Por Rufino Levi de Ávila Em Artigos Atualizada em 25 MAR 2019 - 12H16

MARIA, MÃE DE TODOS OS POVOS

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“Totus tuus”, esse o lema de João Paulo II, o papa mariano que se consagrou a Maria, como “todo teu”, porque encarnava as virtudes emanadas do coração da Mãe.

Por que Mãe? Porque somos feitos à imagem e semelhança de Deus; Ela, como Mãe de Jesus, que é Deus, é também nossa Mãe, portanto, Mãe de todos os povos.

A Ladainha de Nossa Mãe é bem extensa, pois temos diversos títulos, conforme o lugar em que se manifestou à humanidade sofredora.

Conforme São Justino de Roma, “Maria é a segunda Eva”, pois nela encontramos a realização das profecias do Antigo Testamento. A encarnação do Cristo no ventre materno de Maria traz para todos os povos a semente da vida divina; em consequência, somos divinizados em Jesus, sendo seus irmãos, portanto, fazendo parte desse Corpo Místico. Santo Irineu de Lion, tido como pioneiro dos estudos Mariológicos, nos ensina que “assim como Maria transmite a Cristo toda a humanidade de Adão, Maria é a serva de Emanuel, pois seu seio materno acolhe o Amor divino”.

Para nos fortalecer na fé, a Virgem tem aparecido em muitos lugares do mundo, como em Fátima – Portugal, em Aparecida-Brasil, em Guadalupe-México, em Medjugorje-Iugoslávia, onde continua se revelando a alguns videntes, há várias décadas, enfim, em diversas localidades, cujos nomes preencheriam centenas de páginas, dada a diversidade de títulos com que foi contemplada.

 

Maria é a personagem central do projeto de Deus

A doutrina acerca de Maria nos aponta quatro títulos principais, que são:

1) A Maternidade divina, declarada no Concílio de Éfeso (431 d.C.), definida como dogma pelo Papa Clementino I;

2) A virgindade perpétua (“Aeiparthenos”, a sempre virgem), manifestando a sua devoção e consagração ao projeto de seu Filho, com exclusividade;

3) A Imaculada Conceição, dogma proclamado, em 1854, pela Bula “Ineffabilis Deus”, sendo confirmada pela sua aparição a Bernadete Soubirous, em Lourdes-França;

4) A assunção de Maria, pela Constituição “Munificentissimus Deus”, de Pio XII, no Ano Santo de 1950, declarando que Maria subiu aos céus de corpo e alma, antecipando, pois, a sua ressurreição.

Todas essas prerrogativas vêm enfeitar e coroar a Virgem Santíssima, depois de anos e anos que o povo já a venerava com esses predicados.

Maria é a personagem central do projeto de Deus; Ela certamente nos escuta e nos fortalece com sua intercessão junto a seu Divino Filho, conseguindo-nos tudo aquilo que pedirmos com fé, conforme nos ensinou São Bernardo: “Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que, tendo recorrido a Vossa proteção, fosse por Vós abandonado”… Oração essa muito conhecida e que deve ser rezada sempre pelos cristãos fervorosos, pois Ela é o canal das graças que podemos alcançar. Dela nunca será demais falar; se quisermos conseguir alguma coisa, convém sempre suplicar a Deus por seu intermédio.

 

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