Algumas pessoas ficam impressionadas quando passam em frente a cemitérios e velórios. Isso pode ser classificado como uma fobia chamada “tanatofobia”, que é o medo excessivo da morte ou de situações ou coisas ligadas à morte.
A ouvinte Ana Lúcia, da cidade de Nova Campina (SP) descreve sentir isso ao quadro "Religião também se Aprende":
Padre Carlinhos afirma que esse tipo de fobia é frequente e influencia o desenvolvimento de diferentes quadros depressivos. Além disso, se não for adequadamente tratado, o medo da morte pode desencadear outras complicações emocionais.
Leia MaisDepois da morte vou encontrar meus parentes e amigos no céu?Quando a morte atravessa o nosso caminho e tudo se apaga, o que fazer?O que o Papa Francisco fala sobre a morte?Oração à Nossa Senhora da Boa MorteTer medo da morte é pecado?- calafrios
- sudorese
- boca seca
- taquicardia
- palpitações
- dor de estômago
- náuseas e vômitos
- tremores nas mãos
- sensação de asfixia
- ansiedade persistente
- crises de humor ou depressivas
- perda de sensibilidade e controle
- incapacidade de distinguir entre realidade e irrealidade
- repetição de pensamentos violentos ou de episódios sangrentos
- medo de enlouquecer e não conseguir controlar as reações automáticas
- desejo muito forte de fugir para escapar de certas situações
Até certo ponto, o medo da morte é normal e necessário para evitar riscos conscientes que podem ameaçar a integridade da vida. No entanto, quando esse medo ultrapassa limites e ganha um caráter obsessivo, instalam-se processos negativos que levam aos desequilíbrios mentais e emocionais. Nessas circunstâncias, o ideal é procurar ajuda médica e psicológica para contornar os impactos resultantes desse medo excessivo, fora de controle e patológico.
"Considerando o ciclo natural da vida, a morte deveria ser vista como parte desse processo, o que facilitaria a compreensão da finitude e o enfrentamento do luto. A perda de entes queridos pode afetar a estabilidade mental e gerar graves consequências. Quando o luto se torna muito prolongado, os riscos de prejudicar a estabilidade mental do indivíduo são mais elevados. Nesse sentido, o apoio de amigos e familiares — e a assistência psicológica e espiritual — são cruciais para a compreensão de que a morte é inevitável", explica padre Carlinhos.
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