Por Antonio Lima dos Santos Em Artigos

Um menino nasceu para nós!

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Expressivo do profeta Isaías (Is 9,5): um Menino nasceu para nós! Alegria incontida. Cantam anjos sobre nossas cabeças: glória a Deus no mais alto dos céus!

Sim, nasceu para nós um Menino! Deus-salvador! Tal o sentido de seu santo nome Ieshua, em hebraico. Por obra do Espírito Santo, conforme o anúncio do arcanjo Gabriel, a Virgem Maria o concebeu e o deu à luz.

Jesus, nome acima de qualquer nome. Nos ouvidos, doce música. Na boca, mel delicioso. Nome que reanima, conforta, renova a alegria de viver. Luz para nossos passos. A bendita mãe apresenta-nos o menino envolvido em paninhos, recém-nascido numa daquelas grutas de Belém, humilde cidade a 8 km de Jerusalém. Com ela, o carpinteiro José, seu esposo. Visualize: gruta servindo de estábulo para animais. Escuridão. Mau cheiro.

Não foi possível encontrar lugar para ele e os pais no amplo pátio cercado de muro, com apartamentos e dormitórios no interior para hospedagem do pessoal acorrido para se recensear, por ordem do Imperador Romano César Augusto.

Com esses começos se esboçam as linhas principais de toda a vida de Jesus aqui na terra. Sua pátria estava de ponta a ponta dominada pelo Império Romano. Por toda parte, havia soldados armados, dispostos a afogar no sangue qualquer movimento de revolta contra o opressor. Do ponto de vista econômico-social, uma enorme massa de trabalhadores de baixa renda, de pobres, de miseráveis, incluindo escravos, defrontava-se com o reduzido número de grandes proprietários de terras e ricos negociantes. No ponto de vista religioso, seus líderes se contentavam com religião de aparências e oprimiam o povo com deveres baseados nas tradições puramente humanas, explorando-o inclusive sob o ponto de vista econômico. É de se admirar como os de menos recursos conseguiam subsistir com a sucção desumana de quanto lhes chegasse às mãos pelos impostos oriundos tanto do poder romano, como das próprias autoridades locais.

Já adulto, Jesus não desprezará os ricos, pois mulheres abastadas, como Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, o sustentarão o na sua vida de andarilho pregador, norte e sul de sua terra, mas Ele reservará um lugar especial no coração para os mais pobres, os mais humildes.

Ele será amado e perseguido desde o berço. Veja! Desprezados pastores são os primeiros a visitá-lo, mas em seguida virão os Magos, ricos sábios do Oriente com presentes de valor. Muitos no futuro darão a vida por amor a Ele. Mas Herodes o quer logo matar, com medo de que seja o prometido Rei dos Judeus que iria destroná-lo. E o pequeno Jesus tem de ser levado às carreiras para o Egito para não ser morto. Fugir! E como terá vivido em sua pobreza com os pais na terra estranha? Sim, retornará pouco tempo depois para sua terra, porém, fugindo de novo para não ser morto por Arquelau, filho e sucessor de Herodes.

Podemos cantar, como Afonso Maria de Ligório:

Tu desces das estrelas,

Ó Rei do Céu

E vens para uma gruta,

Para o frio, para o gelo. 

Ó Menino, meu Divino,

eu te vejo aqui tremendo.

Ó Deus bendito,

Quanto te custou

Ter-nos amado!

(Tu scendi dalle stelle)

Exigências de um amor exigente!

 

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