Palavra do Associado

Nos dias da Anunciação, lições de amor para tempos difíceis

Escrito por Carmen Novoa Silva

20 JAN 2017 - 09H48 (Atualizada em 25 MAR 2021 - 10H07)

Reprodução anunciação - claudio pastro (Reprodução)

De ti não nos esquecemos, Mãe e Virgem Santíssima! E não só nestes especiais dias a ti consagrados queremos lembrar-te, mas tanto nos dias claros ou cinzentos, quando em pé ou caídos, quando o caminho é plano e perfeito ou quando neles surjam os negrores os abismos.

De ti não esquecemos, Mãe e Santíssima! Contigo queremos aprender a dizer um “Fiat” como suprema lição de amor e  grandeza espiritual E, assim, poder enfrentar com coragem estes dias de desalento de um povo e da insensibilidade de novos tetrarcas.

Por isso, como vontade Divina:

FAÇA-SE em nós, um sorriso para todas as horas, mesmo que os sinos dobrem...

FAÇA-SE nos homens detentores do poder e das riquezas, a consciência de sua não imortalidade, pois a esses pretensos deuses do hoje, ninguém ousa ficar atrás de sua quádriga vitoriosa para repetir-lhes o que repetiam os lacaios aos tribunos nas suas entradas triunfais na Antiga Roma: “Recorda-te que somente és um homem”!

FAÇA-SE em nós, a certeza de um novo amanhã com homens dando prioridade aos valores eternos e só assim veremos nos céus “Pombos" de paz em tempos de dilúvio... Em nós seja feito um grito contra todas as injustiças que através de leis, decretos e parágrafos, humilham e ofendem e oprimem com maus tratos burocráticos e “democráticos” a maioria dos cidadãos brasileiros como se estes fossem de terceira categoria a demonstrar que sua participação no contexto nacional é apenas representativa, indireta e superficial. Não sabem eles, que a prepotência e a força das pedras de avalanche, sempre deixam para trás rastros de dor e, no entanto o seu destino é o chão dos precipícios?

FAÇA-SE o dom do discernimento entre o bem e o mal; e que não se julgue pelas aparências discriminando pessoas pela cor da pele, pela posição social e econômica, ou pelo credo professado, motivos de tantas e tantas desumanidades; e se saiba enfim, que também a prata, refulgente das estrelas parece na terrena visão simples e tênue luz… Pela vontade de Deus, seja feita nos homens públicos a vergonha, pela não solução do problema das crianças órfãs, abandonadas e miseráveis em cujas famintas entranhas se perdem todas os ecos das promessas políticas de paraísos nunca encontrados.

FAÇA-SE em nós a violência dos pacíficos, máximo terror dos tiranos. Desses cruéis tiramos de todas as épocas, para os quais o ódio é atributo dos fortes e o amor qualidade dos débeis e néscios; que afirmam ser necessário para a vitória, perder a dignidade, a honra e a consciência moral; e fazer-se temer do que se fazer querido.

FAÇA-SE, em nós Virgem da Anunciação a crença no triunfo da violência dos pacíficos feito somente de armas invisíveisDessas sublimes armas da verdade, do exemplo do testemunho que fazem ruir impérios e deixam aterrados os tiranos de todas as épocas. Sim, porque só a elas foram dadas o poder e a glória de um sorriso para todas as horas, de ver nos céus, pombos de paz em dias de dilúvio, de levantar o caído, de possuir aquele ar de transfiguração quem só possuem as almas jovens e virgens...

 

Carmen Novoa Silva
Teóloga e membro da Academia Amazonense de Letras
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