Por Pe. Jonas Eduardo G. C. Silva Em Catequese Atualizada em 02 OUT 2017 - 12H02

Outubro, mês do Rosário

O ROSÁRIO

OUTUBRO, MÊS DO ROSÁRIO

“Minha oração predileta”
(Papa São João Paulo II)

 

Estamos em épocas de mudanças, ou, como preferem alguns, em mudança de época... Neste contexto, é comum nos depararmos com posições diametralmente contrastantes, conflituosas; de um lado, uns absolutizam determinadas ideias ou práticas; de outro, há os que as condenam e abandonam. É preciso cautela. Um exemplo típico é a prática devocional do Rosário ou Terço Mariano, que, para a Igreja Católica, continua sendo uma válida expressão da espiritualidade cristã e mariana, sempre que rezado na fé, humildade e caridade.

Desde o século IV se usa a saudação do arcanjo S. Gabriel (Lc 1,28) como forma de oração. A partir do século XI, grandes doutores da Igreja, como S. Pedro Damião, Alberto, Tomás e Boaventura, redigiram célebres sermões sobre a “Ave Maria”. O Eremita Aybert de Hainaut (+1140) recitava todos os dias 150 Ave-Marias. S. Domingos recebeu de Deus a missão de propagar a devoção do Rosário, praticamente com a forma atual, o que desde 1214 tem feito parte da missão da Igreja. Numa evolução posterior, em 1475 o Bem-aventurado Alano de Rupe estabeleceu, para cada dezena, a meditação de um episódio da vida de Jesus ou de Maria.

Estamos, portanto, diante de uma forma devocional de pelo menos 8 séculos! Será que continua válida? Há diversos motivos que a justificam:

 

  1. O recente Diretório sobre piedade popular e liturgiado Vaticano (ano 2002) destacou a importância do Rosário como “uma das mais excelentes orações à Mãe do Senhor” (n. 197), que, se bem recitado, pode assumir até um “tom celebrativo” (n. 199). Naquele mesmo ano, o Papa João Paulo II criava os mistérios da luz, que percorrem etapas da vida pública de Jesus (cf. Carta Apostólica O Rosário da Virgem Maria, n. 21).
  2. O Concílio Vaticano II (1962-65) recomendou os “exercícios de piedade para com Maria” (Lumen gentium, n. 67), frase que, em 1966, o Papa Paulo VI interpretou com relação ao Rosário. Um dos frutos do Concílio foi a redação do Catecismo da Igreja Católica(1992/7), que reconhece como legítima expressão do culto mariano a oração do “santo Rosário” (n. 971; cf. 2678; 2708). Outro fruto é o novo Manual de Indulgências (1999), em que a Igreja concede graças especiais a quem rezar o terço, na qual se inclua uma prece na intenção do Papa (Concessões, n. 17).
  3. Desde 1261 (Papa Urbano IV) os papas, sucessores de S. Pedro, têm recomendado, em tom oficial ou pessoal, a oração do terço. A festa em honra do Rosário no mês de outubro está associada aos Papas S. Pio V (1521/71), Gregório XIII (1573) e Clemente XI (1716). O Papa Leão XIII é considerado o Papa do Rosário, pois nos legou pelo menos 45 documentos sobre o tema! O Papa Bento XVI recomendou que os mistérios do Rosário sejam acompanhados por “breves trechos da Bíblia” (Exort. apost. Verbum Domini, 2010, n. 88).
  4. Na vida dos santos e santas é muito presente a oração do terço mariano. S. Luís M. Montfort praticava e promovia esta devoção, afirmando: “O Rosário é uma grande coroa de Rosas”. S. Maximiliano Kolbe dizia: “Quantas coroas, tantas almas salvas”. Aprendemos com eles que rezar o terço é um dom do Espírito Santo, como escreve Jean Lafrance (O terço do Rosário). Os teólogos observam que, “assim como a liturgia, o rosário também tem índole comunitária, nutre-se da Escritura, gravita em torno do mistério de Cristo” (in De Fiores-Meo, Dicionário de Mariologia, Paulus: 1995, p. 1141).
  5. Rezar o terço é uma ótima escola de oração, sobretudo em grupo, pois através dela nos exercitamos na oração vocal e mental, bíblica e devocional. Quantos benefícios (paz, proteção, perseverança...) homens e mulheres, de todas as raças e condições, têm colhido nestes 8 séculos! Não é à toa que a própria Mãe de Deus, em diversas aparições (“mariofanias”), recordou pessoalmente a toda a Igreja o valor desta forma de oração, como em Lourdes, 1858 (aparecia sempre com o Rosário), e em Fátima, 1917 (onde implorou: “Rezai o rosário/terço todos os dias”).

