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BREVE HISTÓRIA DO DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

BREVE HISTÓRIA DO DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃOSéculo IX-VIII – Profecia de Gn 3,15.

± ano 20 a.C. – Concepção Imaculada de Maria – coincide com início de reforma do Templo.

± ano 7 a.C. – Em Nazaré, o Anjo Gabriel chama a adolescente Maria de “cheia de graça”.

± ano 95 d.C. – S. João vê a “Mulher vestida de sol”.

Séc. II d.C. – Cresce a consciência da santidade de Maria (S. Justino, S. Irineu; Melitão de Sardes). O Apócrifo “Protoevangelho de Tiago” narra seu nascimento milagroso.

Sec. III d.C. – Hipólito de Roma chama de “madeira incorruptível” a “Virgem” e o “Espírito Santo”. Orígenes é o primeiro a chamar Maria de “Toda Santa” (panagía).

Sec. IV d.C. – Metódio de Olímpia fala de Maria como “cheia de graça”, “imaculada”. S. Efrém é ainda mais incisivo: “…em ti, Senhor, não há mancha nem há em tua mãe mancha alguma” (Carmina nisibena 27,8). S. Gregório Nazianzeno começa a refletir sobre a necessidade de uma purificação com antecedência (prokatharazeisa) em Maria por obra do Espírito, em virtude de sua missão (Or. 38,12; cf. também S. Hilário de Poitiers; S. Cirilo de Jerusalém; S. Ambrósio).

          – Os símbolos da fé que começam a surgir falam de Maria como “santa” (Símbolo maior da igreja armena; Ancoratus; “Constituições dos Apóstolos”). No Concílio de Éfeso (431) se lê “santa Mãe de Deus”.

Séc. V d.C. – Autores cristãos começam claramente a falar da ausência de todo contágio de pecado/mal em Maria (Prudêncio; “Teodoreto de Ancira”; Proclo; Hesíquo de Jerusalém; S. Máximo de Turim). O hinoAkathisto, talvez desta época, exclama: “Ó Imaculada”; “Ave coluna de sacra pureza”. Teólogos como S. Agostinho (ano 429) afirma a santidade de Maria (no “De natura et gratia”, n. 42 contra Pelágio, embora depois oscile – contra Juliano de Eclano).

Séc. VI d.C. – Pela primeira vez o mistério da “Imaculada Conceição” é expresso de modo inequívoco –Teotecno, Bispo de Livias, fala de Maria “feita de barro puro e imaculado” (Laus in Assumpt. B. M. Virginis).

Séc. VII d.C. – Os cristãos não hesitarão em chamar Maria de “imaculada” com mais freqüência – S. Sofrônio, patriarca de Jerusalém (+637), exclamava: “Ó Imaculada”; S. Germano de Constantinopla a chama de “imaculadíssima”. O Papa Honório I (+638) fala da “santa e imaculada Virgem Mãe de Deus” (Epistola ad Sergium; cf. Sínodo Lateranense, 649, cân. III: “santa… Imaculada”). – A partir deste período, no Oriente, começa-se a celebrar a festa da Conceição de Maria. No Ocidente, a partir do IX século.

Séc. VIII d.C. – No fim da era patrística, S. João Damasceno, que sintetiza todo este período, confirma: “foste conservada sem mancha, como esposa de Deus, para que por tua natureza fosses a Mãe de Deus” (Hom. in Nativ. B. V. Mariae, 7); “Nesse paraíso não teve entrada a serpente” (In Dorm. II,2.3).

Séc. IX d.C. – As dificuldades teológicas a respeito do mistério da Imaculada Conceição começam a se dissipar; Pascásio Radberto afirma com clareza que Maria foi “isenta de todo pecado original”.

Séc. X d.C. – A Festa da Imaculada é estendida a todo o oriente, graças ao Imperador Leão VI o Filósofo

Séc. XI d.C.  S. Anselmo de Aosta lembra que Maria também participa da redenção universal de Cristo, e, deste modo, o dogma da Imaculada Conceição não contradiz o ensinamento bíblico. Séculos depois S. Francisco de Sales o repetiria.

1128 – Eadmer, Monge de Canterbery, escreve o primeiro tratado sobre a Conceição de Maria. S. Boaventura afirma que o mal nunca tocou em Maria.

1308 – O Bem-aventurado Duns Scoto finalmente dirime todas as dúvidas teológicas sobre o mistério da Imaculada Conceição – pelos merecimentos de Cristo, sua Mãe foi preservada do pecado original.

1320 – S. Isabel, Rainha de Portugal, constrói a primeira capela em honra da Imaculada por lá.

Séc. XV – S. Bernardino de Sena e S. Lourenço Justiniano defendem a relação entre Ct 4,7 e Maria.

1435 – Durante o concílio de Basiléia, o cônego João de Romiroy sublinha o valor da fé popular na Imaculada Conceição de Maria

1477 – O Papa Sixto IV concede a 1ª aprovação a um ofício e uma missa da imaculada; entre os franciscanos já era celebrada desde 1268; em 1708 a festa seria estendida à igreja inteira, fixando a sua celebração no dia8 dezembro.

1546 – O Concílio de Trento não inclui Maria ao falar sobre o pecado original.

12/09/1617 – O Papa Paulo V decretou que, no futuro, ninguém poderia assumir uma postura contrária à opinião imaculista; S. Roberto Belarmino havia lhe implorado que proclamasse uma definição dogmática; a universidade de Granada faz-lhe o “voto de sangue”, seguida pela de Coimbra.

8/12/1661 – Na Bula “Sollicitudo”, o Papa Alexandre VI reconhece a doutrina da Imaculada como “pietas sentientium”.

1670 – O Padre Estanislau Papcyznski, futuro Fundador dos Padres Marianos, faz o seu voto em defesa da Imaculada; 3 anos depois (1673) fundaria a 1ª ordem masculina a este mistério dedicada.

1751 – Morre S. Leonardo de Porto Maurício, tido na época como o último grande defensor da Imaculada, junto com S. Afonso de Ligório, Doutor da Igreja.

1764 – A novena à Imaculada Conceição é indulgenciada pelo Papa Clemente XIII.

1806 – Pela 1ª vez a expressão “immaculata” unida à “et Te in conceptione” aparece num texto litúrgico oficial, aprovado pelo Papa Pio VII.

27/11/1830 – Maria se manifesta a Santa Catarina Labouré e manda cunhar Medalha Milagrosa, com a inscrição: “Ó Maria concebida sem pecado…”

1846 – A Imaculada Conceição se torna padroeira dos EUA, o que o Beato Pio IX confirmou (1847).

1848 – Uma comissão de teólogos e os cardeais dão o seu voto a favor de uma definição papal sobre a Imaculada Conceição de Maria; em carta enviada no ano seguinte (1849), 90,54% de todos os bispos do mundo é também favorável.

1852-1854 – O futuro texto da Bula definitória do Dogma da Imaculada Conceição passa por 8 redações.

8/12/1854 – O Beato Papa Pio IX declara solenemente a Imaculada Conceição como dogma de fé (Constituição Apostólica “Ineffabilis Deus”).

25/03/1858 – Em Lourdes, na 16ª aparição, a Mãe de Jesus aparece a S. Bernadete Soubirous como que confirmando o Sucessor de Pedro, ao dizer: “Eu sou a Imaculada Conceição” (no dialeto local: Que soy era immaculada Conceptiou”).

Pe. Jonas Eduardo – Londrina, Pentecostes 2013 –

Associado da Academia Marial

jonaseduardo2002@yahoo.com.br

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