A prevenção do suicídio começa com a informação correta e a desconstrução de tabus. Como vimos na discussão sobre a importância da atenção aos sinais de alerta, a saúde mental exige um olhar atento e livre de preconceitos.
Dando sequência a esse esforço de conscientização, exploramos a seguir novos esclarecimentos sobre a liberdade de escolha em casos de transtornos mentais, além de um guia prático sobre como identificar mudanças comportamentais e onde buscar ajuda especializada imediatamente.
9) O suicídio é uma decisão individual, já que todos nós temos o livre-arbítrio. Importante notar que, nas pessoas com comportamento suicida, que têm alguma forma de doença mental, esta altera profundamente a sua percepção da realidade e de seus vínculos com os outros, o que interfere em seu “livre-arbítrio”. Eticamente, somente podemos responsabilizar alguém por algum ato quando este é executado com consciência e liberdade. Nestas situações de doença mental, são exatamente estes dois importantes valores que se encontram totalmente comprometidos.
10) Quem vai tirar a própria vida não deixa sinais. Em geral, os sinais existem. Ocorre que, infelizmente, as pessoas que estão convivendo com a pessoa com este transtorno não percebem, não sabem interpretá-los ou valorizá-los. Porém, não é justo culpar por um suicídio. Alguns deles podem ser evitados, mas não todos. Em inúmeras vezes, os indícios só são descobertos e fazem sentido após a morte (bilhetes, mensagens, etc.).
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Em termos de prevenção, é importante prestar atenção aos sinais de alerta, ou seja, comportamentos que podem indicar plano de suicídio. Entre outros sinais de alerta, elencamos:
A depressão em adolescentes apresenta sinais que podem indicar a presença da doença. Entre outros, elencamos:
No mínimo, não deixar a pessoa sozinha, mas ter sempre alguém junto. Afastar, tirar de perto armas de fogo, álcool, drogas, ou objetos cortantes. Em situações de crise, procurar ajuda, ligando para canais de ajuda que existem na comunidade, tal como o Centro de Valorização da Vida (CVV), no número 141, ou via internet, em cvv.org.br (atendimento 24h). E claro, ajudar para que a pessoa aceite o tratamento especializado de um profissional especialista em saúde mental (psiquiatra, psicólogo, psicanalista, e outros). O sofrimento é somente quando ninguém cuida, afirma Cicely Saunders, médica inglesa fundadora do moderno Hospice.
Como percebemos, sem cuidado, não existe possibilidade de vida. Este cuidado, no nível mínimo, significa o cultivo de uma boa autoestima e uma relação saudável com os outros. Frente a um transtorno sério de saúde mental, com tendência suicida, aqui o cuidado tem que ser especializado, de um profissional competente e humano. Nossa solidariedade é fundamental para ajudar a pessoa a não se sentir só e abandonada justamente nesta hora.
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