O Santuário Nacional acolheu, na manhã deste sábado (18), a Romaria da Diocese de Itabira – Coronel Fabriciano (MG), na Santa Missa das 9h, no Altar Central.
A celebração foi presidida pelo Administrador Diocesano e pároco da Paróquia Senhor do Bonfim, Pe. Pascifal José do Nascimento, que atualmente está à frente da Diocese, conduzindo-a durante o período de sede vacante, até a nomeação de um novo Bispo pelo Papa Leão XIV.
Antes de iniciar sua reflexão, o Padre agradeceu a presença de cada peregrino de sua romaria e destacou a presença de outras romarias presentes na celebração.
“Estamos aqui hoje, neste dia belo que Deus fez para nós, na nossa Romaria da Diocese de Itabira - Coronel Fabriciano, com suas 52 paróquias, além dos padres e mais de 46 diáconos permanentes da nossa Diocese, mas também com Romaria de tantas outras paróquias que aqui estão. Entre elas, a de Valentim Gentil, lá em São Paulo, que está fazendo seu jubileu com o padre Marco Vinícius Rosa”.
Em seguida, o Padre refletiu sobre os momentos difíceis que todos nós passamos durante a vida e também destacou os questionamentos que muitos de nós fazemos quando passamos por esses momentos de provação.
“Às vezes o sofrimento chega até nós e nós, muitas vezes diante da nossa oração e da nossa fé, ficamos perguntando: Será que Deus não me escuta? Por que será que eu rezo tanto e os problemas da minha vida ou da minha família não são resolvidos? Será que Deus não escuta a minha oração? Onde é que Deus está? Mas é diante dessas e outras perguntas que o salmista faz para Deus que nós vamos percebendo que Deus está sempre perto de nós. Deus nunca se afasta de nós.”
Ao refletir sobre a primeira leitura (Mq 2, 1-5), o Padre falou da maldade presente no coração das pessoas, reforçou que no tempo do profeta Miqueias existiam pessoas maldosas e ainda no dia de hoje existem.
“Pessoas que, ainda na calada da noite, no seu leito, ainda na cama, pensavam em fazer o mal para o outro, porque a pessoa, quando quer fazer o mal para a outra, ainda à noite, ela pensa na maldade que vai fazer no dia seguinte. Vivemos em tempos difíceis, em que nos deparamos com maldades, crueldade, rejeição, [...] Tudo que Deus fez para a felicidade humana, muitas vezes é destruído por causa da maldade humana”.
No entanto, afirmou que mesmo em meio à maldade, Deus nunca nos abandona:
“Deus não aprova a maldade de ninguém. Deus promete a justiça, a justiça divina, justiça que somente Ele, o Deus, é capaz de fazer para mostrar que Ele não nos desampara nunca. E mesmo quando às vezes nós não sabemos para onde ir, não sabemos que rumo tomar, Deus está perto de nós. Mesmo quando nós parecemos incapazes, impotentes e muitas vezes até quando perdemos a alegria de viver, Deus mostra que está do nosso lado, Deus mostra que está dentro de nós. A justiça divina acontece”.
Ao chegar à reflexão do Evangelho (Mt 12, 14-21), o Padre lembrou que Jesus foi o enviado do Pai para nos livrar de toda a maldade, para nos dar esperança e, principalmente, para que tenhamos em nosso coração os exemplos deixados por Ele.
“Jesus também é vítima do mal. Eles tramam ciladas contra Jesus. Na calada da noite, fazem plano para matar Jesus. Ele, o Cristo, se retira daquele lugar, porque sabe que não vale a pena ficar perto de quem causa o mal para nós, [...] Ele não cria um perfil de exibicionismo, de autossuficiência. Ele é, portanto, o servo, o escolhido, o amado do Pai, que não grita, que não faz barulho e não arranca a esperança daqueles que nele crê”.
No final de sua homilia, Pe. Pascifal José reafirmou que é preciso manter nossos olhares voltados para Deus e nosso coração cheio da luz da esperança.
“Jesus é este que reacende em nós a esperança, reacende em nós a energia, a vida e a certeza de que a luz vai brilhar. Que a luz de Cristo brilhe em todos nós e que em nossas famílias o mal não prevaleça”.
Veja como foi a celebração:
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