Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R. Em Artigos Atualizada em 25 MAR 2019 - 17H20

Epifania

epifania

E os reis magos? Existiram?  

A Epifania é ensino bíblico sobre a divindade de Jesus Cristo manifestada aos magos em Belém. Apenas São Mateus narra o episódio e o liga à perseguição do rei Herodes ao Menino Jesus e à fuga da Sagrada Família para o Egito. Orientados de modo misterioso (a estrela) os chamados reis magos buscaram em Jerusalém e acharam em Belém – conforme as Profecias – o rei-Messias judeu. Como festa dos Santos Reis a Epifania completa o Natal na reflexão do sentido bíblico-teológico da encarnação de Cristo. Sua vinda não foi só para seu povo, o da Primeira Aliança, mas para todos os homens: “Que o adorem todos os reis da terra e o sirvam todas as nações” (Sl 72,11).

Quem eram os magos? Eram reis? Quantos eram? As pesquisas dos estudiosos e a Tradição nos deixaram algumas informações. Eles eram assessores e conselheiros de reis. Estudiosos dos astros formavam uma casta sacerdotal na antiga Pérsia. A astrologia babilônica acreditava existir alguma relação entre o movimento dos corpos celestes e o destino dos homens. Por seus estudos os magos talvez tenham sido os primeiros a sistematizar noções de astronomia superando a astrologia popular. Pesquisavam os costumes dos povos nas religiões antigas. No contato com migrantes judeus poderiam ter conhecido as profecias de Isaías sobre a vinda de um futuro salvador dos homens. Aliás, essa era uma esperança geral presente nos corações.

A narrativa de Mateus tem objetivo mais teológico que histórico. Citando várias passagens do Antigo Testamento, Mateus repisa a tese difundida no Novo Testamento: a aceitação-rejeição de Jesus Messias. A realeza messiânica de Jesus é reconhecida pelos pagãos e rejeitada pelos judeus. A adoração dos magos mistura história e gênero literário, mas o dado teológico  fica bem claro. Ele nos transmite o testemunho da fé vivida nas comunidades cristãs do seu tempo: Jesus é a Luz das nações! A celebração dos santos reis é bem antiga e acrescentou as tradições que conhecemos: o título real dos magos; o número de três pessoas deduzido talvez dos presentes oferecidos: ouro, incenso e mirra; e os nomes representando as três maiores raças humanas. Mas, tais detalhes não estão na Bíblia. Enfim, não foram os magos, mas Jesus que inquietou Herodes e sua corte. O poder violento e ambicioso sentiu-se ameaçado por um recém-nascido que, mesmo desconhecido e humilde, já atraia até conselheiros de reis! Seguir o Evangelho nos desacomoda e incomoda. De fato, em Jesus brilhará sempre a luz de uma nova sociedade, fundada no amor, na paz e na força da fraternidade. Hoje cabe a nós zelar por essa luz: que não se apague em nosso coração, em nossa comunidade e nas relações sociais. Nossa Igreja é a “estrela”, que evangeliza e guia todos os povos e raças ao encontro com o Salvador. Perseveremos como os magos na busca do Senhor!

 

 

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