Por Ir. João Carlos Mendonça, C.Ss.R. Em Artigos

Maria: Mãe, Modelo e Rainha das Missões

Costumamos dizer que a nossa mãe é a rainha por causa do amor, dedicação e de cuidados com que ela nos cerca. Imaginem então, a Mãe de Jesus! 

Maria é rainha: estava predestinada a ser desde o início dos tempos. E isso, porque ela foi escolhida para a missão notável e de grande alcance: ser a mãe de Cristo, fonte de todas as graças. Sendo assim, temos em Maria o modelo por excelência para toda vocação, seja ela qual for, religiosa, clerical ou laical, pois viveu com amor indizível a doação total aos planos de Deus e acima de tudo, soube responder ao forte apelo que Deus fez e ainda faz a tantos: o vem e segue-me.

Nossa Senhora Aparecida

Maria é a Rainha das missões, porque foi a primeira missionária, antes de Cristo, para carregar em seu ventre e torná-lo conhecido e amado no mundo. Hoje, ela continua a introduzir a criança aos homens e mulheres e é a guia dos missionários, isto é, abre caminho e reúne os filhos para o Filho. É considerada a "Estrela da evangelização". Ela é a primeira evangelizadora e a primeira evangelizada (cf. Lc 1, 26-38) (cf. Lc 1, 39-56). Foi ela que acolheu com fé a boa nova da salvação, tornando-se o anúncio, profecia e canto.

 

"Maria é a Mãe das missões, porque estava presente no início da missão, no Pentecostes, os Apóstolos, quando nasceu a Igreja missionária". 

Maria é a Mãe das missões, porque estava presente no início da missão, no Pentecostes, os Apóstolos, quando nasceu a Igreja missionária. "Ela presidiu com sua oração o início da evangelização sob a influência do Espírito Santo". Por isso, Nossa senhora é a companheira inseparável dos Missionários Redentoristas. Por onde passa o missionário, Nossa senhora está lá, junto com ele visitando o seu povo.

Nós, redentoristas da Unidade de São Paulo levamos a Imagem de Nossa Senhora Aparecida para as todas as comunidades e paróquias que serão missionadas. Temos uma cerimônia bonita, festiva. Tem por finalidade destacar a presença especial de Nossa Senhora na vida de cada paróquia, de cada comunidade cristã e de cada pessoa em particular. A recepção da sua imagem e a entronização num altar especial preparado anteriormente, a que chamamos ALTAR DA GRAÇA, acontece sempre no segundo dia da terceira fase das santas Missões. Terminada a cerimônia da noite, o missionário motiva o povo para este evento. A Imagem então, é recebida festivamente, se faz uma rápida saudação e se aproveita a oportunidade para renovar o convite de partipação dos atos da Missão. No final dá-se a bênção especial com a Imagem e se faz a sua entronização neste altar que foi preparado. Ela fica ali, ao pé da cruz – lembrando o calvário – até o último dia da Missão.

“É a Rainha dos Apóstolos que desde o início da Igreja tem acompanhado o povo e, de modo especial os missionários. Hoje inspira crentes a imitá-la no aplicativo carinho e apoio para o vasto campo de atividade missionária”. (Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões, ano 1997, 7)

 

"Maria está presente onde quer que a Igreja realiza missões entre atividade de povos: presente como mãe que colabora para a regeneração e formação dos fiéis".

Maria está presente onde quer que a Igreja realiza missões entre atividade de povos: presente como mãe que colabora para a regeneração e formação dos fiéis (cf. Lumen Gentium, 63); presente como "Estrela da Evangelização (cf. Evangelii Nuntiandi, 82), para guiar e consolar os anunciadores do Evangelho. A presença e a influência da Mãe de Jesus sempre acompanharam a atividade missionária da Igreja. Os Arautos do Evangelho, para apresentar o mistério de Cristo e as verdades da fé aos povos não-cristãos, ilustraram também a pessoa e o papel de Maria que "para seu envolvimento íntimo na história da salvação, reúne e reflete de certa forma, as verdades supremas da fé", e "quando é anunciada e venerada atrai fiéis ao seu filho" seu sacrifício e o amor do Pai "(Lumen Gentium, 65).

Cada uma das comunidades que acolhe Maria como mãe, enriquece a devoção e fortalece a sua fé, pois, espelhando-se nas suas virtudes de fé, amor e serviço, coloca-se à disposição de Deus para fazer a sua vontade na construção do Reino de Deus. “Muitas destas comunidades cristãs, fruto da obra evangelizadora da Igreja, encontraram no amor filial à mãe de Jesus, o alívio e conforto, perseverança na fé durante períodos de perseguição e de julgamento”. (Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões, ano 1988, n. 1)

Maria é um modelo para os missionários. Na escola de Maria, a Igreja aprende-se a consagrar-se à missão. Os mensageiros da Boa Nova, têm um modelo perfeito de consagração e fidelidade em Maria, que "totalmente foi consagrada como uma serva do Senhor para a pessoa e obra de seu filho" (Lumen Gentium, 56). (Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões, ano 1988, n. 2). O papa Bento XVI assim pediu: "Permaneçam na escola de Maria, inspirem-se em seus ensinamentos. A Virgem pura e sem mancha, é para nós escola de fé destinada a nos conduzir no caminho que conduz ao encontro com o Criador do céu e da terra" (DP 270). De fato, na “escola desta Mãe, todos os filhos e filhas da Igreja aprendem o espírito missionário que deve animar sua vida cristã e o zelo apostólico”. (Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões, ano 1988, n. 3). A escola de nossa Senhora nos ensina a seguir seu exemplo, e, com certeza, a comunidade pode crescer mais no "espírito missionário" e na " dimensão contemplativa”. (Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões, ano 2003, n. 2). Por Maria, chegamos a Jesus. 

Ir. João Carlos Mendonça, C.Ss.R.
São João da Boa Vista (SP)

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