Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna – CSsR Em Artigos

Rainha do céu alegrai-vos! Aleluia!

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A Igreja celebra a Páscoa durante 50 dias. Como se fossem um só dia! Contemplamos Maria no mistério de Cristo. Ela foi sua primeira testemunha. Prefigura a nossa transformação nele. Ela é modelo sublime e exemplar da nossa caminhada na alegria de crer no ressuscitado.  A Virgem é como que uma imagem antecipada, fiel e puríssima daquilo que a Igreja deverá ser. (Sacrosanctum Concilium, nº103). A íntima ligação da Mãe com o Filho originara uma condição humana e sobrenatural inimaginável entre as duas pessoas. No seio de Maria começou a história humana de Jesus. Impossível separar as duas vidas: Jesus e Maria, na vivência da fé. Assumir Jesus no amor do seguimento – como seu discípulo amado – é assumir e amar sua mãe como modelo desse seguimento.  “Jesus, vendo sua mãe e, perto dela o discípulo que amava, disse a sua mãe: “Mulher”, eis aí o teu filho. Depois, disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E desta hora em diante, o discípulo acolheu-a em sua casa” (João, 19,25-27).

Poucos fatos bíblicos envolvem Nossa Senhora com Jesus, mas sinalizam suficientemente que as primeiras gerações cristãs descobriram nela a primeira testemunha da ressurreição. ‘Ressuscitada’ porque seguiu o Filho com fé extrema!  No seio do sepulcro encerrara-se por um “tempo humano” o corpo do crucificado. O mesmo que fora gerado no seio da Virgem, no mistério da Encarnação “ao chegar à plenitude do tempo” (Gálatas, 4,4). Mas, o conhecimento humano não tem como medir o tempo histórico em que o crucificado foi libertado das cadeias da morte. Isso permanecerá uma incógnita no painel dos mistérios da fé revelada e igualmente tudo o que diz respeito à experiência de Maria sobre o Filho ressuscitado: quando e como?  Parece intrigante que nada se diga no evangelho sobre uma ida de Maria ao túmulo, acompanhando as outras mulheres presentes no Calvário. Os fatos relacionados a Jesus tinham causado a admiração dela e superado sua capacidade de compreensão imediata, como escreve Lucas na Apresentação do recém-nascido Jesus no Templo- 2,33. E na perda e reencontro dele já adolescente no Templo: Lucas, 2, 48-50

Se não podemos entender sua experiência do ressuscitado, o certo é que Maria viveu a fé até o extremo. E sabemos que sua esperança confortou os apóstolos em oração, conforme atesta a passagem dos Atos dos Apóstolos (1,14). Desde a formação da comunidade pascal com os apóstolos e primeiros discípulos, foi surgindo uma veneração especial a Nossa Senhora. Não demorou e o culto a ela aliou-se à reflexão teológica sobre Jesus e o consequente papel dela no mistério dele e da igreja.  As narrativas das aparições são catequeses. Levam à fé no ressuscitado. Maria não precisou disso porque o grau de máxima união com o Filho mudou a dor da cruz na alegria da certeza de sua ressurreição!

Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia!

 

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