O Santuário Nacional acolheu neste sábado (31) a Romaria da Fraternidade dos Pobres de Jesus Cristo, que celebra seus 25 anos de existência e missão, além das demais romarias, que participaram da Santa Missa, às 9h.
A celebração foi presidida por Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo da Arquidiocese de Mogi das Cruzes (SP), e concelebrada pelos demais sacerdotes presentes.
O Bispo iniciou sua reflexão acolhendo todos os presentes, os devotos que acompanhavam pela Rede Aparecida de Comunicação, as demais romarias, além de fazer uma menção especial ao Jubileu de Prata da Fraternidade Missionária O Caminho, também chamada de Fraternidade dos Pobres de Jesus Cristo.
Em seguida, Dom Pedro relembrou sua trajetória episcopal junto à Fraternidade, fundada em 2011, na Zona Sul de São Paulo, a partir de uma casa de acolhida para dependentes químicos.
"Conheço, portanto, a Fraternidade dos Pobres de Jesus Cristo desde o início, que coincide com o início do meu Ministério Episcopal em 2001. E assim, com muita alegria, posso dizer que o Jubileu de Prata da Fraternidade O Caminho se associa ao meu Jubileu de Prata Episcopal, celebrado em março desse ano. Mais do que uma coincidência de datas, é a graça que eu tive de conhecer e acompanhar, nestes 25 anos, os passos da fraternidade."
O Bispo convidou a todos a refletir a Palavra de Deus por meio do Apóstolo São Paulo, que se coloca diante do dilema entre morrer como um mártir por Cristo ou continuar evangelizando. Sua conclusão foi que ambas as atitudes devem glorificar a Cristo:
"Consciente do martírio que está por vir, como mestre Jesus Cristo, Paulo ressalta a importância de duas opções: morrer e estar definitivamente com Cristo, o que para ele é melhor, diz ele, ou viver para o bem dos irmãos e irmãs, para o bem do Evangelho de Nosso Senhor.
[...] E por isso que ele diz à comunidade dos filipenses: "Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte, pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro."
Já no Evangelho, São Lucas narra que, em um dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus e notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Dom Pedro enfatiza que devemos agir como o próprio Cristo, colocando-se no último lugar, ou seja, a serviço:
"Pois os últimos da sociedade, os pobres, os marginalizados, os excluídos, são acolhidos no banquete do Reino de Deus. De si mesmo, Jesus diz que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por todos.
Ele é o servo de Deus que deu a vida para a salvação da humanidade. Na Última Ceia, Ele se abaixou e lavou os pés dos apóstolos, dando o exemplo para que façamos o mesmo."
Assim, Dom Pedro finaliza dizendo que, no Evangelho de hoje, Jesus nos convida a refletir: "Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será exaltado". Por isso, devemos nos colocarmos como servos de Deus ao ajudarmos aqueles que precisam.
Confira como foi a celebração:
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