A devoção a Nossa Senhora faz parte da vida de milhões de católicos no mundo. Datas da memória das aparições de Maria, como Lourdes, Fátima, Guadalupe e outras, despertam peregrinações e testemunhos de conversão.
Crescer na fé com essas devoções é algo comum na vida do católico, porém, existem dúvidas: o fiel é obrigado a acreditar nas aparições marianas reconhecidas pela Igreja?
A resposta oficial da Igreja é: não.
De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, as chamadas revelações privadas, entre elas, as aparições marianas, não pertencem ao depósito da fé. Esse depósito reúne tudo aquilo que Deus revelou de modo definitivo para a salvação da humanidade.
O Catecismo afirma no número 67 que essas revelações não têm como finalidade “aperfeiçoar” ou “completar” a Revelação definitiva de Cristo. Elas podem ajudar os fiéis a viver melhor o Evangelho em determinada época, mas não exigem adesão de fé por parte de todos os católicos.
Por isso, mesmo quando uma aparição é reconhecida pela Igreja, a crença nela não é obrigatória.
Em fevereiro, a Igreja celebra a memória de Nossa Senhora de Lourdes. Segundo a tradição, Maria apareceu em 1858, na França, a Santa Bernadete Soubirous. Após um rigoroso processo de discernimento, a Igreja reconheceu essas aparições como dignas de fé.
Ainda assim, como Pe. Pablo Vinícius, C.Ss.R. explica, não somos obrigados a adquirir essa devoção:
“Agora, a Igreja não nos obriga a crer nas aparições de Nossa Senhora, porque elas não fazem parte daquele depósito sagrado que Deus revelou a nós de uma vez para sempre.”
Ao contrário das aparições, os sacramentos fazem parte da fé católica. O missionário redentorista recorda o exemplo da Eucaristia, que exige a compreensão total da fé:
“Por exemplo, todo católico deve crer que no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, estão ‘contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, consequentemente, o Cristo todo’.”
Esse ensinamento está fundamentado no Concílio de Trento e reafirmado no Catecismo da Igreja Católica.
As aparições marianas reconhecidas pela Igreja são vistas como expressões legítimas da piedade popular. Elas revelam o amor do povo cristão por Maria, venerada como Mãe de Deus, um dogma de fé, e Rainha e Protetora.
O valor dessas devoções está naquilo que conduzem: uma vida mais centrada em Cristo. Como recordava o Papa São Paulo VI:
“Na Virgem Maria, dizia o Papa São Paulo VI, ‘tudo se refere a Cristo e d’Ele depende!’”
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Nesta matéria, você entendeu que é livre para acolher ou não as aparições marianas, mesmo aquelas reconhecidas oficialmente pela Igreja. O essencial da fé permanece na Revelação Divina de Jesus Cristo, transmitida pela Sagrada Escritura e pela Tradição.
A devoção mariana, quando vivida de forma equilibrada, ajuda o fiel a aprofundar essa fé. Nunca a substitui. É um indicativo de que a Mãe indica a Seu Filho, Jesus.
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