Espiritualidade

A presença histórica de Maria como princípio da Igreja

Escrito por Giovana Marques

31 OUT 2025 - 16H07 (Atualizada em 03 NOV 2025 - 10H31)

KOTL/Adobe Stock

“A encarnação de Jesus no seio de Maria foi o maior presente que o Pai poderia ter dado à humanidade. Dom Murilo Krieger

Estas palavras do arcebispo emérito de São Salvador (BA), ditas em sua palestra no IV Congresso Bíblico de Aparecida, provocam a reflexão do amor de Deus, como também da presença de Maria na história da salvação.

Quando a eternidade entrou no tempo para que os homens pudessem desejar a felicidade eterna, esta humilde serva abriu-se para participar de tão grande mistério.

Segundo Dom Murilo, para que a divindade se unisse com a humanidade de Maria, Deus santificou Aquela que seria a Mãe do Seu Filho e seu ventre tornou-se o primeiro sacrário.

“Mas quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à lei, para resgatar os que estavam sujeitos à lei, a fim de recebermos a adoção filial.” (Gl 4,4).

A Visitação nos apresenta Maria

Após o nascimento de Jesus na gruta em Belém, a Palavra narra que Maria foi visitar Isabel, e nesse encontro aconteceu o primeiro reconhecimento, ou primeiro louvor público Àquela que disse sim à encarnação do Filho de Deus. Cheia do Espírito Santo, Isabel exclamou:

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1, 41-42)

À medida que percorremos a história de Nosso Senhor, encontramos os sinais da santidade dessa Mulher e, por isso, sua presença feminina é sinal da Igreja. Assim como Isabel e todos os santos, podemos ainda saudá-la “bem-aventurada”.

Maria, sinal de humildade

Humildade é ter sobre nós o olhar que Deus tem sobre nós. A humildade é um dos aspectos da verdade”, afirmou o arcebispo.

Quando Isabel a reconheceu como “Bendita entre as mulheres”, Maria não se envaideceu ou rejeitou suas palavras, mas reconheceu que elas correspondiam à verdade, não por mérito próprio, mas porque: “O Poderoso fez em mim maravilhas e Santo é o seu nome” (Lc 1,49).

Maria entoou o cântico do Magnificat reconhecendo sua humildade e poder de Deus. Suas palavras são, até hoje, para os cristãos, uma bela oração da qual a Igreja reza, por exemplo, na Liturgia das Horas.

Profecia que se realiza ao longo dos séculos

Segundo Dom Murilo, a história da Igreja comprova que Deus realizou Nela maravilhas e continua a realizar até os dias atuais por meio dos Santos Padres, do Magistério, na Teologia, nas Artes, na Literatura e demais iniciativas que louvam seu nome.

O arcebispo ainda disse que Jesus foi o primeiro a testemunhar isso quando uma mulher anônima dirigiu-lhe as palavras: “Bem-aventurado o ventre que te gerou e os seios que te amamentaram” (Lc 1,27).

Mas, depois de Nosso Senhor, quantas outras revelações divinas a Igreja acolheu pelos tempos? Falaremos melhor em outro post!

add_box Maria: santa, imaculada e um espelho para a Igreja

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