Por Matheus Azevedo
O Apóstolo Paulo, conhecido como um dos discípulos de Cristo, vivenciou e testemunhou a peregrinação como sinal de conversão e evangelização, tornando-se um sinal concreto de fortalecimento da fé na caminhada. Esses relatos estão descritos no livro dos Atos dos Apóstolos.
Como gesto de unidade dos fiéis, em 2025 o Santuário Nacional de Aparecida recebeu mais de 10,5 milhões de pessoas, um aumento de 15% em relação ao ano de 2024. Romarias, grupos, pastorais, movimentos e famílias realizaram o ato de caminhar como forma de render graças a Deus pelas conquistas, súplicas e pelo revigoramento da espiritualidade.
As diversas expressões interligadas no Santuário Nacional têm o mesmo objetivo: vivenciar a experiência de Cristo nos sinais visíveis em Aparecida, caracterizados como gestos sinodais.
É por meio desse caminhar em direção aos pontos do Santuário, em busca do refrigério espiritual, que os fiéis são acolhidos pelos missionários redentoristas, funcionários e colaboradores, promovendo a escuta, o diálogo e a participação ativa nas diversas ações propostas.
Foi no peregrinar que Paulo teve o seu encontro com Cristo, “enquanto estava a caminho e me aproximava de Damasco, de repente, por volta do meio-dia, uma grande luz vinda do céu me envolveu com seu brilho. Caí no chão e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saul, Saul, por que me persegues?’. Respondi: ‘Quem és tu, Senhor?’. Disse-me: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues’” (At 22,6).
A passagem apresentada descreve Paulo que, após o encontro com o Senhor, iniciou uma nova etapa em sua vida: testemunhar e anunciar a mensagem salvífica aos povos. Portanto, percorrer os lugares sagrados fortalece nossa missão e compromisso com o Reino de Deus.
Os gestos de peregrinar, além de nos apresentarem as realidades de fé de cada indivíduo, também fortalecem o espírito de sinodalidade na “Comunhão, Participação e Missão”.
“Nos diversos contextos em que se enraízam as Igrejas particulares, o Povo de Deus anuncia e testemunha a Boa Nova da salvação; vivendo no mundo e para o mundo, caminha juntamente com todos os povos da terra, dialoga com as suas religiões e as suas culturas, reconhecendo nelas as sementes do Verbo e avança em direção ao Reino” (Documento Final do Sínodo, p. 9).
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A transmissão da fé na missão permanente da Igreja
A sucessão apostólica garante a transmissão da fé na Igreja, vivida em comunhão e sinodalidade, com os bispos como guardiões da Tradição desde os apóstolos.
Como viver a sinodalidade na Semana Santa?
Com o objetivo de colaborar nesta reflexão sobre a Semana Santa e a vivência sinodal, Dom Gilson Andrade, presidente do Regional Leste 1 da CNBB (RJ), contextualiza e nos orienta sobre a temática.
Qual é a participação do Povo de Deus na caminhada sinodal da Igreja?
Um dos aspectos fundamentais da vida da Igreja é a missão. Por sua essência, ela foi um mandato de Jesus a seus discípulos.
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