Brasil

Proclamação da República: conheça alguns momentos dessa história

Saiba mais sobre as cinco fases da forma de governo que completou 133 anos em nosso país

Escrito por Redação A12

14 NOV 2015 - 07H18 (Atualizada em 11 NOV 2022 - 15H11)

Diego Grandi/ Shutterstock

Neste 15 de novembro, o Brasil completa 133 anos como uma República, quando em 1889, foi proclamada pelo pelo Marechal Deodoro da Fonseca, e vigora até os dias de hoje. Nesses anos, o país passou por importantes mudanças de governo, inclusive um período de ditadura militar.

Leia MaisConstituição Federal e a Intervenção MilitarO Brasil República pode ser dividido em cinco fases: República Velha, Era Vargas, República Populista, Ditadura Militar e Nova República.

O 15 de Novembro é feriado nacional desde 1949, segundo a Lei Federal 662, do presidente Eurico Gaspar Dutra.

A  Proclamação da República representou o fim do Brasil Império que havia durado cerca de 70 anos. Dom Pedro II, que era o imperador, foi banido do Brasil com a sua família, e embarcaram rumo à Europa na madrugada do dia 17 de novembro de 1889.

Wikipedia - Benedito Calixto
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República Velha (1889 – 1930)

O período começa com a Proclamação da República, liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca em 1889. Em 1891, é promulgada a primeira constituição da era republicana. 

Na República Velha, o Brasil passou por transformações essenciais, do ponto de vista da modernização urbana e industrial. Durantes as primeiras décadas do século XX, houve grandes reformas nos centros urbanos do Rio de Janeiro e de São Paulo, ações da medicina sanitarista e higienista – sobretudo coordenadas por Oswaldo Cruz – o crescimento do número de fábricas e trabalhadores assalariados.




Era Vargas (1930-1945)

Os primeiros anos da Era Vargas foram marcados pelo clima de tensão entre as oligarquias e os militares - principalmente no estado de São Paulo – o que provocou a Revolução Constitucionalista de 1932.

O Estado Novo foi o período em que Getúlio Vargas governou o Brasil, de forma autoritária, entre 1937 até 1945, extinguindo os partidos políticos e cerceou as liberdades individuais, afirmando que tais medidas eram para "garantir a segurança nacional e a a ordem interna". 

Após os soldados brasileiros retornarem da Segunda Guerra Mundial, os militares estavam decididos a agir contra Getúlio Vargas e já planejavam tirá-lo do poder. O presidente cedeu a pressão e renunciou ao cargo em 29 de outubro de 1945.

Wikipedia - Arquivo Nacional
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Presidente Juscelino Kubitschek


República Populista (1945-1964)

Após a queda de Getúlio, o general Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente. A Assembleia Constituinte criou a quinta constituição brasileira, que estabeleceu os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Em 1950, Getúlio Vargas volta ao cenário político e vence as eleições presidenciais.

A crise política do governo populista acentuou-se com a insatisfação da população com a alta da inflação e do custo de vida, levando a greves e manifestações. Em 23 de agosto de 1954, 27 generais exigem publicamente a renúncia de Vargas. Na manhã de 24 de agosto, Vargas comete suicídio.

Juscelino Kubitschek assume a presidência em janeiro de 1955 com a promessa de realizar “cinquenta anos em cinco”. A reação à política de JK veio com a eleição do populista Jânio Quadros, que renunciou ao mandato no ano seguinte.

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Ditadura Militar (1964-1985)

Com o aumento da crise política e das tensões sociais, em março de 1964 tropas em Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. No dia 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número 1 (AI-1), que cassa mandatos políticos e tira a estabilidade de funcionários públicos.

O marechal Humberto de Alencar Castello Branco foi eleito presidente. Em seu governo, foram promulgados os Atos Institucionais, que suspenderam os direitos políticos dos cidadãos.

Em 1967, o marechal Arthur da Costa e Silva assume a presidência e decreta, em 1968, o Ato Institucional Número 5 (AI-5), que fechou o sistema político e ampliou a repressão da ditadura.

No final de 1969, Costa e Silva adoece e é substituído por uma junta militar. Em seguida, o general Emílio Garrastazu Médici assume a presidência. Sucessor de Médici, o general Ernesto Geisel inicia um lento processo de transição rumo à democracia. Em 1978, ele acaba com o AI-5 e impõe o general João Batista Figueiredo para a sucessão.

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Por uma eleição indireta, Tancredo Neves foi escolhido como primeiro presidente após a ditadura militar


Nova República (1985-hoje)

A Nova República é o período que se seguiu ao governo militar caracterizado pela democratização política e pela estabilização econômica.

Em 1984, o movimento “Diretas Já” mobilizou milhões de brasileiros que pediam eleições diretas para presidente. A Câmara dos Deputados, no entanto, não aprova e o Colégio Eleitoral elege o deputado oposicionista Tancredo Neves que concorria contra Paulo Maluf.

Tancredo não chega a tomar posse, falecendo vítima de infecção hospitalar. O vice, José Sarney assume e, no seu governo, é promulgada a Constituição de 1988. O documento instituiu o Estado democrático e a república presidencialista.

Em 1989, Fernando Collor de Mello vence as primeiras eleições diretas para presidente realizadas desde 1960.

Após dois anos de governo, o Congresso Nacional instaura uma CPI cujas conclusões levam ao pedido de afastamento do presidente (impeachment), mas Collor renunciou antes de ter seu impedimento aprovado. Mesmo assim, o ex-presidente teve seus direitos políticos suspensos por dez anos.

Um dos fatos mais marcantes desse período foi o movimento dos “Caras Pintadas”, quando milhares de estudantes saíram às ruas pedindo o impeachment de Collor.

Após a renúncia, o vice-presidente Itamar Franco assume o cargo. Em sua administração, é implantado o Plano Real. O projeto foi executado pela equipe do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que se elegeu presidente em 1994 e foi reeleito em 1998.

Em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva é eleito presidente da República e reeleito em 2006. Em 2010, apoiada por Lula, Dilma Rousseff é eleita à presidência e foi reeleita em 2014.

Após denúncias de crimes de responsabilidade na condução financeira do governo, em 31 de agosto de 2016, Dilma Rousseff sofreu impeachment pelo Senado por 61 votos a favor e 20 contra. Michel Temer assume o cargo durante dois anos e sete meses.

Após vencer as eleições em outubro de 2018, Jair Bolsonaro assume o governo em janeiro de 2019 até dezembro deste ano. 

Bolsonaro foi o primeiro candidato a não ser reeleito desde a redemocratização, perdendo as eleições de 2022 para Luis Inácio Lula da Silva. No dia 1º de janeiro de 2023, ele assume o terceiro mandato à frente do Palácio do Planalto e se torna o político mais vezes levado ao comando do Poder Executivo pelo voto direto na história da República.

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