Senhora Aparecida e de Frei Galvão foram acolhidas no altar.
A nomeação pontifícia foi lida pelo chanceler. Posteriormente, Dom Mário recebeu o báculo das mãos do seu antecessor e saudou o Colégio de Consultores, que manifestou obediência e comunhão.
add_box Como funciona a posse canônica de um arcebispo?
Participaram da celebração bispos da Província Eclesiástica, entre eles Dom José Valmor Cesar Teixeira, Dom Wilson Luís Angotti Filho, Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias e Dom José Carlos Chacorowski.
Também estiveram presentes os cardeais Dom Odilo Scherer, Dom Raymundo Damasceno, Dom Orani Tempesta e, ainda, Dom João Justino de Medeiros Silva, que representou a CNBB.
Entre as autoridades civis, marcaram presença o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues.
A primeira homilia de Dom Mário à frente da Arquidiocese inspirou-se nas leituras da liturgia. O arcebispo apresentou o que chamou de programa de vida e ministério:
“Aqui está o verdadeiro programa de vida e até mesmo de ministério episcopal: viver a Páscoa e dar muitos frutos.”
Inspirado no Evangelho de João, reforçou:
“A palavra de Jesus ‘eu sou o caminho, a verdade e a vida’ não é apenas uma bela frase, uma afirmação teológica; é uma luz, uma luz concreta para a missão do pastor com o seu rebanho.”
Ele aplicou essa passagem à missão episcopal. O bispo é chamado a discernir, orientar e manter a Igreja unida. Para os fiéis, trata-se de conversão constante. Para os romeiros, cada passo até o Santuário expressa o caminho interior rumo a Deus.
Ao comentar os Atos dos Apóstolos, Dom Mário recordou a escolha dos sete diáconos diante da necessidade de atender às viúvas.
“A Igreja mostra que dá frutos concretos quando organiza melhor o serviço aos necessitados.”
Ele fez um apelo ao fortalecimento das obras sociais e da Cáritas, da qual é presidente. Citou a urgência de enfrentar a violência, inclusive o feminicídio no Brasil. Também pediu compromisso com o dízimo e com a Campanha da Fraternidade.
Sobre a fome, convocou os fiéis à partilha e afirmou: “A fome machuca, a fome dói, a fome mata.”
Na parte final da homilia, o arcebispo uniu-se ao pedido de paz feito pelo Papa. “Proclamemos ao mundo que Cristo é a nossa paz.”
Dom Mário também dirigiu palavras à Arquidiocese. Agradeceu ao antecessor, aos cardeais presentes e ao núncio apostólico. Pediu orações das famílias, das paróquias, dos santuários e dos movimentos.
“A partir de hoje vivo minha vocação aqui com vocês.”
Ele concluiu sob o olhar de Nossa Senhora Aparecida, pedindo a graça da conversão e da fecundidade pastoral.
Dom Giambattista expressou profunda gratidão a Dom Orlando e acolheu Dom Mário, relembrando seu papel enquanto bispo da Diocese de Roraima junto aos refugiados.
“Assim como em Roraima, vossa excelência acolheu milhares de refugiados, acompanhando com coração pastoral as dores, as esperanças e o caminho de tantos irmãos e irmãs, agora, em Aparecida, acolhe os inúmeros fiéis que vêm refugiar-se no coração materno de Maria, buscando consolo, luz e confiança renovada.”
Dom João Justino de Medeiros Silva, 1.º vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, trouxe em nome da presidência da CNBB alegria, amizade fraterna e votos de um fecundo pastoreio junto a essa igreja particular.
“O senhor já passou por igrejas diferentes nesse nosso Brasil: ao Sul, Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Sua experiência é uma inspiração para nós, além de sua disposição para ir aonde o Senhor enviar”.
Dom Maurício da Silva Jardim, 1.º vice-presidente do Regional Oeste 2 da CNBB, agradeceu a Dom Mário Antonio pelos quatro anos em que esteve à frente da Arquidiocese de Cuiabá.
“Foi uma passagem meteórica, mas carregada de comunhão, participação e vida missionária. As marcas de seu serviço missionário entre nós, como sucessor dos apóstolos, continuarão como sementes em terras de Mato Grosso; conservaremos uma memória agradecida e sentiremos saudades”.
Dom Carlos Silva, secretário do Regional Sul 1 da CNBB, dirigiu palavras com alegria e espírito de comunhão ao novo arcebispo de Aparecida em nome de todos os bispos deste regional:
“A Igreja que está em São Paulo o acolhe com o coração aberto. Aqui, onde pulsa o maior regional do país, marcado pela diversidade de suas realidades, encontramos também uma unidade profunda. Somos reunidos na Casa da Mãe, Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, onde o Brasil se reconhece como povo de Deus em peregrinação; é nesse solo sagrado que o Senhor, nosso Deus, o chama a exercer o seu ministério pastoral”.
Pe. Matusalém Gonçalves dos Santos, que faz parte da Arquidiocese de Aparecida, relembrou momentos da infância de Dom Mário Antonio junto à Padroeira do Brasil.
“Em um de nossos encontros, contou que em seu bairro de Aparecida, durante sua infância e adolescência, participava de encenações que representavam a pesca da Imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba. Pela fé, vamos dizer: Dom Mário, um dia o senhor encenou o encontro da Imagem; hoje, Nossa Senhora Aparecida te encontra”.
Pe. Marlos Aurélio da Silva, C.Ss.R., superior provincial da Província de Nossa Senhora Aparecida, agradeceu os últimos 10 anos de caminhada com Dom Orlando Brandes e entregou uma placa de agradecimento em nome da Família dos Devotos e da Família Redentorista pelos serviços prestados à frente da Arquidiocese de Aparecida.
Posteriormente, foi ofertada como boas-vindas a Dom Mário Antonio uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, com o espírito de ‘caminhar juntos’ sob sua orientação no pastoreio, desejando que em Aparecida seja muito feliz e muito faça pelo Reino de Deus.
O Pe. Lauro leu a ata e, por fim, houve a Consagração a Nossa Senhora, para conduzir o início do pastoreio de Dom Mário.
Antes, relembrou com carinho que, uma semana antes da nomeação, Dom Giambattista Diquattro ligou para ele, pedindo para “rezar para Nossa Senhora Aparecida”.
1/37





































arrow_forward Rezemos por Dom Mário Antonio e pelo seu novo pastoreio à frente da Arquidiocese de Aparecida!
Novena de Pentecostes começa com convite à renovação pelo Espírito Santo
Celebração na Basílica Histórica abriu o novenário com convite à renovação interior e à esperança. Confira como foi o primeiro dia de oração ao Espírito Santo.
Inspirados por Maria e o Espírito Santo, devotos são chamados a evangelizar
Celebração do Dia Oracional Mariano uniu fé, gratidão e evangelização com a bênção das páginas do Livro que carrega os nomes de quem faz parte da Família dos Devotos.
Dom Mário Antonio destaca o amor materno durante Missa no Santuário
Missa ressaltou a importância das mães como reflexo do amor de Deus para a família e para a sociedade. Reveja os principais pontos da homilia de Dom Mário.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.