A devoção a Nossa Senhora Aparecida acompanha o Pe. Júlio Marcelino dos Santos desde a infância. Natural de Osasco (SP), o sacerdote, hoje com 65 anos, cresceu em uma família que tinha muita fé na Padroeira do Brasil.
Reitor do Santuário das Mães, em Novo Hamburgo (RS), Pe. Júlio mantém uma relação próxima com o Santuário Nacional de Aparecida. A história começou ainda na infância, quando visitava a Casa da Mãe ao lado dos pais.
A fé mariana fazia parte da rotina da família. Os avós do sacerdote vieram da Polônia e levaram consigo a devoção à Matka Boska Częstochowska, Nossa Senhora de Częstochowa, padroeira da Polônia, também chamada de Virgem Negra.
“E eu cresci neste ambiente. Nossa Senhora esteve presente em nossas vidas desde sempre.”
As primeiras lembranças do sacerdote em Aparecida estão ligadas aos pais. Ainda criança, ele vinha ao Santuário com a família.
“Eu desde pequeno, já no colo do pai e da mãe, vínhamos aqui e eu pequeno me lembro de caminhando na praça em frente a Basílica Histórica.”
Naquela época, o atual Santuário Nacional ainda estava em construção. O espaço que hoje recebe milhões de peregrinos era muito diferente.
A relação com Aparecida, porém, permaneceu ao longo dos anos. Depois da ordenação sacerdotal, a presença no Santuário tornou-se ainda mais frequente.
Ao visitar familiares em São Paulo, Pe. Júlio costuma passar por Aparecida. Em média, são cinco ou seis visitas ao ano. A proximidade também cresceu por meio da amizade com padres redentoristas.
Entre tantas memórias, uma permanece de maneira especial. O momento aconteceu quando os pais do sacerdote completaram 51 anos de casamento, em 2005.
Pe. Júlio trouxe o pai, José Tomás dos Santos, a mãe, Regina Jucas dos Santos, e a irmã, Conceição Aparecida dos Santos, para uma celebração no Santuário.
A missa foi presidida por Dom Raymundo Damasceno Assis. Antes da celebração, o sacerdote contou ao então arcebispo de Aparecida que seus pais comemoravam naquela data 51 anos de matrimônio.
O encontro ganhou um significado ainda maior quando Dom Raymundo convidou o casal para renovar os votos matrimoniais.
Naquele momento, a história familiar do Pe. Júlio se encontrou com a devoção que o acompanhava desde criança.
Durante a consagração, Dom Raymundo também pediu que uma imagem de Nossa Senhora fosse entregue à mãe do sacerdote.
A cena emocionou toda a família.
“A mãe chorava copiosamente e ela segurou com os braços levantados durante toda a consagração, estando muito feliz. O pai estava ao lado e a minha irmã também, e eu ali; foi muito emocionante.”
A imagem de Nossa Senhora permaneceu nas mãos de Regina durante toda a consagração. Para Pe. Júlio, aquela experiência resume a força da devoção mariana.
“É assim, Nossa Senhora toca. Toca o coração, realmente.”
A história do Pe. Júlio com Nossa Senhora Aparecida também se relaciona com sua vocação sacerdotal. Sua ordenação aconteceu em 9 de dezembro de 2000, durante o Ano Jubilar. Em 2025, o sacerdote celebrou 25 anos de ministério.
Para marcar a data, voltou a Aparecida para presidir uma missa. Também celebrou com as comunidades de Osasco, sua terra de origem, e no Rio Grande do Sul, onde exerce atualmente seu ministério.
A caminhada sacerdotal trouxe novas oportunidades de retornar ao lugar que fez parte de sua infância.
O menino que chegou a Aparecida no colo dos pais agora retorna sempre como padre. A devoção que recebeu dentro de casa permanece como parte de sua história.
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