Por Academia Marial Em Catequese Atualizada em 02 OUT 2017 - 10H54

Assunção: Maria, aurora da Igreja triunfante! (1ª parte)

O dogma 

Assunção: Maria, aurora da Igreja triunfante! (1ª parte)São quatro os dogmas (verdades da fé) referentes à Maria: a imaculada conceição; a maternidade divina; a virgindade perpétua e a sua glorificação em corpo e alma junto a Jesus (assunção). Comemorada no dia 15 de agosto, no Brasil ficou assinalada no calendário no domingo mais perto. Em 1º de novembro de 1950 o papa Pio XII proclamou a assunção de Maria como verdade integrada na revelação divina. “A imaculada Virgem Maria, depois de terminar o curso de sua vida terrena, foi assunta de corpo e alma à glória celeste.”

Nenhum dogma católico é declarado ao acaso ou por vontade unilateral do papa. O seu conteúdo doutrinal primeiro foi vivido pelos fiéis durante longo tempo. Antes da sua definição, o dogma passa por lento e contínuo processo de maturação na reflexão teológica, na interpretação das fontes bíblicas fundamentais, na afirmativa perene da Tradição e na prática da vida cristã em toda a Igreja. Assim, a declaração da Assunção não era propriamente uma novidade. Maria foi paradigma dos cristãos desde o tempo dos apóstolos. E desde os séculos IV, V e VI, difundia-se na Igreja o interesse por essa questão: como a Mãe de Jesus ultrapassara os limites da morte e alcançara a plenitude da vida ressuscitada junto ao Filho? Desde o passado remoto pensadores e escritores cristãos já falavam em: glorificação, exaltação ou dormição de Maria. Aos poucos a palavra ‘dormição’ foi sendo substituída por ‘assunção’. Assim, já em 1700, a França e a Inglaterra celebravam a festa da Assunção, antes da declaração dogmática papal. 

O contexto histórico

O solene anúncio da glorificação de Maria como verdade revelada na fé cristã, aconteceu no meio do século 20 num tempo conturbado. O contexto histórico pós-guerra era de interrogações, dúvidas e angústias quanto ao futuro próximo da humanidade. Continuavam abertas as feridas das duas guerras mundiais! A Europa, antes o continente da cultura, das ciências e do progresso, saíra arruinada e humilhada em sua condição de centro da civilização ocidental e cristã. Era geral a descrença sobre os acertos políticos e sobre a recuperação dos valores humanos e morais. Nesse contexto a proclamação da assunção de Maria repercutiu nos corações de boa vontade e reanimou a esperança na humanidade. Reabilitou a confiança geral para a sociedade, mesmo laica. Na verdade, a pessoa de Maria assunta à glória é uma pessoa vitoriosa junto de Deus. É vista como a mais digna representante da raça humana! A inculturação desta verdade de fé nos aproxima dos anseios e aspirações dos homens, das angústias presentes no horizonte da história. Um dogma cristão, enraizado no Evangelho, não se expressa em linguagem fundamentalista, pétrea, fechada ao processo de conhecimento e dele isolado. Trazer a definição dogmática para a linguagem atual é um desafio teológico e pastoral. No momento a Igreja Católica prepara o Sínodo sobre a Família, desejosa de enfrentar os desafios pastorais da instituição-família no contexto atual da evangelização. E nesta que é a Semana Nacional da Família no Brasil, os casais cristãos procuram reforçar a solidez espiritual do seu casamento suplicando o apoio de quem foi na terra o modelo de esposa e mãe de família: Maria de Nazaré, exaltada junto a Deus.

(Continua no próximo artigo

Pe. Antonio Clayton Sant’Anna – CSsR
Diretor da Academia Marial de Aparecida.  
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