Por Pe. Valdivino Guimarães, C.Ss.R. Em Artigos

Cônego João Corrêa Machado

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Primeiro diretor e fundador da Academia Marial de Aparecida (AMA)

É tempo de agradecer! Nunca é demais destacar pessoas que procuraram fazer o bem, que promoveram e lutaram por uma causa nobre. Neste sentido, causa mais que nobre é a Academia Marial de Aparecida e na história do Santuário Nacional. Como já acenado pelo Jornal Santuário, a AMA comemora 30 anos de fundação, não podemos deixar de render graças por tantas vidas que se dedicaram a esta causa, entre tantas, destaco a pessoa de seu fundador: Cônego João Corrêa Machado. Homem de fé robusta e de devoção mariana imensurável. Muito de seu sacerdócio foi dedicado à pesquisa sobre a Rainha e Padroeira do Brasil.

Nascido em Campinas no dia 15 de abril de 1918, filho de João Corrêa Machado Júnior e de Eponina Duarte Machado. Após ter feito estudos necessários, cursou Filosofia e Teologia no Seminário Central da Imaculada Conceição em São Paulo de 1935 a 1941.

Foi ordenado sacerdote aos 08 de dezembro de 1941 na Catedral de São Paulo, por Dom José Gaspar de Fonseca e Silva. Coadjutor em Mogi das Cruzes (1942-1943); Diretor Espiritual do Colégio Diocesano de Campinas (1944-1946); e Reitor (1947 a 1948); Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Proença, Campinas, de 1949 a 1974 deixando essa paróquia para se candidatar a deputado federal, porém, não foi eleito.

Em 1980 foi aceito pelo Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, arcebispo de Aparecida, vindo a trabalhar nesta arquidiocese. No Seminário Maior de Aparecida, lecionou Sociologia, História da Igreja e Patrologia.

Quando ainda na cidade de Campinas, exerceu os ofícios de Juiz no Tribunal Eclesiástico e membro do Conselho de presbíteros. Lecionou Teologia e Doutrina Social da Igreja na PUC-Campinas de 1969 a 1980. Cursou Parapsicologia e História da Filosofia. Especializou-se em pesquisas e estudos históricos de Temática Mariana no Brasil, principalmente sobre o culto à Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Publicou no ano de 1975 o volumoso livro “Aparecida na História e na Literatura”. Com seu árduo trabalho e com o apoio de autoridades eclesiásticas da época, durante o Congresso Eucarístico em 1985, no dia 16 de Julho, dia de Nossa Senhora do Carmo, fundou a Academia Marial Brasileira (Centro de Estudo Nacional), mais tarde sendo divulgada como Academia Marial de Aparecida (AMA), com sede na “Torre Brasília” do Santuário Nacional, a qual dirigiu como presidente até ser demitido pelo Cardeal Aloísio Lorscheider, Arcebispo de Aparecida, em 1998, passando a direção da Academia à Congregação do Santíssimo Redentor.

Retornou para a Arquidiocese de Campinas, vindo a falecer no dia 02 de setembro de 2000.

Para finalizar este pequeno texto-homenagem ao Cônego Machadinho, mas não as homenagens da AMA, que serão intermináveis, o findamos com dizeres do homenageado:

“Em teu coração, Trono de Deus, deixa que eu deposite o ramalhete de minha gratidão. São flores do Brasil.

Desejo-Te sempre mais glorificada nesta abençoada Pátria. Que todos reconheçam o suave império do teu amor materno.

E, do teu manto não me deixes afastar. Guarda-me, embora indígno, porque sou para sempre o teu pequenino servo, João, por mercê de Deus, Sacerdote...”

 

Pe. Valdivino Guimarães, CSsR
Diretor da Academia Marial de Aparecida

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