Por Pe. Valdivino Guimarães, C.Ss.R. Em Artigos

ROSA DE OURO - Um presente para a Rainha e Padroeira do Brasil

Rosa de Ouro - Papa Paulo VIÉ de praxe os Sumos Pontífices oferecerem presentes para personalidades que se destacam pelo serviço prestado à Igreja e sobretudo por defenderem a Igreja de Jesus Cristo, isto, em sinal de estima, também algumas cidades, santuários são realçados com tal mimo, principalmente quando são centros de grande devoção.

Não se sabe ao certo quando iniciou esse costume. Tudo indica que os Sumos Pontífices ao visitar os prefeitos de Roma, lhes ofereciam uma Rosa de Ouro. O primeiro documento sobre esse costume data de 1096, ano em que o papa Urbano II havia enviado uma Rosa de Ouro ao Conde Fulcão de Angers em vista do notável serviço prestado a Cristandade, em pleno tempo das Cruzadas.

As principais Igrejas que tiveram o privilégio de serem honradas com este mimo foram, em Roma: Basílica de S. Pedro, recebeu cinco Rosas; Basílica de S. João de Latrão, recebeu quatro; Basílica de S. Maria Maior, presenteada com uma. Fora de Roma, destacam: Santuário de Nossa Senhora de Loreto, S. Maria “del Fiori” de Florença, Santuário de S. Domingos de Perusa, Santuário de N. Senhora de Lourdes, Basílica da Gruta de Belém, Santuário de Fátima, Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e Santuário Nacional de Aparecida. Também muitas cidades e personalidades pelo mundo afora foram contempladas.

Antes da Rosa de Ouro ser entregue, é abençoada no quarto domingo da quaresma, Domingo “Laetare”, isso, pelo fato de a liturgia deste domingo nos convidar à alegria. “A rosa por ser a mais bela de todas as flores e a que exala suave perfume e que pode ser tomada como sinal das alegrias espirituais”. No início a Rosa era abençoada na Igreja de Santa Cruz de Jerusalém. Fazia-se uma procissão do Palácio Apostólico até a igreja citada. Mais tarde, a Rosa de ouro passou a ser abençoada no Vaticano na Sala dos Paramentos, sempre seguindo cerimonial próprio e com a presença dos cardeais da Corte Pontifícia. Após a benção, era feita uma procissão até a Capela Sistina, onde, à entrada desta, o papa entregava as Rosas ao Cardeal Diácono que se responsabilizava por depô-la sobre o altar, onde era exposta até que fosse conduzida ao destino por um portador oficial (“Latore”).

Já no início de seu pontificado, sua SS Paulo VI demonstrava particular afeto para com o povo latino-americano, bem como pelo povo brasileiro. Isso era bastante notório pelo interesse em colaborar com a resolução de problemas enfrentados por essa gente, e por meio das mensagens afetuosas dirigidas a essa gente, sobretudo ao Brasil, por ocasião de passagem pela Cidade Eterna. Na alegria e tristeza, sempre se fez presente na vida de nossa gente, mesmo que por meio de uma mensagem escrita ou via ondas de rádio.Rosa de Ouro - Foto CDM Santuário Nacional

Clara demonstração de afeto para com o povo da terra de Santa Cruz, foi a concessão de uma Rosa de Ouro ao Santuário Nacional de Aparecida, ou seja, para a Rainha e Padroeira do Brasil, isso, por ocasião do 250º aniversário do encontro da Imagem.

A benção da Rosa de Ouro destinada ao Santuário de Aparecida aconteceu no dia 05 de março de 1967, Domingo “Laetare”. Na Capela Sistina, sobre o altar, estava a bela Rosa de Ouro, obra prima, constituída por duas longas hastes, ramificada, com folhas, espinho, botões e claro, a belíssima rosa de ouro. Como base, uma faixa de prata que entrelaçada traz o escudo do Sumo Pontífice Paulo VI.

Depois da oração o SS Padre depositou bálsamo e almíscar no opérculo, que colocou no pistilo da flor e logo após leu mensagem ao povo brasileiro.

A Rosa de Ouro foi conduzida ao Brasil por uma comitiva do Vaticano e entregue ao Santuário de Aparecida no dia 15 de agosto de 1967. Neste dia, a cidade estava em festa, ruas e prédios corresponderam com belos enfeites e mais de 30 mil pessoas marcaram presença, entre estes, autoridades eclesiásticas e civis.

Ao findar da cerimônia de entrega da Rosa de Ouro, fizeram cair sobre o Santuário Nacional, uma bela chuva de rosas naturais como que saudando Maria Santíssima, aquela que é a Rosa Mística e que atrai almas para Deus com seu perfume celestial.

 

Pe. Valdivino Guimarães, CSsR
Diretor da Academia Marial de Aparecida

 

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