Neste dia 12 de outubro é celebrada a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e também o Dia das Crianças. Por isso, a Missa das 12h, no Santuário Nacional, foi dedicada aos pequenos.
A celebração eucarística foi presidida pelo Missionário Redentorista, Pe. Ferdinando Mancilio, C.Ss.R., prefeito de Igreja do Santuário Nacional, animada pelo Pe. Célio Lopes, C.Ss.R. e concelebrada por Dom Algacir Munhak, Bispo da Diocese de São Miguel Paulista (SP).
A animação musical ficou por conta da Orquestra e Coral Infantil do Projeto de Educação Musical do Santuário de Aparecida (PEMSA).
Após o Ato Penitencial, todas as crianças e romeiros presentes acolheram a Imagem de Nossa Senhora, que entrou em um lindo carro-andor ornado de flores azuis, acompanhada de três crianças ao som da música “Mãezinha do céu”.
Na sequência do hino de louvor, o Pe. Ferdinando convidou as crianças a rezarem:
“Ó, Papai do céu, nós o amamos muito, cuidai de nós, de todas as crianças que estão no santuário, que estão em casa. Dai-nos a saúde, a paz e que nenhum adulto venha perturbar, estragar, ferir a vida das crianças. Mãezinha do céu, nós somos crianças como a Senhora foi, como Jesus foi, por isso, Mãezinha, guardai todas as crianças no vosso coração, por Cristo, nosso Senhor.”
A Palavra de Deus foi acolhida por todos, adornada de flores vermelhas, uma jarra de água e outras representações da Leitura do Evangelho de João 2,1-11, que narra o primeiro milagre de Jesus nas Bodas de Caná, a pedido de sua Mãe.
O Pe. Ferdinando iniciou a homilia afirmando que neste dia de Nossa Senhora Aparecida, brota no Santuário Nacional um grito profético: “não tenha medo da profecia, a profecia que brota do coração de um Deus que ama e que é misericórdia”.
Segundo o Padre, quando olhamos para uma criança, temos que sentir a presença viva e real de Deus entre nós. Isso se afirma na conhecida frase: “enquanto há crianças nascendo, é sinal que Deus ainda se arrisca a apostar na humanidade.”
O presidente da celebração trouxe também pontos importantes dos quais todos os adultos precisam ter consciência, a começar pelo fato de que toda criança precisa de amor e respeito. Nesse sentido, podemos agradecer pelas leis existentes que defendem as crianças.
“Respeitem as crianças, isso é respeitar a vida e a vida é dom de Deus, portanto é respeitar o próprio Deus”, exortou o Padre.
Pe. Ferdinando continuou se dirigindo aos pais, ressaltando o esforço diário que realizam em favor dos pequenos e afirmou que os pais são bênçãos de Deus. Na sequência, os orientou a educá-los com amor e não com autoritarismo. Isso significa dar atenção e carinho, pois pequenos gestos de afeto são o que as crianças precisam.
Para exemplificar, o Padre relatou uma memória da sua infância:
“Lembro-me bem quando meu pai chegava cansado da roça, às vezes sem energia, à luz da lamparina, ele me deixava sentar no seu colo. Mesmo depois de todo o trabalho, ele me dava o amor paterno”, contou.
Nesse sentido, o sacerdote disse também aos pais:
“Não tenham medo, mesmo cansados, sentem-se no chão para conversar com sua criança (...) Cuidado com o uso do celular, não tem sentido nenhum dar um tablet para uma criança de 10 anos, porque a vida tem outra tonalidade, outra cor. Às vezes fazemos isso e desviamos do que é essencial, do que vai ficar marcado no coração daquela criança.”
Segundo o Pe. Ferdinando, isso é importante para não escutarmos os adolescentes reclamarem do amor que não receberam enquanto criança, enquanto os pais buscavam acomodações. Para ele, é uma pena saber que existem adolescentes que não foram amados ou tiveram boas referências e acabaram sendo atraídos por traficantes.
Evangelização das Crianças
Próximo de finalizar a homilia, o Padre afirmou que a Igreja tem um carinho especial para com as crianças, como exemplo, o Santuário Nacional, que dedica neste dia um momento para olhar para elas.
Logo após, o Padre Ferdinando agradeceu a missão que o Santuário realiza por meio dos Devotos Mirins: “Muitos dizem que é para ganhar dinheiro, mas não, é para evangelizar que nós fazemos tudo isso. Obrigado, Devotos Mirins”.
Ao final, o sacerdote convidou as crianças a caminharem com ele ao redor do Altar Central cantando as músicas: “três palavrinhas só, eu aprendi de cor, Deus é amor, três palavras só” e depois “só entra no céu, quem for como as crianças, foi Jesus quem disse [...]"
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