Nas últimas semanas, temos gasto um tempo enorme na discussão da conveniência de voltar ou não com o voto impresso nas eleições de 2022 e, por tabela, em todas as eleições subsequentes. Os Meios de Comunicação têm dado muito espaço a essa discussão, porque corre no Congresso Nacional um Projeto de Emenda Constitucional propondo esse retorno.
A proposta já foi derrotada na Comissão Especial que analisa essa PEC e, mesmo assim, o Presidente da Câmara afirmou que vai leva-la ao plenário. Fato inédito, porque quando um assunto é derrotado na comissão que o analisa, dificilmente vai ao plenário.

A questão não é a discussão sobre a volta ou não do voto impresso, mas as motivações que a estão provocando. Os defensores do voto impresso baseiam suas afirmações na dúvida quanto à segurança do voto eletrônico nas urnas que são utilizadas. Os que defendem a continuidade do voto eletrônico falam em retrocesso e no perigo de manipulação das eleições feitas do antigo jeito.
A segurança do sistema de votação tem a garantia do TSE, que já mostrou de vários modos a sua eficácia. Além do mais, o uso das urnas eletrônicas garante rapidez na apuração, diferente de outros países onde a apuração dos votos depositados nas urnas comuns leva dias, ou até mesmo semanas.
Leia MaisCNBB e outras cinco entidades manifestam apoio a votação eletrônica e ao ministro Barroso O questionamento que fica é se não existe nada de mais importante para ser discutido agora. De repente, a cifra dos 563 mil mortos pela Covid-19 já não toca mais o coração. O custo de vida aumentando dia a dia e a conta de luz, o preço do gás de cozinha, o peso do transporte público na conta do trabalhador... Nada disso interessa agora. Parece que tudo já está resolvido!
Precisamos ficar atentos, porque existem políticos habilitados na arte de criar factoides, ou seja, de produzir fatos ou notícias forjadas, com o intuito de atrair a atenção da opinião pública. Esses artifícios criados afastam a atenção dos verdadeiros problemas da nação.
A possibilidade de voltar com o voto impresso já gerou muitos memes e piadas que correm soltas na internet, mas ao que parece, nem isso preocupa os que gastam tempo em propor a volta da eleição ao modo antigo. Essa questão toda pode ser mais uma tentativa de legitimar a permanência dos atuais ocupantes dos cargos públicos, garantindo sua permanência por mais 4 anos no poder.
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