Por Academia Marial Em Catequese Atualizada em 08 FEV 2019 - 16H16

Maria: a catequista do Pai

Maria: a catequista do Pai

Fechando o mês de agosto a Pastoral Vocacional católica enaltece o Dia Nacional do Catequista. Somos profundamente gratos ao ministério da catequese em nossas comunidades. Esse é o serviço pastoral mais importante para a Igreja. Nosso pensamento repassa num relance a história da Igreja onde avulta a primeira de todas as catequistas: Maria, a mãe do Verbo. A catequista enviada pelo Pai. Discípula modelar e ao mesmo tempo Mãe e Mestra do Filho do Altíssimo. Em sua pessoa e em seu relacionamento com Jesus, ela integrou tudo o que significa a palavra “catequese”, na vocação cristã. Educou Jesus como sua mãe e foi sua maior discípula no caminho da fé, Portanto,  Maria não é só uma figura histórica da vida terrena do Mestre. É mãe e é modelo da Igreja! É o seu ícone (seu molde original).

Façamos uma comparação: cada pessoa humana tem o seu código genético. O seu “DNA”. É um dado da ciência que explica as semelhanças dos filhos com os pais. Por esse meio sabe-se quem é filho de quem. Pois bem, nosso “DNA” cristão nos faz “semelhantes” à Maria na genética de Cristo. Foi no seio dela que aconteceu o início da nova criação, da nova humanidade, com a geração do homem novo”, Jesus. O Evangelho apresenta Jesus como “primícias”, de todos os cristãos, filhos de Deus. (Primícias na Bíblia refere-se aos primeiros frutos colhidos de uma plantação como algo a ser oferecido só a Deus). Deus nos chamou e escolheu para sermos “conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm. 8 29). Tanto na história como no mistério Maria é realmente a primeira catequista da Igreja.  Estamos integrados na Igreja formando o “corpo do Senhor”. Mãe e educadora de Jesus, Maria o é também para a Igreja-corpo que se enraíza nele como os ramos se ligam à videira. Discípula do próprio Filho na fé e na acolhida à Palavra, ela é modelo de discipulado para todos nós. Santo Agostinho é ousado ao considerar este aspecto de Maria. Ele opina que ela é maior como discípula de Cristo do que como mãe dele, já que ainda discípula cumpriu em tudo a vontade do Pai. A “discípula-modelo” tornou-se escrava da Palavra, para ser plenamente livre.

Por tudo o que o Evangelho anuncia sobre o papel de Nossa Senhora, a comunidade cristã viu nela um dom especialíssimo de Deus. Uma vocação, um chamado único e privilegiado. Logo após a volta de Jesus aos céus, quando a 1ª comunidade cristã vivia no medo, na insegurança e na incerteza, a Virgem de fé foi o apoio dos próprios apóstolos. O testemunho disso está nos Atos dos Apóstolos, 1,12-14, livro que nos mostra a origem, a raiz, o caminho, (o DNA) da nossa Igreja, daquilo que somos por seguir Jesus. Ser cristão e cristã: com o exemplo e a ajuda maternal da “primeira cristã”, a maior de todos! Portanto, é preciso viver de modo consciente e esclarecido, assumindo no comportamento, nos hábitos de vida, nas ideias, os valores do Evangelho. Incorporar, nos projetos, afazeres e negócios, a prática da caridade e o culto exigente da justiça. Ser honesto em palavras e atos. Resistir sempre à corrupção: política, econômica e moral. Resistir à mentalidade dominante de uma sociedade voltada para o materialismo da vida, o consumismo exagerado, a busca insaciável de todos os prazeres. No mundo atual adora-se o dinheiro: um ídolo, um deus-falso! Buscado como passe de mágica para tudo. O montante de dinheiro no banco e no bolso é o que garante o gozo, a felicidade de viver! Não importam princípios religiosos, valores morais; não importa a ética para nada. Nem a dignidade humana ou os direitos mais elementares da pessoa!

O Evangelho mostra que Maria acreditou contra tudo e contra todos no mistério de seu Filho, Desde a anunciação do anjo até o Calvário foi descobrindo na oração, na fidelidade humilde à Palavra de Deus, a missão dele e dela. Não hesitou comprometer-se até à máxima renúncia de si. Renúncia que a crucificou de dor junto com o Filho. Exatamente na hora da cruz, ele a entregou a nós por mãe em seu lugar. Ela cooperou com ele e coopera conosco para que se realize o projeto salvador do Pai.  Quem então melhor do que ela pode nos ensinar e ajudar a sermos discípulos verdadeiros de Jesus nesta terra? Seja na vida em família, seja na vivência da comunidade cristã, seja em nosso coração? Com a bênção e a ajuda de Maria, a catequista da Igreja, seremos os cristãos responsáveis dentro da nossa comunidade paroquial. Com sua catequese, com seu culto e liturgia. Com o anúncio e a vivência do Evangelho.

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