Por Pe Julio Caprani Em Catequese Atualizada em 28 FEV 2019 - 17H25

Perseverantes na oração com MARIA, a Mãe de Jesus

Perseverantes na oração com MARIA, a Mãe de Jesus

Perseverantes na oração com MARIA, a Mãe de Jesus



Perseverantes na oração com MARIA, a Mãe de JesusMARIA, A MÃE de Jesus, nos escritos de São Lucas, é caracterizada como a Virgem que reza. E isto o podemos perceber em três momentos especiais de sua caminhada e o podemos ver nos Evangelhos também, que dão testemunho de seu modo bonito de rezar, sem deixar de lado tantos outros momentos de sua vida, que devem ter sido fortes e profundos.

- Um dos momentos fortes é quando reza como Mulher profética no Magnificat (Lc 1, 46-55);

- o outro, e que talvez seja o mais conhecido e que faz parte de um dos mistérios luminosos, é rezando como Mulher intercessora numa festa de casamento em Caná da Galileia (Jo 2,1-11);

- e finalmente ela reza como Mãe da Comunidade-Igreja, fazendo-se presente no Cenáculo.

O livro dos Atos dos Apóstolos, escrito por São Lucas, também descreve Maria como a Mulher orante (cf. At 1,12-14). Lucas é o único evangelista que coloca Maria no nascimento da Igreja pelo Espírito Santo. Neste episódio, e por ser ele um momento muito importante, a Mãe de Jesus, Maria de Nazaré, é apresentada como que presidindo a oração dos discípulos e das outras mulheres, suas companheiras e familiares.

Se formos deter nosso olhar sobre este episódio, é neste contexto que a figura de Maria evoca a presença contemplativa e atuante da Igreja, das “Marias” cheias de fé e entusiasmo, As “Marias” de hoje, das nossas comunidades, que dedicam suas vidas à evangelização.

A relação entre Maria e o Espírito Santo pode-se compreender no sentido que é esse mesmo Espírito, que agiu nela na concepção de Jesus (Lc 1,35), que vem agora sobre o núcleo fundador da Igreja, onde Maria também está presente. Maria toma parte na ação do Espírito, tanto na encarnação do Filho de Deus quanto na constituição da comunidade eclesial.

E como disse o Irmão Afonso Murad: “O Evangelista Lucas organiza toda a sua obra, o Evangelho e os atos dos Apóstolos, entre três períodos: o tempo do velho Israel, que na alegria espera ansiosamente o Salvador; o tempo de Jesus e o tempo da Igreja. Maria é a única pessoa presente nos três períodos. Participa da condição dos pobres de Javé do antigo Israel. Faz parte do grupo dos seguidores de Jesus, sendo o exemplo de discípulo que escuta, medita e põe em prática a proposta de Jesus. E que, por fim, inaugura o tempo da Igreja em Pentecostes”.

A presença de Maria no episódio do Cenáculo de certo modo constitui solidariedade ativa com a comunidade em seu Filho. Ela é a que com maior desejo e força implora a vinda do Espírito Santo. Na realidade, segundo o que já foi dito anteriormente, Maria já tinha uma longa e rica história pessoal com Ele, porque sua vida toda foi batizada por intervenções do Espírito Santo. Foi Ele que a “cobriu com Sua sombra” (Lc 1,35) e operou nela a encarnação do Filho de Deus. Ele santificou João Batista no seio de sua mãe e plenificou com Sua presença a Isabel, mediante a visita e a saudação de Maria. O Espírito revelou ao velho Simeão a identidade de Jesus e sua missão salvadora, da mesma forma que o desígnio divino sobre Maria. Por isso, podemos afirmar que toda a sua peregrinação terrestre, toda a sua vida se desenvolve na força do Espírito.

O Pentecostes no Cenáculo significa para Maria uma nova etapa em sua peregrinação rumo ao Pai. Concede-lhe uma plenitude ainda maior na compreensão e vivência de sua inserção pessoal e sua missão no mistério de seu Filho Jesus Cristo. Ao receber novamente o Espírito, Maria experimenta, com crescente ímpeto, o que sempre marcou a sua vida: o amor e a entrega incondicionais ao Pai.

 Padre Julio Caprani
Missionário da Imaculada-Padre Kolbe

Fonte: Revista O Mílite

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