Por Redação A12 Em Assembleia Geral CNBB Atualizada em 06 MAI 2019 - 08H47

Bispo fala sobre os desafios de transformar diretrizes em projetos pastorais

Documento quer enfatizar a formação de comunidades eclesiais missionárias.

A12/Ivan Simas
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Dando continuidade aos trabalhos da 57ª Assembleia Geral dos Bispos, os bispos atenderam a imprensa nesta sexta-feira (03), destacando o Sínodo dos Bispos sobre a Juventude, a realidade dos bispos eméritos e a aprovação final do texto das diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

Atenderam aos jornalistas o bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, Dom Vilsom Basso, o bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), Dom Leomar Antônio Brustolin, e o membro da Comissão de Redação do Tema Central da 57ª Assembleia Geral e arcebispo emérito de Mariana (MG), Dom Geraldo Lyrio Rocha.

:: Christus vivit coloca juventude no centro das atenções da Igreja

CONTRIBUIÇÕES DOS BISPOS EMÉRITOS

Ivan Simas/A12.com
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Dom Geraldo Lyrio Rocha começou explicando aos jornalistas que, de acordo com o Código de Direito Canônico, os bispos eméritos não são membros da CNBB, não têm direito ao voto para eleição da nova presidência, mas têm direito a palavra.

:: Doçuras e ardores do Bispo Emérito

“Como arcebispo emérito, eu posso trazer minha modesta colaboração, partilhando com os irmãos minha experiência e pontos de vista. Isso constrói a caminhada de Igreja. É na beleza da unidade, do pluralismo de ideias, ações e propostas que construímos unidade em vista do bem do povo de Deus”, afirmou o arcebispo emérito.

OS JOVENS NO CORAÇÃO DA IGREJA

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Dom Vilson Basso destacou alguns pontos do documento “Christus Vivit”, resultado das conclusões do Sínodo dos Bispos para a Juventude, concluído em outubro do ano passado, no Vaticano.

O bispo de Imperatriz destacou que a juventude é uma prioridade pastoral histórica para a Igreja, na qual se deve investir tempo, energia e recursos.

Dom Vilson destacou os pontos centrais dos nove capítulos do documento: “O que diz a palavra de deus sobre os jovens?”; “Jesus Cristo sempre jovem”; “Vós sois o agora de Deus”; “O grande anúncio para todos os jovens”; “Percursos de juventude”; “Jovens com raízes”; “A pastoral dos jovens”; “A vocação”; “O discernimento”.

Segundo ele, o texto do “Christus Vivit” é uma fala do Papa Francisco diretamente ao coração dos jovens, grande inspiração para toda a Igreja nos próximos anos. O bispo, que tem grande carisma entre os jovens, acredita que é necessário ouvir a juventude e se colocar ao lado deles. “Os jovens querem ser escutados, acolhidos e acompanhados. ”

DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA

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Dom Leomar Brustolin acredita que as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) são expressão de colegialidade e missionariedade na Igreja. O bispo auxiliar de Porto Alegre destacou a preocupação da Igreja com a evangelização em grandes centros urbanos.

:: O que são as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja?

De acordo com Dom Brustolin, é preciso contemplar a influência da internet, os avanços tecnológicos e as grandes transformações da sociedade como a quarta revolução industrial. O bispo apontou alguns fatores que preocupam a CNBB como o individualismo, a solidão e o anonimato. Citou também o desafio de combater o suicídio e a crise do sentido da vida na realidade urbana.

:: Como é feita a eleição da CNBB?

Entre um dos elementos principais, Dom Leomar citou a comunidade como espaço de vida, sustentada por quatro pilares: A Palavra, o olhar missionário, a iniciação à vida cristã e a Animação Bíblica. O Documento de Aparecida, fruto da V Conferência do CELAM realizada em 2007 em Aparecida (SP), é uma das fontes indispensáveis para a formulação das DGAE.

Dom Leomar enfatizou que o texto insiste na formação de comunidades eclesiais missionárias, onde as pessoas possam sair do anonimato, deixar a solidão, viver em torno da Palavra e dar seu testemunho cristão numa sociedade cada vez mais plural e cheia contrastes.

Ao final da coletiva, Dom Leomar disse que os bispos esperam encontrar caminhos que tornem os cristãos mais discípulos e missionários e que a maior preocupação não é com a quantidade de fiéis, mas sim com a qualidade do testemunho desses cristãos.

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