Por Ana Alice Matiello Em Artigos

O pleno cumprimento da Lei: o instante cheio da Graça!

Vinde Espírito Santo

No Antigo Testamento, o livro do Pentateuco, ou Torah (ensinamento, lei) em hebraico, se tornou a base da fé do povo judeu. A Torah abrange a atuação de Deus na história e formação do povo judeu, além dos códigos das leis civis-religiosas. Moisés foi o profeta pelo qual Deus agiu para libertar o seu povo da escravidão no Egito e instaurar a Lei da Aliança.

Mas, houve tempos em que se abandonava o Espírito que vivifica a Lei de Deus. Nesse caso o povo se enfraquecia. Assim, foi perdida a união entre as tribos de Israel em Canaã, e o povo hebreu caiu novamente na divisão e na escravidão. Antes de Cristo vários povos invadiram Israel: no ano 722, a Assíria; em 587, a Babilônia; em 538, a Pérsia; em 333, os gregos e finalmente em 63 aC vieram os romanos.

Foram tempos conturbados e com muita injustiça social sob a dominação romana, bem como sob o controle dos sacerdotes e fariseus, pois enquanto exigiam do povo a observância rigorosa da Lei, eles mesmos não a praticavam. Acrescentavam normas à Lei dispensando-se de certas obrigações. Mas aí..., o Messias já vai nascer! 

O povo percebia que a presença de profetas em seu meio denunciava todo esquema opressor, inclusive o dos fariseus que se aproveitavam da sua função para obter mais regalias e poder. Essas elites religiosas foram surpreendidas quando o Messias resgatou o pleno cumprimento da Palavra condenando a hipocrisia religiosa delas. Defendiam-se de acusações verbais, mas não se justificavam. Ficavam humilhados vendo a salvação de Jesus acontecer sob seus olhos. Em Nazaré, onde havia sido criado, Jesus desfilara em público na sinagoga o sentido da encarnação de Deus no mundo. “Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, encontrou a passagem onde estava escrito: ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para evangelizar os pobres, mandou-me anunciar aos cativos a libertação, aos cegos a recuperação da vista, pôr em liberdade os oprimidos e proclamar um ano de graça ao Senhor”. E disse: ‘“Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura diante de vós’”. (Lc 4, 17-19.21).

 

No momento em que Maria foi chamada, ela percebeu que Deus a fazia “cheia da graça”.

“Cumpriu-se hoje”, mas quem poderia cumprir aquela profecia plenamente? Somente a misericórdia de Deus fazendo-se homem para realizar tudo por nós. E seguindo-o somos chamados a deixar que o Espírito de Deus vivifique os seus mandamentos em nós. Por isso, a Nova Aliança começou no mistério da encarnação do Verbo. No momento em que Maria foi chamada, ela percebeu que Deus a fazia “cheia da graça”. Respondeu “sim”, ao compreender quão longe e fundo vai a vida humana quando acolhe o amor de Deus que tudo plenifica. Neste mistério concentra-se a experiência da relação que Deus quer estabelecer com todos nós. Ao contemplar as glórias de Maria em Cristo, possamos “encarnar” sua Palavra de vida eterna, e experimentar em nós sua plena realização.

Ana Alice Matiello
Associada da Academia Marial

 

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