Por Pe. Mauro Negro, OSJ Em Artigos Atualizada em 28 SET 2018 - 09H09

Maria, a Serva

O mês de setembro, que na Igreja Católica é dedicado a Bíblia, nos lembra da importância da Sagrada Escritura na vida das pessoas e comunidades. A Igreja Católica busca na Bíblia o sentido de sua existência e a certeza de seu caminho. Quem frequenta as celebrações Dominicais ouve várias leituras bíblicas: a primeira, o Salmo, que é também da Bíblia, a segunda leitura e o Evangelho. Depois, todas as orações feitas durante a Celebração da Eucaristia são inspiradas, em grande medida, nos livros da Bíblia. Na realidade, a Sagrada Escritura ou Bíblia é como que a “alma”, o princípio de vida da própria Igreja Católica.


Isto tem muitos motivos e justificativas. Uma delas, é pelo modelo de escuta da Palavra de Deus que se encontra em Maria. É certo que, no seu tempo, não apenas Maria ouviu a Palavra de Deus e nela confiou. José, seu esposo, para cumprir de modo tão disposto e correto sua missão de esposo e pai, devia conhecer e amar a Palavra de Deus. O casal Izabel e Zacarias, pais de João Batista, certamente eram atentos observadores da Escritura. E outros personagens também.

Maria deixa isso claro em um momento decisivo na história da ação de Deus entre os homens. No relato da anunciação apresentado no Evangelho segundo Lucas, 1,26–38, o mensageiro divino, em primeiro lugar, saúda Maria e afirma algo importante: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!" Ter o Senhor consigo é, seguramente, estar em comunhão com Ele.

Depois, o mensageiro anuncia a Maternidade de Maria: “Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e tu o chamarás com o nome de Jesus.” Todos sabemos a reação de Maria, que depois aceita a missão a si confiada. É aqui que está o ponto importante, na sua afirmação:"Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!"

Ao se apresentar como “Serva”, Maria está em profunda unidade com as palavras do Profeta e, desta forma, com a Escritura, o Antigo Testamento.

Se autodeclarando “serva do Senhor”, Maria assume uma identidade de notável importância. Ela se identifica de modo próximo ao “Servo do Senhor”, um personagem anunciado e marcante no Profeta Isaías. Jesus será reconhecido como o Senhor do Senhor, no cumprimento de sua missão: a Messianidade Salvadora. Ao se apresentar como “Serva”, Maria está em profunda unidade com as palavras do Profeta e, desta forma, com a Escritura, o Antigo Testamento.

Este é um motivo a mais para valorizar a Sagrada Escritura — o modelo de Maria, a Serva do Senhor, em comunhão com sua Palavra, presente na Bíblia.

Pe. Mauro Negro, OSJ
Biblista. PUC São Paulo
Membro da Academia Marial
mauronegro@uol.com.br

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