A tradição de dar presentes no Natal está ligada à memória que fazemos dos presentes que os três Reis Magos ofereceram ao Menino Jesus (ouro, incenso e mirra), embora estes presentes tenham todo um significado simbólico de reconhecer, na criança de Belém, o Deus que se fez humano para ser o verdadeiro Rei do povo.
Desta cena do Evangelho vem também a motivação para dar presentes no tempo da festa do Natal do Senhor, pois ao visitar o Menino Jesus, que continua nascendo na manjedoura do coração das pessoas, queremos oferecer a Ele o amor que nosso coração expressa concretamente aos outros. Leia Mais5 reflexões de São João Paulo II para o Natal
Temos também a tradição de um bispo que levava presentes para as crianças carentes na noite de Natal, e jogava saquinhos de moedas pelas chaminés das casas. Esse bispo foi São Nicolau, que viveu no século IV, é dele que vem a tradição do papai Noel.
Com o tempo, o presente acabou se tornando algo meramente comercial, o que foge do verdadeiro sentido do Natal, pois o presente tem que falar da alegria da presença de Jesus.
O verdadeiro sentido do Natal não está nas coisas que são oferecidas, mas sim como deixamos o amor de Jesus na vida das pessoas.

O presente de Natal tem que ser expressão da solidariedade, da fraternidade, da partilha que o Menino Jesus vem despertar no coração humano. O presente deve ser o desejo de compartilhar com o outro aquilo que era só meu, mas que o amor ensina a se transformar em nosso.
O presente expressa o amor que temos uns pelos outros. O sinal físico do presente pode passar, mas o amor que ele simboliza permanece para além do presente recebido.
No Natal, rezamos o Deus que quis estar presente na nossa vida, por isso, tudo o que partilhamos no Natal tem que celebrar esta presença.
O sentido do presente está em despertar no coração a importância da atenção, da ternura, da generosidade, mas, acima de tudo, da partilha da própria vida como dom de amor, como Deus que por tanto nos amar, quis compartilhar seu Filho conosco.
Natal é tempo de saber receber e saber oferecer, viver a gratuidade do amor. O presente deve ser expressão de que, para além dos bens compartilhados, a vida deve ser um dom para o outro, pois o Deus que nasce no meio de nós vem para nos ensinar que “não existe maior prova de amor do que dar a vida” (Jo 16,13).
Assista esta reflexão sobre o verdadeiro sentido do Natal:
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