Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R. Em Artigos

Maria, primeira missionária da Igreja

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 O mês de outubro intensifica a consciência missionária da Igreja. Nas missas, celebrações ou cultos da Palavra, os fiéis que se entrosam nas comunidades têm a chance de renovar-se no caráter e no ardor missionário cristão. A fé recebida no batismo pela água e pelo Espírito Santo não pode enclausurar-se num individualismo subjetivista, mas deve ser partilhada e professada de modo aberto e com os outros. Sensível à justiça, à paz, à ecologia, a não-violência e a todos os anseios humanos legítimos. Não é a tradição de família que nos fez cristãos. Ser cristão é abraçar com ardor e amor o discipulado-missionário em todas as situações boas ou más. Quem se encontrou e encantou com Jesus Cristo recebeu de Deus o dom de crer. Este se faz compromisso profundo através das obras da fé (Tiago, 2,14). A fonte batismal é o nosso cordão umbilical que nunca foi cortado e jamais nos separa do seio eclesial que nos faz ramos verdes da videira, o Cristo. A luz da fé ilumina todos os ambientes: família, profissão, negócios, diversão e projetos. Na sua mensagem para o Dia Mundial das Missões (18-10-15) o Papa Francisco disse: Quem segue Cristo não pode deixar de tornar-se missionário, e sabe que Jesus «caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele. Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionária» (Exort. Evangelii gaudium, 266).

 

 Sendo bíblico e cristocêntrico o culto mariano é missionário.

Ora, Jesus nasceu de Maria. Foi seu único Filho. Desde o início as comunidades cristãs interpretaram as Sagradas Escrituras interpondo a pessoa de Maria à vinda do Messias, o Salvador prometido, o Ungido do Senhor. Por isso ainda hoje (e mais ainda hoje) podemos venerar invocar e cultuar Maria. E a seu exemplo de primeira e maior discípula conhecer e seguir Jesus. Sendo bíblico e cristocêntrico o culto mariano é missionário. A Virgem Maria é referência no discipulado: nossa vivência íntima e social com o Senhor. Especialmente em nossa cultura atual que multiplica ao mesmo tempo as “certezas do saber e as incertezas do ser” o discípulo-missionário vai com Jesus Cristo pelos caminhos da vida, sob o olhar materno de quem o gera em nós. Toda reflexão sobre a prática do discipulado nos leva de imediato à pessoa de Nossa Senhora e ao seu papel na missão do Filho e da Igreja. Quem segue Jesus na Igreja deve ter presente a qualidade de fé vivida por Nossa Senhora nas situações comuns. Vemos nela a guia, a mestra do discipulado. No mês das missões é inegável o apoio do Santuário Nacional de Aparecida para evangelizar o Brasil através da Novena e Festa da Padroeira, da Semana Nacional da vida e Dia do nascituro, das romarias diocesanas etc. São milhares e milhares de peregrinos sedentos da Palavra de Deus bebendo das águas de suas graças. A alegria messiânica embala o coração a partir da certeza da fé: Com Maria, em Jesus, chegaremos à glória!

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Sendo bíblico e cristocêntrico o culto mariano é missionário.
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