O Santuário Nacional deu continuidade, neste domingo (4), à Novena da Padroeira 2026.
Com o tema “Com Maria, discípula perfeita, cuidamos da vida de cada um e da Casa Comum”, o segundo dia da Novena Solene, às 19h, convidou os devotos a refletirem sobre o exemplo de Maria como discípula perfeita e sobre o compromisso de cuidar da vida, das pessoas e da Casa Comum.
A celebração foi animada pelo missionário redentorista Padre Reinaldo Beijamim, C.Ss.R., e reuniu diversos devotos no Santuário Nacional para mais um momento de oração, fé e devoção a Nossa Senhora Aparecida.
Neste segundo dia, a celebração foi presidida por Dom Rogério Augusto das Neves, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP).
Além disso, o segundo dia da Novena contou com a participação dos padres e oficiantes da celebração: padre Lucas Emanuel Almeida, que trabalha nas Santas Missões Redentoristas; Padre Luiz Camilo Júnior, C.Ss.R., diretor de programação da TV Aparecida; e frei Diego Ataledo de Melo, guardião e reitor do Santuário Arquidiocesano Frei Galvão.
Durante a celebração, também foram acolhidos o reitor do Santuário Nacional, Padre Eduardo Catalfo, C.Ss.R.; o Superior Provincial dos Missionários Redentoristas, Padre Marlos Aurélio da Silva, C.Ss.R., e o arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antonio da Silva.
Natureza marca a chegada da Padroeira
A acolhida da imagem de Nossa Senhora Aparecida foi marcada por uma apresentação simbólica em sintonia com o tema do segundo dia da Novena. As crianças entraram no corredor do Santuário Nacional representando a natureza, o planeta e a Casa Comum.
Vestidas com girassóis e levando balões que remetiam ao planeta Terra, elas acompanharam a chegada da Padroeira, reforçando a mensagem de cuidado com a criação e com toda forma de vida.
Em seguida, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi conduzida em um carro-andor especialmente preparado para a celebração. Revestido com folhagens e plantas, o espaço relembrava a natureza e a riqueza da criação.
A composição visual uniu, assim, a devoção a Nossa Senhora Aparecida à mensagem proposta para o segundo dia da Novena: o chamado a cuidar da vida de cada pessoa e da Casa Comum.
Maria, a discípula perfeita
Iniciando a reflexão, dom Rogério Augusto das Neves partiu falando da aparente contradição presente na expressão do tema “discípula perfeita”. Segundo ele, o discípulo é aquele que está sempre a caminho, enquanto Maria reúne em si a condição de discípula e, ao mesmo tempo, de mãe de Jesus.
“De Maria nós podemos dizer que ela é discípula perfeita porque ela traz em si as duas condições: a condição de ser discípula de Jesus e mãe de Jesus ao mesmo tempo. Mas quem de nós pode pensar em dizer que é parecido com o nosso mestre? Maria pode dizer isso perfeitamente. Então, de fato, ela é discípula perfeita", refletiu.
Em outro momento, o bispo recordou episódios do Evangelho em que Maria demonstra atenção às necessidades das pessoas. Entre eles, citou a visita a Isabel e a presença nas bodas de Caná.
"Ela vai apressadamente a uma região da Judeia, entrando na casa de Zacarias para saudar sua prima Isabel. Depois, em São João, quando na festa de casamento ela se dirige ao seu filho e diz: ‘Eles não têm mais vinho’. Ela intercede por eles”, disse.
O que é permitido fazer com os dons que Deus nos deu?
Ao refletir sobre o Evangelho de Marcos (3,1-6), que narra a cura do homem com a mão seca na sinagoga, o bispo ampliou o questionamento feito por Jesus aos presentes e o direcionou também para cada pessoa.
Diante da atitude de Jesus, que coloca a vida e o cuidado com o outro acima de regras que poderiam esvaziar o sentido da fé, a reflexão convidou os fiéis a pensar sobre como cada um utiliza os dons que recebeu de Deus.
Thiago Leon/ Santuário Nacional

Dom Rogério Augusto das Neves
“Esse mesmo questionamento é feito a todos nós, religiosos ou não, crentes ou ateus: afinal de contas, o que é permitido fazer com os dons que Deus nos deu?", questionou.
Na sequência, Dom Rogério citou duas possibilidades: usar os dons em benefício próprio ou reconhecer a responsabilidade de cuidar da criação.
"Girar em torno de nós mesmos, das nossas fantasias, ilusões, nossas ganâncias, vaidades, orgulhos? Ou resgatar a imagem da criação que Deus colocou de maneira acentuada em cada um de nós quando nos criou à sua imagem e semelhança?”, completou.
Cuidar da criação é cuidar de nós mesmos
Chegando ao final da mensagem do segundo dia da Novena, dom Rogério Augusto refletiu sobre a ideia central do cuidado com a Casa Comum, reforçando o resgate da própria humanidade.
"Se nós chegamos ao ponto de viver do descarte da própria criação, da falta de cuidado com a criação, é porque nós perdemos a humanidade", mencionou.
O bispo destacou também a responsabilidade do ser humano diante da criação. Para ele, embora não seja capaz de criar a vida ou o mundo, a humanidade recebeu liberdade e inteligência suficientes para interferir naquilo que foi criado.
“O único ser na face da Terra capaz de estragar a criação é o ser humano. Não temos poder de criar nada: o mundo, as coisas, nem a nós mesmos", completou.
Tema da Novena reflete sobre Maria e o cuidado com a Casa Comum
A reflexão do segundo dia também se inspirou no magistério do saudoso Papa Francisco sobre o cuidado da Casa Comum, apresentado na Encíclica Laudato Si’.
O roteiro da Novena recordou também o Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis, que reconhece a Terra como “irmã” e “mãe”, aquela que sustenta a humanidade e produz seus frutos.
A partir dessa perspectiva, o cuidado com a Casa Comum aparece como uma responsabilidade de todos, em sintonia com o convite do tema deste segundo dia.
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- Foto: Thiago Leon/ Santuário Nacional
Dom Mário Antonio recebendo uma rosamaisDom Mário Antonio recebendo uma rosamenos
- Foto: Thiago Leon/ Santuário Nacional
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- Foto: Thiago Leon/ Santuário Nacional
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- Foto: Thiago Leon/ Santuário Nacional

















A Novena da Padroeira 2026 segue reunindo milhares de devotos em preparação para a grande celebração em honra a Nossa Senhora Aparecida, reforçando, a cada dia, a espiritualidade mariana e o compromisso cristão com a vida e com o cuidado da Casa Comum.
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