Como você pode conferir neste conteúdo, para realizar romarias a cavalo até o Santuário Nacional de Aparecida, uma das obrigatoriedades é a apresentação da Guia de Transporte Animal (GTA) por força do Decreto Federal 5.741, que prevê a fiscalização de trânsito de animais no país.
Esse documento vai indicar a procedência, destino e condições sanitárias do animal, além de exigir os seguintes exames: Anemia Infecciosa Equina negativo (obrigatório) e exame negativo de Mormo (este atualmente é exigido apenas em alguns estados), todos dentro do prazo de validade e emitidos pelo médico veterinário.
O A12 conversou com o veterinário Vinicius Gustavo Santos de Campos para entender sobre o exame obrigatório. Ele explicou que a anemia infecciosa equina é uma doença viral sem cura, transmitida principalmente por insetos e também pelo compartilhamento de materiais contaminados entre animais, sendo obrigatória a eutanásia dos equinos que testam positivo.
Exemplos de contaminação:
Segundo o veterinário, o mormo é uma doença bacteriana infectocontagiosa transmitida principalmente pelo ar e pelo contato entre animais, podendo também passar entre humanos e equídeos, sendo atualmente considerada controlada no Brasil, embora ainda exija monitoramento e exames em algumas regiões e eventos.
Vinicius ressaltou ainda a importância do GTA:
“A GTA é um documento importante, pois a gente sabe de onde esse animal está saindo e por onde ele está indo. No caso de um surto, de uma anemia infecciosa equina ou de um morbo, por exemplo, a gente sabe de onde esse animal veio, por onde ele passou e a gente consegue fazer uma contenção com relação a isso”, concluiu.
Embora seja mais comum a visita dos devotos à Casa da Mãe utilizando meios de transporte como carros, vans e ônibus, há aqueles que optam por realizar a romaria a cavalo, uma prática antiga que une fé e tradição e se intensificou a partir da construção da primeira capela de Nossa Senhora Aparecida, em 1745.
Esses grupos de cavaleiros que partem de diversos lugares do Brasil são recebidos no Santuário em um local preparado para o descanso e segurança dos seus animais: o Receptivo Equestre. Mas, para a utilização do espaço, é necessário se informar sobre regras como a apresentação dos exames e informações de funcionamento.
O Receptivo Equestre no Santuário Nacional funciona durante o período de 1º de abril a 31 de agosto. Fora desta época, o receptivo estará fechado, para contribuir com a integridade física dos animais e cavaleiros, no período mais quente do ano.
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