Por Ir. Gilberto Cunha. Em Artigos

Maria: Força dos que lutam por justiça!

Tema da Festa da Padroeira

Hoje em nossa Novena rezamos: “Maria, vós trouxestes em vosso seio bendito a justiça divina, Jesus Cristo Redentor”. Cristo é a encarnação da justiça e da misericórdia do Pai. Ele quer que todos sejam felizes, que todos tenham uma vida digna. Ele proclama “bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça” Mt 5,6.

Nossa Senhora também em seu lindo canto de louvor, o Magnificat, proclama essa justiça e misericórdia divina. Ela, a humilde serva do Senhor, é força de todos aqueles que lutam por justiça, por um mundo mais fraterno e reconciliado. Mas que justiça é essa que buscamos?

A justiça, uma das quatro virtudes cardeais “consiste na vontade constante e firme de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido” (Catecismo da Igreja Católica, 1807).

A justiça mostra-se particularmente importante no contexto atual, em que o valor da pessoa, da sua dignidade e dos seus direitos, a despeito das proclamações de intentos, é seriamente ameaçado pela generalizada tendência a recorrer exclusivamente aos critérios da utilidade e do ter.

Uma reta visão do homem nos permite promover uma justiça centrada no amor e na solidariedade, que tem como fruto a paz.

 

"Maria é promotora da justiça, está atenta a todas as necessidades dos seus filhos".

A promoção da justiça é uma incumbência de todos os cristãos. O Papa Francisco nos lembra disso: “[...] ninguém pode sentir-se exonerado da preocupação pelos pobres e pela justiça social: «A conversão espiritual, a intensidade do amor a Deus e ao próximo, o zelo pela justiça e pela paz, o sentido evangélico dos pobres e da pobreza são exigidos a todos»” (Evangelii Gaudium, 201)

Maria é promotora da justiça, está atenta a todas as necessidades dos seus filhos. “É a amiga sempre solícita para que não falte o vinho na nossa vida. É aquela que tem o coração trespassado pela espada, que compreende todas as penas. Como Mãe de todos, é sinal de esperança para os povos que sofrem as dores do parto até que germine a justiça.” (Evangelii Gaudium, 286)

Especialmente nos santuários, Maria reúne ao seu redor todos os filhos que clamam por justiça. Ela deixa-se olhar por Eles e vela por cada um dos seus filhos. Ela quer escutar o nosso clamor por justiça, nos dá forças para suportar os sofrimentos e fadigas da vida.

Como aos três pescadores, que clamavam por seu auxílio, a Virgem nunca nos deixa desamparados. Mas Ela quer que também nós pratiquemos a justiça, que sejamos solidários com nossos irmãos, a fim de construirmos a Civilização do Amor.

Gostaria de concluir com um trecho de uma bonita oração a Maria do Papa Francisco:

“Estrela da nova evangelização,
ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão,
do serviço, da fé ardente e generosa,
da justiça e do amor aos pobres,
para que a alegria do Evangelho
chegue até aos confins da terra
e nenhuma periferia fique privada da sua luz.”
(Evangelii Gaudium, 288) 

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Ir. Gilberto Cunha., em Artigos

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.