Por Academia Marial Em Artigos Atualizada em 27 JAN 2020 - 10H09

Maria no Magistério do Papa Francisco

Na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, Papa Francisco versa sobre o estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja: “Há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja. Porque sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto“ (EG 288).

Thiago Leon
Thiago Leon


Francisco reforça e aprofunda a ideia conciliar de que há uma ligação íntima entre Maria, a Igreja e cada cristão. A relação não é externa, mas existencial e inspiradora de transformação. A Igreja e cada cristão deixam-se inserir numa dinâmica de vida nova, possibilitada pelo Espírito, da qual Maria é exemplo vivo e paradigmático. Por isso, a Igreja e cada cristão olham uma e outra vez para as atitudes e opções de Maria nos Evangelhos e se deixam inspirar por ela.

Com isso pode-se dizer que Maria articula a justiça, como nos evidencia seu grito no Magnificat – ela louvava a Deus porque Ele “derrubou os poderosos de seus tronos” e “mandou embora os ricos de mãos vazias” (Lc 1,52.53) – com a ternura-afeto-humildade, que “assegura o aconchego de um lar”, humaniza o mundo e, longe de ser uma fraqueza é, ao contrário, característica revolucionária dos fortes;

Maria articula o espírito contemplativo, que possibilita “reconhecer os vestígios do Espírito de Deus” tanto nos grandes acontecimentos como nos acontecimentos aparentemente imperceptíveis, com a prontidão para caminhar, pois ela sai “apressadamente” (Lc 1,39) de sua terra para ir ajudar os outros – por isso ela é Senhora da Prontidão.

Ela é a Estrela da nova evangelização que inspira à Igreja na comunhão, no serviço, na fé ardente e generosa, na justiça e no amor aos pobres, para que a alegria do Evangelho chegue a todos. Ela é a “Mãe do Evangelho vivente, manancial de alegria para os pequeninos”.

Como consequência dessa contemplação e caminho na evangelização pode-se dizer que Maria discerne na história os caminhos de Deus, sustenta a esperança dos pobres e sofredores, não julga, não deixa ninguém caído.

Já em relação à vida cristã, a ênfase está no fato de que há formas diversas de gerar o Cristo e de que a Igreja e cada cristão, como Maria, continuam a gerar Cristo.

O cristão gera Cristo quando acolhe em si a Palavra (Mt 12, 49-50) para que Ela se torne carne em sua vida. Ao mesmo tempo, cada cristão se coloca a serviço desta acolhida da Palavra viva nas comunidades e no mundo, a serviço da vida nova do Reino de Cristo. Essa nova vida implica viver as novas relações – com Deus, com os demais e com a natureza – que Jesus instaura e nas quais nos insere, ao ouvirmos e praticarmos sua Palavra. Desta forma, há um movimento de graça e resposta pelo qual, ao inserir-se em Cristo caminho, verdade e vida, dá-se uma transformação geradora de novas relações pessoais, comunitárias e sociais.

Ir. Helena Gaeta
Formanda da 2ª turma da Pós-graduação em Mariologia da Faculdade Dehoniana em parceria com a Academia Marial.

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