Por Academia Marial Em Catequese Atualizada em 02 OUT 2017 - 11H06

O Filho de Deus fez-se nossa carne em Maria

O Filho de Deus fez-se nossa carne em MariaNo dia 25 de março celebramos a Anunciação do Senhor à Maria conforme o relato bíblico de Lucas 1, 26-38. Sem a fé na encarnação a liturgia é vã. Ao professá-la no Credo na missa o celebrante inclina respeitosamente a cabeça: Creio em Jesus Cristo… que foi concebido pelo Espírito Santo e nasceu da Virgem Maria…

Nove meses antes do Natal, relembramos o próprio anúncio recebido por Maria. A palavra encarnação é conceito bíblico-teológico cristão referente à concepção de Jesus. Ele, segunda pessoa no mistério da Santíssima Trindade, Filho de Deus, assume em si a nossa humanidade a fim de nela realizar a salvação de todos. Jesus é Deus por natureza divina. É homem porque sua natureza humana foi gerada no seio de Maria.

Duas naturezas numa só pessoa, a do Verbo eterno, Filho Unigênito do Pai. Para nós, cristãos, não se explica a história sem o mistério de um Deus Criador que se faz humano! Nisso Ele teve a cooperação de Maria. Logo, a festa da Anunciação é também essencialmente mariana.

Não é necessário ler ao pé da letra: a aparição do anjo e o diálogo com Maria. Pode não ter sido uma apariçãovisível e sim uma profunda experiência mística da Virgem. Mas, Lucas não escreveu um “conto de fadas”, uma narração mitológica, um relato histórico. Ele explica na catequese cristã o mistério de Jesus como dado de fé.

A reflexão do Novo Testamento perguntava-se como acontecera a concepção de Jesus, qual sua origem divina e humana. Estava em questão o fundamento da fé nele. São Paulo ensina: “quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher…” (Gálatas 4,4).

Na catequese de Lucas, o “sim” de Maria, ajustando sua vida ao projeto de Deus, é parte integrante. Ela, com plena liberdade, fez-se disponível a Deus. Sem o seu “faça-se em mim”, não teríamos Jesus. Recebe a expressão: “cheia de graça!” Graça na Bíblia significa aquilo que Deus é. Deus é a graça que se comunica. Se Maria é a “cheia dessa graça” ela é totalmente possuída por Deus por ter acolhido a oferta dele: Jesus.

A saudação perturbou Maria. Por quê? Talvez preocupação interior, por não entender todo o alcance do anúncio para a sua vida. A vontade de Deus parecia lhe trazer problemas. Foi tranquilizada. Seu filho não teria pai carnal. O próprio Espírito de Deus a cobriria com o poder divino. Ele seria Filho do Altíssimo com o nome de Jesus, o Messias prometido e descendente de Davi. Esperado há tanto tempo, estava chegando a todos por meio dela.

A narrativa bíblica da Anunciação lida, meditada e rezada nos ajudará a repetir o sim obediente e confiante de Maria para viver a nossa fé em tantas e tantas situações que nos deixam temerosos, preocupados e perplexos. Um “sim” tão curto e simples, vivido nas realidades de família e trabalho, nos liga ao mistério da graça salvadora de Cristo pela ponte da oração.

Padre Antonio Clayton Sant’Anna (C.Ss.R.)

Diretor da Academia Marial de Aparecida

 

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