Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R. Em Artigos Atualizada em 26 MAR 2019 - 13H37

Nossa Senhora de Lourdes

com_01_nossa_senhora_lourdes_2Nossa Senhora de Lourdes é um título mariano universal. Refere-se à cidade da França onde Maria se manifestou a Bernadete, mocinha de 14 anos, analfabeta, doente e de família muito pobre. Foram 18 aparições de fevereiro a julho de 1858 numa gruta. Nossa Senhora identificou-se: sou a Imaculada Conceição. Uma curiosa relação ao dogma que o Papa Pio IX tinha proclamado quatro anos antes! Na nona aparição Maria convidou a menina a beber água da fonte. Que fonte? Só um filete de água suja e nojenta escorria perto da gruta. Bernadete foi remexendo na terra, a água foi brotando e aumentando. Até hoje corre abundante. Nela se banham peregrinos e doentes e passados mais de cem anos, muitas curas continuam sendo registradas.

Desde 1884 a Comissão médica independente composta por médicos católicos ou mesmo ateus analisa as curas e declara quais são inexplicáveis para o conhecimento científico. Não é seu papel dizer se houve ou não um milagre. Uma cura não se torna milagre por ser inexplicável pela ciência humana. Ela tem sempre o desafio perturbador: explicar a cura de uma pessoa gravemente doente e desenganada pelo médico. De outro lado quem professa a fé católica não tem como negar a possibilidade do milagre. Porém mesmo quando a Igreja o confirma ela não força ninguém a atribuir o milagre a curas sensíveis nem a fazer deles caminho obrigatório de acesso à fé.

Lourdes guarda até hoje intacta a casinha humilde da família Soubirous. Simplicidade e extrema pobreza! Bernadete saberia de três segredos revelados nas aparições, mas morreu sem nunca dizer quais seriam. Seu corpo continua incorrupto. Milhões de peregrinos, cristãos ou não, vêm do mundo inteiro. Por lá passam maometanos, ortodoxos, anglicanos etc. como peregrinos não só como turistas. Chamam a atenção o silêncio, o clima de oração, o convite à paz interior na área do santuário. A gruta onde Maria apareceu a Bernadete é o lugar onde convergem os devotos. Ali se irradia algo indefinível. A água brota ininterrupta alimentando fontes, reservatórios e piscinas onde se banham pessoas doentes ou não. Sem medo de contagiar-se.

São feitas duas procissões diárias, uma com a Bênção do Santíssimo Sacramento, para as centenas de doentes. Louvores e orações anunciam a Palavra de Deus nas missas, via sacras, rosários, ladainhas, cânticos marianos etc. Em 1993 o beato papa João Paulo II marcou o 11 de fevereiro como dia mundial dos enfermos no calendário católico. Jesus quis se identificar com os que sofrem: estive doente e me visitaste! Fez disso um dos critérios do juízo final: vinde benditos de meu Pai tomar posse o seu Reino. As aparições não deram mais saúde à Bernadete, mas seu sofrimento tem sido início disso para milhões de pessoas.

 

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