Por Beatriz Nery Em Notícias Atualizada em 09 OUT 2026 - 16H41

Fé em família marcou a devoção do Pe. Júlio à Mãe Aparecida

A devoção a Nossa Senhora Aparecida acompanha o Pe. Júlio desde a infância. Conheça a história de fé que marcou sua vida e vocação sacerdotal.

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A devoção a Nossa Senhora Aparecida acompanha o Pe. Júlio Marcelino dos Santos desde a infância. Natural de Osasco (SP), o sacerdote, hoje com 65 anos, cresceu em uma família que tinha muita fé na Padroeira do Brasil.

Reitor do Santuário das Mães, em Novo Hamburgo (RS), Pe. Júlio mantém uma relação próxima com o Santuário Nacional de Aparecida. A história começou ainda na infância, quando visitava a Casa da Mãe ao lado dos pais.

A fé mariana fazia parte da rotina da família. Os avós do sacerdote vieram da Polônia e levaram consigo a devoção à Matka Boska Częstochowska, Nossa Senhora de Częstochowa, padroeira da Polônia, também chamada de Virgem Negra.

“E eu cresci neste ambiente. Nossa Senhora esteve presente em nossas vidas desde sempre.”

Thiago Leon Thiago Leon

Uma devoção que começou no colo dos pais

As primeiras lembranças do sacerdote em Aparecida estão ligadas aos pais. Ainda criança, ele vinha ao Santuário com a família.

“Eu desde pequeno, já no colo do pai e da mãe, vínhamos aqui e eu pequeno me lembro de caminhando na praça em frente a Basílica Histórica.”

Naquela época, o atual Santuário Nacional ainda estava em construção. O espaço que hoje recebe milhões de peregrinos era muito diferente.

A relação com Aparecida, porém, permaneceu ao longo dos anos. Depois da ordenação sacerdotal, a presença no Santuário tornou-se ainda mais frequente.

Ao visitar familiares em São Paulo, Pe. Júlio costuma passar por Aparecida. Em média, são cinco ou seis visitas ao ano. A proximidade também cresceu por meio da amizade com padres redentoristas.

Uma família reunida diante de Nossa Senhora

Entre tantas memórias, uma permanece de maneira especial. O momento aconteceu quando os pais do sacerdote completaram 51 anos de casamento, em 2005.

Pe. Júlio trouxe o pai, José Tomás dos Santos, a mãe, Regina Jucas dos Santos, e a irmã, Conceição Aparecida dos Santos, para uma celebração no Santuário.

A missa foi presidida por Dom Raymundo Damasceno Assis. Antes da celebração, o sacerdote contou ao então arcebispo de Aparecida que seus pais comemoravam naquela data 51 anos de matrimônio.

O encontro ganhou um significado ainda maior quando Dom Raymundo convidou o casal para renovar os votos matrimoniais.

Naquele momento, a história familiar do Pe. Júlio se encontrou com a devoção que o acompanhava desde criança.

Durante a consagração, Dom Raymundo também pediu que uma imagem de Nossa Senhora fosse entregue à mãe do sacerdote.

A cena emocionou toda a família.

“A mãe chorava copiosamente e ela segurou com os braços levantados durante toda a consagração, estando muito feliz. O pai estava ao lado e a minha irmã também, e eu ali; foi muito emocionante.”

A imagem de Nossa Senhora permaneceu nas mãos de Regina durante toda a consagração. Para Pe. Júlio, aquela experiência resume a força da devoção mariana.

“É assim, Nossa Senhora toca. Toca o coração, realmente.”

Reprodução/Rede Aparecida de Comunicação Reprodução/Rede Aparecida de Comunicação

25 anos de sacerdócio no Ano Jubilar

A história do Pe. Júlio com Nossa Senhora Aparecida também se relaciona com sua vocação sacerdotal. Sua ordenação aconteceu em 9 de dezembro de 2000, durante o Ano Jubilar. Em 2025, o sacerdote celebrou 25 anos de ministério.

Para marcar a data, voltou a Aparecida para presidir uma missa. Também celebrou com as comunidades de Osasco, sua terra de origem, e no Rio Grande do Sul, onde exerce atualmente seu ministério.

Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal


A caminhada sacerdotal trouxe novas oportunidades de retornar ao lugar que fez parte de sua infância.

O menino que chegou a Aparecida no colo dos pais agora retorna sempre como padre. A devoção que recebeu dentro de casa permanece como parte de sua história.

Venha conhecer mais histórias de fé e testemunho em a12.com/padroeira

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