Por Ir. Gilberto Teixeira da Cunha Em Artigos Atualizada em 02 ABR 2019 - 16H17

Maria: Modelo de fidelidade a Deus e ao Evangelho!

Tema da Festa da Padroeira

Maria ao pronunciar o seu “sim” generoso nos trouxe o Salvador. Alguns autores falam que naquele momento sublime do “sim” toda a Criação fez silêncio e ficou parada ansiosamente esperando a resposta de Maria.

Ela é a Virgem fiel, que respondeu ao Plano de Deus em todas as circunstâncias de sua vida. Podemos dizer que aquele “sim” de Maria foi repetido em todo o momento, nos momentos de alegria, mas também nos dolorosos.

Como estamos meditando nos mistérios de dor em nossa Novena proponho voltarmos o olhar para a Nossa Senhora e aprendermos dEla a como permanecermos fiéis diante da Cruz, com um olhar de fé e de esperança nas promessas de Deus.

Fiel diante da dor

Maria tinha sido educada pela pedagogia divina. Ela tinha o hábito de meditar e conservar as coisas em seu coração (ver Lc 2,19.51). Ela conhecia a Escritura, confiava no Evangelho anunciado pelo seu Filho e sabia que a Cruz era o único caminho para a reconciliação da humanidade. Durante a sua vida Ela foi se preparando para esse momento em que a espada atravessaria o seu coração.

Nas comovedoras páginas de sua obra As glórias de Maria, Santo Afonso Maria de Ligório fala que a dor de Maria foi aumentando durante toda a sua vida, que Ela sofreu o martírio junto com o seu Filho.

 

"Como é importante para nós aprendermos de Maria! Em meio às dificuldades da vida, às dores e angústias, ver além e ter um olhar de fé". 

A fecundidade do amor e o sofrimento de Maria são vividos de forma intensa na Paixão do seu Filho. Desde o seu lugar ao pé da Cruz, Maria se compadece com o seu Filho. Imagina o sofrimento que deve ter passado? São Boaventura diz que Maria estava sendo crucificada junto com Cristo.

E qual é a atitude de Maria diante da dor? Ela permanece de pé! Ela sabia que todo aquele sofrimento de seu Filho traria a redenção do mundo. Podemos dizer que no coração da Virgem havia dor e alegria ao mesmo tempo. Alegria porque Ela tinha certeza de que o seu Filho ressuscitaria como havia prometido e também porque aquele sacrifício permitiria que Ela visse em todos nós o rosto de seu Filho amado.

Como é importante para nós aprendermos de Maria! Em meio às dificuldades da vida, às dores e angústias, ver além e ter um olhar de fé. A dor muitas vezes nos faz mais fortes, nos amadurece e nos prepara para outros desafios. O importante é ser como Maria: fiel até o fim. Fiel a Deus, fiel ao Evangelho. Certamente Maria encontrou em Deus e no Evangelho consolo e ajuda nos momentos difíceis.

O prêmio da fidelidade: ser nossa Mãe

Nada mais justo do que premiar à Mãe com aquilo que Jesus considerava mais precioso: nós. A fidelidade é premiada no Altar da Redenção: “Mulher, eis aí o teu filho... Filho eis aí tua Mãe” (cf. Jo, 19, 25-27).

Jesus quis nos deixar uma Mãe, para que nos educasse e guiasse pelos caminhos do seu Pai e do seu Evangelho da Vida.

Peçamos à Mãe Aparecida que nos ajude a sermos sempre fiéis, especialmente naqueles momentos em que somos postos à prova.

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