Por Pe. Mauro Negro, OSJ Em Artigos Atualizada em 08 MAR 2018 - 11H06

“Bendita és tu entre as mulheres!”


No dia 31 de maio a Igreja celebra a visita de Maria a Isabel, o que é muito significativo. Em Lucas 1,39–45 lemos este encontro e encontramos a frase de exultação de Isabel, ao receber Maria: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? Pois quando a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre. Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cum-prido!"

Feliz aquela que acreditou, pois a Fé significa adesão interior, intensa, passional e inteligente. Envolve toda a pessoa, não uma parte dela, mas toda ela. Izabel entendeu isso pois é certo que ela também buscava a Salvação. Ela percebeu que Maria tinha o Salvador sendo gerado em seu corpo. Mas antes Ele fora gerado na sua inteligência, na sua vontade, na sua liberdade, todas abertas à vontade de Deus. Izabel também estava aberta a isto tudo e entendeu. As duas mães, ainda grávidas, trazem em si a comunicação de Deus para seu Povo. Isabel traz o Antigo Testamento, pois João Batista será o último profeta antes de Jesus. E Maria traz o Novo Testamento, pois Jesus é a palavra definitiva de Deus na História.

 

A visita de Maria a Isabel nos dá outras possibilidades de olhar e compreender algo importante. A ação de Deus depende da decisão humana. Sem que as pessoas se mexam e façam acontecer os fatos e as histórias, nada pode dar certo. Este encontro entre as mães é a consequência da aceitação da Palavra que Deus lhes havia dito. E não é nada seguro, pois é preciso construir o futuro, como uma criança que nasce e precisa ser “construída” ao longo dos anos. Mas a confiança em Deus é intensa e decisiva. Isabel é grata a Deus pela sua gravidez (Lucas 1,25) e Maria é totalmente confiante na revela-ção de sua maternidade: “Faça-se em mim…” (Lucas 1,38). Estas mulheres se mexeram, aceitaram algo novo, foram criativas na sua experiência e nas situações novas que apareceram.

Para seguir ao Senhor é preciso ser assim, como Isabel e Maria. Deixar-se conduzir pelo Senhor, permitir que a ação de Deus aconteça e que Ele se demonstre. Não é simples nem fácil. Às vezes pode ser até doloroso, contraditório. Mas é real.

Maria é bendita entre as mulheres pois, como nenhuma outra, ela será a Mãe do Salvador. Mas é também bendita entre as mulheres pois pode, como José seu Esposo, como Isabel e tantos outros que estão ao seu lado, perceber a ação de Deus que entra de modo decisivo na História.

Como terão sido os pensamentos de Maria a respeito disto tudo? Como foram seus sentimentos, suas impressões? Se é difícil ou impossível conhecer isso, pode ser melhor fazer um percurso semelhante, aceitando a novidade que sempre se renova: o Salvador deseja estar em cada um de nós.

Que a Visitação de Maria a Isabel nos motive a abrir nossos caminhos para Deus.

Pe. Mauro Negro, OSJ

Professor da PUC São Paulo

Associado da Academia Marial

Pe. Mauro Negro, OSJ

Professor da PUC São Paulo

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