 

Faça você a experiência: invoque o Espírito Santo e reze sempre que puder o Terço Mariano!

 

 

Joinville, 15.09.2015.

Estamos em épocas de mudanças, ou, como preferem alguns, em mudança de época... Neste contexto, é comum nos depararmos com posições diametralmente contrastantes, conflituosas; de um lado, uns absolutizam determinadas ideias ou práticas; de outro, há os que as condenam e abandonam. É preciso cautela. Um exemplo típico é a prática devocional do Rosário ou Terço Mariano, que, para a Igreja Católica, continua sendo uma válida expressão da espiritualidade cristã e mariana, sempre que rezado na fé, humildade e caridade.

Desde o século IV se usa a saudação do arcanjo S. Gabriel (Lc 1,28) como forma de oração. A partir do século XI, grandes doutores da Igreja, como S. Pedro Damião, Alberto, Tomás e Boaventura, redigiram célebres sermões sobre a “Ave Maria”. O Eremita Aybert de Hainaut (+1140) recitava todos os dias 150 Ave-Marias. S. Domingos recebeu de Deus a missão de propagar a devoção do Rosário, praticamente com a forma atual, o que desde 1214 tem feito parte da missão da Igreja. Numa evolução posterior, em 1475 o Bem-aventurado Alano de Rupe estabeleceu, para cada dezena, a meditação de um episódio da vida de Jesus ou de Maria.

Estamos, portanto, diante de uma forma devocional de pelo menos 8 séculos! Será que continua válida? Há diversos motivos que a justificam:

 

01.   O recente Diretório sobre piedade popular e liturgiado Vaticano (ano 2002) destacou a importância do Rosário como “uma das mais excelentes orações à Mãe do Senhor” (n. 197), que, se bem recitado, pode assumir até um “tom celebrativo” (n. 199). Naquele mesmo ano, o Papa João Paulo II criava os mistérios da luz, que percorrem etapas da vida pública de Jesus (cf. Carta Apostólica O Rosário da Virgem Maria, n. 21).

02.   O Concílio Vaticano II (1962-65) recomendou os “exercícios de piedade para com Maria” (Lumen gentium, n. 67), frase que, em 1966, o Papa Paulo VI interpretou com relação ao Rosário. Um dos frutos do Concílio foi a redação do Catecismo da Igreja Católica(1992/7), que reconhece como legítima expressão do culto mariano a oração do “santo Rosário” (n. 971; cf. 2678; 2708). Outro fruto é o novo Manual de Indulgências (1999), em que a Igreja concede graças especiais a quem rezar o terço, na qual se inclua uma prece na intenção do Papa (Concessões, n. 17).

03.   Desde 1261 (Papa Urbano IV) os papas, sucessores de S. Pedro, têm recomendado, em tom oficial ou pessoal, a oração do terço. A festa em honra do Rosário no mês de outubro está associada aos Papas S. Pio V (1521/71), Gregório XIII (1573) e Clemente XI (1716). O Papa Leão XIII é considerado o Papa do Rosário, pois nos legou pelo menos 45 documentos sobre o tema! O Papa Bento XVI recomendou que os mistérios do Rosário sejam acompanhados por “breves trechos da Bíblia” (Exort. apost. Verbum Domini, 2010, n. 88).

04.   Na vida dos santos e santas é muito presente a oração do terço mariano. S. Luís M. Montfort praticava e promovia esta devoção, afirmando: “O Rosário é uma grande coroa de Rosas”. S. Maximiliano Kolbe dizia: “Quantas coroas, tantas almas salvas”. Aprendemos com eles que rezar o terço é um dom do Espírito Santo, como escreve Jean Lafrance (O terço do Rosário). Os teólogos observam que, “assim como a liturgia, o rosário também tem índole comunitária, nutre-se da Escritura, gravita em torno do mistério de Cristo” (in De Fiores-Meo, Dicionário de Mariologia, Paulus: 1995, p. 1141).   

05.   Rezar o terço é uma ótima escola de oração, sobretudo em grupo, pois através dela nos exercitamos na oração vocal e mental, bíblica e devocional. Quantos benefícios (paz, proteção, perseverança...) homens e mulheres, de todas as raças e condições, têm colhido nestes 8 séculos! Não é à toa que a própria Mãe de Deus, em diversas aparições (“mariofanias”), recordou pessoalmente a toda a Igreja o valor desta forma de oração, como em Lourdes, 1858 (aparecia sempre com o Rosário), e em Fátima, 1917 (onde implorou: “Rezai o rosário/terço todos os dias”).

 

Faça você a experiência: invoque o Espírito Santo e reze sempre que puder o Terço Mariano!

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